Terça-feira, 31 de Dezembro de 2024

JÁ CHEGÁMOS AO ANO 2025 - QUE VENHA POR BEM!

464853414_8577374575683699_246839594468297906_n.jpPara todos os meus amigos e seguidores do «Sarrabal», desejo um Bom Ano de 2025. Com saúde, principalmente, e que os vossos desejos se realizem, um por um, durante todo este ano que começa. Felicidades e tudo de bom! 

Soledade Martinho Costa

 

publicado por sarrabal às 11:42
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Domingo, 29 de Dezembro de 2024

NOVO ANO 2025

                              images.jpg

Para todos os meus amigos do «Sarrabal», vai o meu desejo de que o novo ano de 2025 nos volte a fazer sorrir e a gostar de viver neste mundo, livre de guerras e de sofrimento. Que os Homens reencontrem no seu vocabulário a palavra AMOR e a distribuam por todos os outros homens, numa partilha solidária, de concórdia e de paz.

Saúde, sonhos realizados, tranquilidade, tudo de bom para cada um de vós, são os meus votos sinceros para o Novo Ano que vai chegar!

Soledade Martinho Costa

publicado por sarrabal às 02:40
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Segunda-feira, 23 de Dezembro de 2024

NATAL 2024

464475791_8551514208269736_130576241650389726_n.jpA todos os meus amigos e seguidores, desejo um Feliz e Santo Natal.
Que os Homens, com armas de esperança, comecem a saber aniquilar o Mal espalhado pelo Mundo: as guerras, a fome, a destruição do Planeta, a preservação da Natureza, a extinção do Ódio racial, a falta de Solidariedade para com o próximo. Que o Amor possa, finalmente, unir as mãos de todos nós, trazendo-nos a certeza de que merece a pena viver o nosso dia-a-dia com tranquilidade e sem temer o Futuro. Que nesta Terra que habitamos, hoje com os olhos marejados de lágrimas, amanhã os possamos abrir e olhar à nossa volta com um sorriso tão luminoso, que faça inveja, lá em cima, ao resplendor do Sol.
 
Soledade Martinho Costa
publicado por sarrabal às 09:29
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Sábado, 21 de Dezembro de 2024

AS CRIANÇAS DA GUERRA (ÚLTIMO POEMA DESTE NATAL)

2-mayo-pobreza-infantil-significado.jpgPor entre os ramos do pinheiro

enfeitado com luzes multicores

carrega-me este peso sobre os ombros:

espreitam-me as «crianças da guerra»

a vaguear, abandonadas à sorte

no seu país de escombros.

 

Olho as figuras do Presépio

e junto da Virgem, de São José

do Menino e dos Reis Magos

«as crianças da guerra»

famintas, rotas, sujas, descalças

que escaparam à morte

gritam o meu nome

enquanto caminham à deriva

sobre as pedras calcinadas

de uma pátria sem norte.

 

Nas prendas embrulhadas

em papéis vistosos

numa profusão de mimos e de amor

vejo «as crianças da guerra»

a suster as lágrimas

no medo que lhes veste o rosto

e lhes faz tremer

numa convulsão de dor

o corpinho martirizado pelo pânico.  

 

Não, não posso viver este Natal

nem o Novo Ano que chegar

sem sentir este pesar profundo

sem lembrar «as crianças da guerra»

votadas a um destino refém

por um poder satânico

a que foram condenadas

Por ordem dos senhores do Mundo.


Quem dera tê-las nos meus braços

a devolvê-las aos pais

às casas que habitavam

aos amigos, aos brinquedos

aos animais que amavam

a um mundo que possa ser

digno desse nome.


Resta-me uma certeza:

por tudo quanto acontece

por tudo quanto aconteceu

Por tudo quanto vejo e me doeu

«as crianças da guerra»

não podem ser mais do que anjos

que não aprenderam ainda

a abrir as asas e a fugir da Terra

em direcção ao céu.


Soledade Martinho Costa


(Inédito/ 2024)



publicado por sarrabal às 21:26
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Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2024

OUTRO MILAGRE

320720659_589648753166614_4853275449813035257_n.jp

De pedra

Colmo

Tábuas

Papelão

Sob telhados de zinco

Ou telha vã

Eis os estábulos

As grutas

Os abrigos

Onde nascem e dormem

Os meninos nus

Há mais de dois milénios.

 

Herdeiros de um legado

Instituído por decreto-lei

Réplicas

De outro Menino

Que o Anjo anunciou

Nascido na lapinha de Belém

Não têm a seus pés

Pastores nem reis

Dormem

Dormem, simplesmente

Pelos presépios

Adorados por ninguém.

 

Nas reservas surdas

Ao apelo das florestas

No fogo das areias

Onde a terra se nutre

Das almas e dos corpos

Nos ghettos onde o leite

Nos seios seca

Ao explodir das bombas

Nos bairros marginais

Nos prédios em ruínas

Nos quartos alugados

Nos tugúrios onde não chega

A Estrela Peregrina.

 

Templos sagrados

Onde as mães

Esvaído o ulo vaginal

Debruçam sobre o ventre as mãos

Cortando aos filhos

Esquecidos

Humilhados

Sem pão

Amparo ou pátria

O cordão umbilical.

 

Talvez para que fujam

E repetido seja outro milagre

À revelia dos homens

Como então.

 

Soledade Martinho Costa

Do livro Um Piano ao Fim da Tarde

Edições Sarrabal

 

publicado por sarrabal às 04:30
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Sábado, 14 de Dezembro de 2024

COMO IA DIZENDO...

AVIÕES SOBRE ALVERCA DO RIBATEJO.jpgNESTE DIA, 14 DE DEZEMBRO DE 2024, UM AVIÃO PASSA SOBRE A CIDADE DE ALVERCA DO RIBATEJO. ERAM, PRECISAMENTE, 2 HORAS E 20 MINUTOS DA MADRUGADA. ACORDEI. NÃO ERA UM PESADELO. ERA A MINHA REALIDADE!

Estabelecido e contestado que foi o horário inacreditável dos aviões terminarem os voos à meia-noite com reinício às 5 horas da madrugada, verificamos que existem multas para quem não cumpra com esta «inteligente» decisão da NAV. Sim, existem multas que nos fazem abrir a boca de espanto. Acreditem ou não, o valor das coimas estipuladas cifra-se, apenas, em 52.40 euros! Uma «exorbitância» comparada aos milhões arrecadados pelos donos e senhores da NAV

E como sobre este assunto de horários e coimas já tudo foi dito, abordemos uma outra face deste persistente e penoso problema que tanto nos vem afectando.

Bem aventurados os alverquenses (sem letra maiúscula) que se insurgem nas redes sociais e protestam, em textos de escola primária, contra as ervas nos passeios da cidade, o lixo fora dos contentores, os carros mal estacionados, uma bicicleta travada há dois dias encostada ao tronco de uma árvore.

São aqueles que respondem aos meus artigos e usam chinelo no pé, com frases como esta: «Se não está bem, mude-se!», utilizando outras frases de teor ofensivo e agressivo e fazendo comparações de um infantilismo tão pungente quanto deprimente.

Abençoados surdos de nascença que nem o ronco dos aviões a desoras e as suas partículas, a causar danos irreversíveis à nossa saúde, os faz acordar do seu sono de pedra (se calhar, até faz!) ou assinar uma petição que anda por aí há meses (nem que fosse com cruz), e que conta, até agora, com o risível e ridículo número de aderentes, num somatório total, até hoje, de 2.203 assinaturas!

Gente que não se incomoda com o essencial, mas que se preocupa com trivialidades. Gente que não se importa de viver num inferno, enquanto eu (e outros, embora poucos) prefira importar-me com o que é importante, e tentar viver no céu.

Não tolero que me imponham este afrontoso desconforto, este desassossego, esta intranquilidade, este receio pela minha saúde e a saúde dos meus. Pessoas com zero de intervenção, que, ao cruzarem os braços, e ao criticarem quem os traz descruzados, se colocam, nitidamente, ao lado do opressor, a dar pelo nome de NAV.

Comparando o número de assinaturas da petição com os Grupos Públicos que utilizam as redes sociais e o nome de Alverca, deixo-vos este apanhado para podermos avaliar do desinteresse das pessoas em assuntos como este, dos aviões, que sobrevoam a nossa cidade dia e noite, a horas impróprias, com intervalos de apenas alguns minutos, num país onde aconteceu um 25 de Abril, e onde o respeito pelos direitos e a liberdade de cada um são espezinhados diariamente por um governo que nos desgoverna.

A lista e o respectivo número de aderentes:

ALVERCA (1.300 membros)

ALVERCA E AMIGOS (31 mil membros)

ALVERCA – PRAÇA VIRTUAL (10 mil membros)

EM ALVERCA VIVE-SE BEM (???? 5,400 membros)

ALVERCA É FIXE ( 21 mil membros)

ALVERCA ( 14 mil membros)

POR UMA ALVERCA MELHOR E DEMOCRÁTICA (934 membros)

Este último número de aderentes, relativamente aos anteriores, indica, sem gastar muitas palavras, as pessoas que temos e o seu grau de interesse comunitário, nesta nossa cidade de Alverca do Ribatejo.

 

Soledade Martinho Costa

(Escritora e jornalista, residente em Alverca do Ribatejo)

 



 

publicado por sarrabal às 14:29
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Domingo, 1 de Dezembro de 2024

TROVA DA PAISAGEM REAL

George Jabim, TRVA DA PAISAGEM REAL.jpg

Parado no meio do tempo

Na serra havia um pastor

Alguém que o nome esquecia

Nas horas que apascentava.

 

Água da fonte, da terra

Da serra, nela morava.

 

Na serra havia um pastor

Guardado pelo seu rebanho

Ermo destino e engenho

Poema que acontecia.

 

Água da fonte, da terra

Da serra, nela morria.

 

Parado no meio da vida

Na serra havia um pastor

A tê-la apenas por tida

Cada dia que chegava

Sem saber o que podia

Sem dizer o que tardava.

 

Ai, pastor, que sina a tua

Põe-se o Sol, nasce a lua

E não se quebra o encanto.

 

Sozinho lá no teu canto

Embriagas-te no canto

Que te traz a cotovia.

 

E quando o escuro te aquece

Sufocas em ti o pranto

De uma lágrima tardia.

 

Fazes de conta que esqueces

Esperas a luz de outro dia

E sem sonhar adormeces.

 

Soledade Martinho Costa

Do livro Um Piano ao Fim da Tarde

Edições Sarrabal

 

Tela: George Jabim

 

publicado por sarrabal às 17:34
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