
Enfeitei com flores
O meu cabelo
Entrelacei de sonhos
Os meus dedos
E assim fiquei
Perdida pelos dias
Com estrelas
Nas meninas dos meus olhos.
E a desfolhar
Ausências e demoras
Como se fossem
Rosas de lonjura
Inventei mil enredos
Mil razões
Palavras que não sei
Aonde moram.
E sem que tu soubesses
O segredo
Sonhei a limpidez
Das águas
Sobre as pedras
E o cântico das aves
Nas alturas.
Mas, ai, pobre de mim
Amanheci
Neste deserto sem sol
E sem regresso
Acorrentada ao chão
Da minha espera
Onde a semente é grão
Que não se colhe
No desencontro que aceito
Em cada hora.
Soledade Martinho Costa
Do livro «Canções Contadas»
Edições Sarrabal
Musicado pelo cantor e músico italo-belga Salvatore Adamo, a pedido de Amália Rodrigues, com o título mudado para «Deserto».
Dia 27 de Agosto de 2024, faltavam 10 minutos para as 4 horas da madrugada, Alverca do Ribatejo acorda com o voo razante de um avião para nos anunciar que o flagelo continua. Até quando, meus senhores?! Será que as férias ainda não terminaram?!
Os aviões, a nós, não deram férias, sinónimo do descanso físico e mental de que estamos privados desde Maio.
As assinaturas, que ultrapassam já as 2000, e os seus respectivos e elucidativos comentários, que podem ler-se na petição a decorrer, não serão suficientes para aqueles que nos governam respeitarem, de uma vez por todas, os direitos dos cidadãos que sofrem a ditadura das suas infelizes e prejudiciais decisões?!
Amanhã, dia 28, é dia de reunião da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Não nos venham acenar com o novo aeroporto!! Neste momento as prioridades são outras, São as nossas!! «Com papas e bolos»… Não se engana quem tem a passar diariamente sobre as suas casas centenas de aviões a fazer das suas vidas um verdadeiro e perigoso inferno!!
Soledade Martinho Costa
(Escritora e jornalista residente em Alverca do Ribatejo)
Foto: Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz

Há uns anos, no Algarve, em tempo que havia mais árvores em redor da minha casa, alfarrobeiras, oliveiras, amendoeiras, figueiras, mato e flores silvestres, num espraiar que se alongava para além do visível, certo dia, ao final da tarde, começou a chuviscar, aquela chuvinha miúda. Vinha uma neblina, a subir do mar, que se juntava à chuva e a ela se abraçava como dois corpos unidos, cúmplices, amantes. O silêncio era total. O sortilégio, também.
Os tons de verde matizados da paisagem tomaram cores irreais. Aliás, tudo se tornou irreal, naquele panorama singular onde a mão da natureza é única e é mestra.
Fui colocar-me na ponta do patamar, lá ao fundo, onde o olhar vai mais longe, a admirar, a deslumbrar-me, a extasiar-me com aquele momento. Sozinha, num silêncio que ninguém e nada quebrou.
Sem querer, chorei. De mansinho. De emoção. Segura de que passava por qualquer coisa única na minha vida. E acertei. Senti Deus diante de mim com paleta e pincel. Foi sublime, inesquecível. Naquele instante, soube que a magia não iria repetir-se.
E nunca mais se repetiu. Continua cativo do meu olhar esse momento divino. Para sempre. Não tive dúvidas: tinha perante os meus olhos uma pintura de Deus.
Soledade Martinho Costa
Do livro de memórias e crónicas «Uma Estátua no Meu Coração»
Edições Vela Branca

Soledade Martinho Costa
Sou emigrante
Venho de França
Trago na mala
Uma lembrança
Coisa bonita
Bem ao meu gosto
Para dar ao santo
Da minha aldeia
Que se venera
No mês de Agosto.
À minha espera
Tenho os meus pais
Com a saudade
Escrita no rosto
A minha mana
Os meus sobrinhos
Tios e primos
De quem eu gosto.
E dão-me beijos
Muitos abraços
A pôr carinho
Ai, nos meus passos
Dentro de casa
Sinto-me bem
Volto ao regaço
De minha mãe.
E torno ao mel
Ao leite morno
Ao pão que coze
Dentro do forno
E sei das festas
Da procissão
Da blusa nova
Feita ao serão.
E sei do padre
E dos vizinhos
Do meu compadre
Dos meus padrinhos
Sei dos noivados
E quem nasceu
Dizem-me os nomes
De quem morreu.
Sei da semente
Deitada à terra
E mais do fogo
Que houve na serra
E sei do porco
E sei da vaca
Espreito a farinha
Dentro da saca.
Louvo a colheita
Da Primavera
Revejo os muros
Cobertos de hera
Jogo ao chinquilho
Com os amigos
Subo às figueiras
Para comer figos.
Vejo nas moitas
Coelhos bravos
Vou ao cortiço
Mirar os favos
Junto ao riacho
Espanto as perdizes
Olho pelos campos
Minhas raízes.
Da oliveira
Faço uma alfombra
Bebo da bilha
Sentado à sombra
Pego um raminho
De erva-cidreira
Mato saudades
Da minha Beira.
Sou emigrante
Venho de França
Trago na mala
Uma lembrança
Coisa bonita
Bem ao meu gosto
Para dar ao santo
Da minha aldeia
Que se venera
No mês de Agosto.
Soledade Martinho Costa
Do livro Canções Contadas
Edições Sarrabal
(Musicado pelo Maestro Nóbrega e Sousa)
Foto: Festas da Senhora da Agonia, Viana do Castelo
(Publicado hoje, dia 14 de Agosto de 2024, no jornal online «O Mirante» e em papel no próximo dia 20 de Agosto)
Resposta à entrevista concedida pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ao jornal «O Mirante».
Exelentíssimo Senhor Ministro das Infraestruturas e da Habitação Eng.º Miguel Pinto Luz:
Ao tomar conhecimento de que após a reunião do presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, com o presidente da empresa responsável pela gestão aérea no aeroporto de Lisboa (NAV Portugal), Dr. Pedro Ângelo, dela não tenha saído qualquer resultado sobre as medidas inadiáveis a tomar, relacionadas com a alteração das rotas dos aviões sobre o concelho ribatejano, que abrangem a cidade de Alverca do Ribatejo e localidades ao redor (Arcena, Bom Sucesso, Calhandriz, Sobralinho) e também para quem reside na Póvoa de Santa Íria, Forte da Casa, Vialonga e lugares próximos, invadidos pelo ruído incessante de os aviões, em voos rasantes e altamente nocivos sobre as populações, situação que deve ser entendida como um abuso lesivo, que se sobrepõe aos direitos legais dos cidadãos, a questão obriga-me a voltar ao assunto.
Após a reunião, e logo nesse dia, o autarca Fernando Paulo Ferreira, pediu uma reunião com carácter urgente a Vossa Excelência, Senhor ministro, de maneira a que a sua autorização proporcione o necessário impulso para que a NAV dê início às solicitadas alterações, que tardam a trazer aos habitantes desses lugares, vítimas das actuais medidas em vigor, a tranquilidade, sinónimo de voltar à normalidade do seu dia-a-dia, ao descanso de que necessitam para o seu bem estar e ao respeito que deve merecer à NAV (e agora ao Governo) as suas vidas e a sua saúde, mental e física.
Desde há três meses, com início no dia 16 de Maio último, viver nestas localidades tornou-se num verdadeiro tormento, quer de dia quer de noite. Os impactos ambientais tremendos, durante todo o dia e também a horas tardias (1, 2 ou 3 e 30 da madrugada) não permitem, sequer. um sono tranquilo tão necessário para o equilíbrio de todos nós.
Hoje, dia 13 de Agosto, foi um dia dos mais desgastantes. Desde madrugada e até agora (são 22 horas e 30 minutos) os aviões continuam a atroar os ares, não com intervalos de 4 minutos, como se propalou, mas de 1 ou 2 minutos em cada passagem. Foram centenas os aviões que, até agora, atroaram os ares a provocar uma terrível poluição ambiental e impacto sonoro. É impossível que tal procedimento seja legal.
A opção que se aguarda, aquela que os residentes das localidades atrás citadas desejam, ansiosamente, que seja tomada, como solução para este flagelo (e gostaria que Vossa Excelência a levasse em consideração), é simples (e vou repetir-me): consiste nos aviões retomarem os métodos anteriores, que permaneceram em vigor durante dezenas de anos, sem protestos das populações, até ao dia 16 de Maio passado.
Basta que os aviões façam a mudança de rota, como sempre fizeram (mais ou menos antes de Santa Iria), retomando o antecedente virar à direita, sobre o estuário do Tejo, ou à esquerda, para a lezíria de Loures (evitando os grandes núcleos habitacionais da zona), enquanto outros, com rotas na sua maioria para a Europa, reassumam, como anteriormente, os seus voos sobre o Mouchão da Póvoa.
Destes aviões, cujo desvio, feito atempadamente, pouquíssimo ou nenhum ruído se sentia nas localidades de Alverca do Ribatejo, Póvoa de Santa Iria, Forte da Casa, Vialonga e localidades ao redor.
O próprio presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, numa entrevista ao jornal O Mirante, defende, como uma das medidas a tomar: «… a dos aviões serem desviados do tecido urbano, como acontecia antes, para o lado do rio ou da parte mais montanhosa do concelho.»
Uma outra opção, energicamente combatida pelas populações, reside na hipótese dos aviões passarem mais alto sobre estes lugares. Esta solução não impede que os aviões continuem a sobrevoar Alverca do Ribatejo e as demais localidades! Estará resolvido o problema pelo facto de passarem um pouco mais alto? A que altura? Ficarão os residentes satisfeitos? Não ficarão? Por intermédio do seu autarca, voltarão a solicitar a Vossa Excelência, que «recomende» à NAV que «suba» os seus aviões mais um bocadinho, porque a subida não foi suficiente? Qual seria, nesse caso, a sua resposta, Senhor ministro, e a resposta da NAV? Imagina-se! Além disso, o perigo das partículas, sobejamente conhecido, continuaria idêntico: não deixariam de cair sobre esses locais!
Sobre a petição, a decorrer em papel e via online (que já ultrapassou as 2000 assinaturas), Fernando Paulo Ferreira elogia: «…porque todas as acções de protesto, neste momento, são importantes para dar força ao descontentamento das populações.»
De referir os comentários dos assinantes da petição a mostrarem, explicitamente, o flagelo porque passam, desde há 3 meses as nossas populações.
Senhor ministro das Infraestruturas, Eng.º Miguel Pinto Luz, Vossa Excelência representa a nossa esperança numa mudança que tarda. Que a missão do Governo, depositada actualmente nas suas mãos, nos seja favorável pela sua intervenção junto da NAV.
Só se espera e deseja que a reunião com o Senhor presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira tenha lugar o mais brevemente possível.
Em Vossa Excelência, Senhor ministro, confiamos. Que nos seja dada uma decisão sensata e justa: a de serem retomados os antigos voos! Basta que os aviões façam a transição de rota do modo como sempre o fizeram «sem alternativas, ajustes, ou afinações que não seja essa».
Como já afirmei, é um dever público da NAV, agora também do Governo – e um direito nosso.
Já hoje, dia 14 de Agosto, repetiu-se a passagem de mais um avião. Eram 3 horas e 20 minutos da madrugada.
Soledade Martinho Costa
(Escritora e jornalista residente em Alverca do Ribatejo)
Link da petição: https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT121524
Exelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Fernando Paulo Ferreira:
Acabei de ler as suas palavras no jornal O Mirante em que cita: «Verificamos no terreno que houve um acréscimo do impacto do ruído dos aviões […]. A resposta que a NAV nos deu inicialmente não era verdadeira. Depois de num primeiro momento ter tomado a informação da NAV como credível e apontar que a justificação para o excesso de ruído estaria, entre outras, nos ventos dominantes da altura do ano.» Critica Fernando Paulo Ferreira.
Reagindo ao crescente desconforto da comunidade, Fernando Paulo Ferreira não poupa nas palavras e diz que: «É absolutamente inadmissível que um organismo público como a NAV possa dar uma resposta que depois não tenha correspondência com o que se está a passar no concelho. Uma resposta que foi semelhante à que a NAV deu ao jornal O Mirante, dizendo que a alteração poucos ou nenhuns impactos teria sobre o território, o que não é verdade. Nós é que estamos aqui, sentimos e conseguimos ver uma grande diferença relativamente com o que acontecia antes no que toca ao ruído.» E não apenas ao ruído, acrescento eu,
Se está lembrado, num outro e-mail que lhe enviei nessa altura, lembrei que os aviões sempre passaram por esta zona e ventos sempre os houve.
Afirma o Senhor Presidente ter uma reunião agendada com o Presidente da NAV para a primeira semana de Agosto. Recordo-lhe que a primeira semana de Agosto já lá vai – sem que tenha havido qualquer alteração.
Passaram 3 meses de um verdadeiro inferno, para os residentes de Alverca do Ribatejo e localidades ao redor (Arcena, Bom Sucesso, Calhandriz, Sobralinho) e também para quem reside na Póvoa de Santa Íria, Forte da Casa, Vialonga e lugares próximos (até Alhandra já se queixa). Locais invadidos pelo ruído incessante dos aviões, em voos rasantes e altamente nocivos sobre as populações, situação que deve ser entendida como um abuso lesivo, que se sobrepõe aos direitos legais dos cidadãos ali residentes.
E o Senhor Presidente acrescenta: «Espero que o presidente da NAV me diga quando e como é que vai fazer os AJUSTES necessários para resolver o problema porque já deve ter tido tempo para estudar as ALTERNATIVAS NECESSÁRIAS. Espero que sejam feitas AFINAÇÕES NAS ROTAS.» E avisa: «[…] Consoante a resposta da NAV, Vila Franca de Xira poderá voltar a levar o assunto directamente ao ministro das Infraestruturas para que sejam tomadas medidas com maior rapidez.»
Senhor presidente, pelas suas palavras «voltar a levar o assunto», deduz-se que o ministro das Infraestruturas já por si foi contactado um vez. Resultados? Que tenha dado por isso, nenhuns! Ainda há dias fui acordada às 3 horas e 30 minutos da manhã pelo roncar de um avião cujo impacto foi estrondoso, inadmissível e decerto ilegal.
Irei abordar agora a parte da sua entrevista ao «Mirante», em que nos devemos debruçar com melhor atenção. Diz o povo: «Quem mente uma vez, mente duas, mente três...»
Afirma a dado ponto o senhor presidente o seguinte: «Parece-me óbvio que duas medidas, que não são difíceis, terão de ser tomadas: ou os AVIÕES PASSAREM MAIS ALTO OU SEREM DESVIADOS DO TECIDO URBANO COMO ACONTECIA ANTES, PARA O LADO DO RIO OU DA PARTE MAIS MONTANHOSA DO CONCELHO».
Meu caro presidente, a primeira medida, não vai impedir que os aviões continuem a sobrevoar Alverca do Ribatejo e as demais localidades. Passarem um pouco mais alto? A que altura? Ficaremos satisfeitos? Não ficaremos? Voltaremos a solicitar à NAV que «suba» os seus aviões mais um bocadinho, porque a subida não foi suficiente? Qual seria, nesse caso, a resposta da NAV? Imagina-se! Além disso, o perigo das partículas continuaria idêntico: elas cá viriam parar abaixo.
Daí, que seja prudente o Senhor presidente não aflorar, nem ao de leve, a primeira hipótese, não vá a NAV aproveitar a sugestão e ter pressa em adoptá-la.
A segunda opção, sim, é aquela que se aguarda ansiosamente: a dos aviões retomarem os métodos anteriores, que permaneceram em vigor durante dezenas de anos, sem protestos das populações, até ao dia 16 de Maio passado.
Basta que os aviões façam a mudança de rota, como sempre fizeram (mais ou menos antes de Santa Iria), retomando o antecedente virar à direita, sobre o estuário do Tejo, ou à esquerda, para a lezíria de Loures (evitando os grandes núcleos habitacionais da zona), enquanto outros, com rotas na sua maioria para a Europa, reassumam, como anteriormente, os seus voos sobre o Mouchão da Póvoa.
Destes aviões, cujo desvio, feito atempadamente, pouquíssimo ou nenhum ruído se sentia nas localidades de Alverca do Ribatejo, Póvoa de Santa Iria, Forte da Casa, Vialonga e localidades ao redor.
Será apenas isto que o Senhor presidente terá de defender, impor e exigir, perante a NAV. Para isso, leva consigo o direito que lhe dá (até agora), a petição em curso, que já ultrapassou as 2000 assinaturas, cujos comentários mostram bem o flagelo porque passam, desde há 3 meses, as nossas populações.
Petição, aliás, que o Senhor presidente elogia quando afirma: «…porque todas as acções de protesto, neste momento, são importantes para dar força ao descontentamento das populações» E finaliza: «Espero AGORA que a NAV venha a ser sensível a esta matéria».
A palavra «AGORA», decerto se refere à petição. Louvo o seu optimísmo, Senhor presidente. Eu sou mais pessimista: a NAV não se dá ao incómodo de ler petições. Precisa, sim, de ouvir palavras de viva voz: as suas!
Senhor presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira: Vossa Excelência representa o nosso mandatário. Em si confiamos. Que a missão a possa e saiba cumprir, trazendo como resposta uma decisão sensata e justa: a de serem retomados os antigos voos!
Mais uma vez apelo: «Precisamos, urgentemente, de voltar à normalidade do nosso dia-a-dia, à nossa tranquilidade, ao descanso de que necessitamos para o nosso bem estar e ao respeito que deve merecer à NAV as nossas vidas e a nossa saúde, mental e física.
Basta que os aviões façam a transição de rota do modo como sempre o fizeram (sem necessidade de AJUSTES, ALTERNATIVAS ou de AFINAÇÕES que não seja essa). Como já afirmei é um dever público da NAV e um direito nosso.
Soledade Martinho Costa
(Escritora e jornalista residente em Alverca do Ribatejo)
Foto: Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.
(Enviada cópia ao Presidente da Câmara de Vila Franca de Xira)
Link da petição: https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT121524
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