
A NAV não fala verdade nas suas argumentações. Devia ter em conta que a sua inverdade vai contra a palavra de quem assinou a petição on-line a decorrer (já ultrapassou as 2000 assinaturas), onde expressam, nos comentários feitos, ao assinar a Petição Pública em curso, os seus inúmeros e fundamentados protestos.
O tormento e a perigosidade em que se tornou viver nas localidades de Alverca do Ribatejo e arredores (Arcena, Bom Sucesso, Calhandriz, Sobralinho), e também na Póvoa de Santa Iria, Forte da Casa e Vialonga, invadidas pelo ruído incessante dos seus aviões, em voos rasantes e altamente nocivos sobre as populações, deve ser entendido como um abuso lesivo, que se sobrepõe aos direitos legais dos cidadãos ali residentes.
Dirijo-me, principalmente, ao Conselho de Administração da NAV, constituído em Dezembro de 2023, do qual fazem parte a Dra. Ana Cristina Lima, o Dr. Gonçalo Vale e o Dr. Pedro Ângelo, que assumiu a presidência da NAV Portugal.
É urgente pôr um fim a esta nociva e infernal situação. É preciso acabar, de uma vez por todas, com o nefasto impacto sonoro e a poluição ambiental, que se faz sentir de dia e também de noite. (É 1hora e 30 minutos da manhã e acaba de sobrevoar Alverca um avião cujo impacto foi estrondoso, inadmissível e decerto ilegal).
Que não passe em claro mais este apelo. É preciso retomar métodos anteriores, que permaneceram em vigor dezenas de anos, sem protestos das populações, até ao dia 16 de Maio passado.
Prezados Senhores da NAV Portugal: basta que os aviões façam a mudança de rota, como sempre fizeram (mais ou menos antes de Santa Iria), retomando o antecedente virar à direita, sobre o estuário do Tejo, ou à esquerda, para a lezíria de Loures (evitando os grandes núcleos habitacionais da zona), enquanto outros, com rotas na sua maioria para a Europa, reassumam, como anteriormente os seus voos sobre o Mouchão da Póvoa.
Destes aviões, cujo desvio, feito atempadamente, pouquíssimo ou nenhum ruído se sentia nas localidades de Alverca do Ribatejo, Póvoa de Santa Iria, Forte da Casa, Vialonga e lugares ao redor.
As populações aguardam a vossa decisão, que tarda, mas que se deseja sensata e justa. Confiantes no regresso à normalidade do seu dia-a-dia, à sua tranquilidade, ao descanso de que necessitam para o seu bem estar mental e físico e ao respeito que vos deve merecer as suas vidas. Longe de impactos sonoros insuportáveis, dia e noite, de perigos para a sua saúde, provenientes das partículas expelidas pelos aviões – sobre as quais já muito se tem escrito e alertado. Não podemos viver com medo. Não se tolera tal flagelo.
O Conselho de Administração da NAV Portugal, na pessoa do seu Presidente Dr. Pedro Ângelo pode e deve mudar toda esta situação. Para ele é um dever, para nós é um direito.
Soledade Martinho Costa
(Escritora e jornalista residente em Alverca do Ribatejo)
Foto: Daniel Rocha/ Jornal Público
Link da petição: https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT121524

Querido Cristiano Ronaldo, há já muito que não te deixo comentários. Nos últimos tempos, as imagens publicadas na página onde costumo fazê-lo, dizem mais respeito a quem percebe de futebol e eu, como sabes, sou mais das literaturas.

Quase não acredito que passaram 17 anos desde que dei início ao meu blog «Sarrabal». Mas, a verdade, é que passaram.
Iniciei-o no dia 23 de Julho de 2007. Precisamente, por ser a data do aniversário de Amália Rodrigues, minha querida e saudosa amiga.
Muito diferente, hoje, dos primeiros tempos, em que no blog havia sempre comentários. Ultimamente, voltei a ter assiduidade nas publicações. Alguns dos antigos comentadores do «Sarrabal», passaram para o Facebook (como eu passei) e acabaram na minha lista de amigos; não os perdi.
Sei que vai tendo leitores (de vez em quando lá aparece um comentário) e sei que vou continuar a gerir o «Sarrabal» até um dia. Nada é eterno e 17 anos indica que o «Sarrabal» já é um «adolescente».
Agradeço a quem continua a ser seu leitor, antigo ou recente, e faço votos para que nos voltemos a encontrar, com saúde no próximo ano. Até lá, deixo-vos o já tradicional bolinho de aniversário e parte de um poema que dediquei a Amália, visto, fazer parte inequívoca deste aniversário.
(…) De corpo e alma
Estou na tua frente
De corpo e alma e tua
Eis-me aqui.
Mas sem trazer comigo
Das palavras
As que te conte
As vezes que morri.
De corpo e alma
Estou na tua frente
À espera de te ouvir
Dizer porquê.
A razão desta mágoa
Deste canto
Desta voz que me deste
E reparti. (...)
Soledade Martinho Costa
AVIÕES SOBRE ALVERCA DO RIBATEJO E OUTRAS LOCALIDADES VIZINHAS.
A petição on-line que decorre, ultrapassou as 2000 assinaturas
Consciencializar e resolver urgentemente este gravíssimo problema é o que esperamos e as populações desejam a cada minuto que passa.
Pelos nossos direitos e pela saúde dos cidadãos!
SMC
Link da petição: https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT121524
Está a decorrer uma petição online que visa reduzir o forte impacto do ruído provocado pelas novas rotas dos aviões, impostas pela NAV, sobre a cidade de Alverca do Ribatejo, Póvoa de Santa Iria, Forte da Casa, Vialonga e arredores.
Com grave prejuízo sonoro e ambiental, agravado pelas perigosas partículas expelidas pelos aviões, em voos baixos (com tendência para aumentar os mais de 300 voos diários, com passagens de 2 em 2 minutos e até menos), viver nestas localidades passou a ser um flagelo.
A situação implica a falta de bem estar, a tranquilidade, e os inevitáveis riscos para a saúde pública.
Impõe-se uma rápida alteração. ou voltar às anteriores rotas, que, ao longo dos anos. nunca causaram danos nem incómodo, nem puseram em perigo a saúde das populações.
Antes das alterações, os aviões eram desviados para o estuário do Tejo, passavam sobre a lezíria de Loures, ou sobre o mouchão da Póvoa, evitando os grandes núcleos habitacionais da zona. Destes aviões, pouco ou nenhum ruído se fazia sentir em Alverca do Ribatejo, na Póvoa de Santa Iria, Forte da Casa, Vialonga e redondezas. Isto, durante todos estes anos (uma vida!)
Precisamos do vosso apoio. Precisamos da vossa ajuda. Precisamos estar juntos. PRECISAMOS DA VOSSA ASSINATURA NESTA JUSTA CAUSA!
SEGUE O LINK DA PETIÇÃO: https://n9.cl/b18is
Muito obrigada.
Soledade Martinho Costa
(Se puderem, divulguem!)

Da página de humor «Cavaleiro Andante», do jornal «O MIRANTE», mão amiga fez-me chegar este recorte. Escolhi esta foto do nosso mui amado presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, não pela sua bela postura em relação à foto, mas sim pelas declarações que proferiu (e que podem ler-se em legenda).
Não posso deixar de salientar o teor das suas palavras, como as de alguém cujo grande poder de alcance e observância, consegue, em meia dúzia de frases, tornar absolutamente inofensivo um problema que tem vindo a atormentar os residentes desta zona ribatejana desde o dia 16 de Maio passado.
Refiro-me às populações de Alverca do Ribatejo, Póvoa de Santa Iria, Forte da Casa e redondezas. Isto é, desde que a NAV Portugal impôs aos residentes destas localidades a sua vontade de fazer passar (até agora impunemente) os seus aviões em voo baixo, causando aos moradores nesses lugares, fortes impactos sonoros, dia e noite, acrescidos da perigosa e nefasta poluição ambiental.
Mas perante as palavras do nosso diligente edil, parece que o caso, afinal, não assume quaisquer vislumbre de importância ou de preocupação, como se supôs à primeira impressão! O povo é um alarmista!
Perante as afirmações de Fernando Paulo Ferreira, cujo relevante e sapientíssimo conhecimento em matéria de meteorologia é por demais conhecido, tudo se reduz a uma causa tão simples quanto isto: o barulho imparável dos aviões, de noite ou de dia, deve-se tão somente «aos ventos predominantes que nesta altura do ano sopram no concelho»!
Na preocupação de nos sossegar, desvalorizou e subestimou a situação, ao afirmar «que a culpa não é das alterações impostas pela NAV, mas, sim, dos mesmos ventos que nos dão a «sensação» de se notar um maior ruído!»
Ou seja, os motivos que nos assistem e afligem não têm razão de ser, porque não são reais. mas apenas uma questão «sugestionável» ou ilusória do nosso subconsciente – (escolham como acharem melhor!). Ora aí está!!!
E nós moradores das zonas afectadas, que nem de longe nos passou pela ideia que a causa deste verdadeiro inferno estava nos ventos e que a NAV, coitada, estava inocente! Por outras palavras, que nada tem a ver com os voos baixos, o terrível impacto sonoro e ambiental, nem com as perigosíssimas partículas «despejadas» gentilmente sobre nós pelas centenas dos seus aviões.
Portanto, meus amigos, aí temos, nas sapientes palavras de quem nos representa e defende (o melhor que sabe), a razão do roncar atroador dos aviões sobre a nossa cidade, que não passa apenas de uma «sugestão» nossa e nada mais. Isto, porque todos nós somos, sem dúvida, pessoas muitíssimo «sugestionáveis».
Ainda assim, não deixa de ser curioso e, sobre tudo, bastante estranho, que ao longo de tantos anos (uma vida!), só agora os residentes destas localidades ribatejanas, dêem conta deste flagelo, nunca antes sentido, que se abateu sobre o nosso bem estar, a nossa tranquilidade e a nossa saúde.
Com efeito, só após as alterações efectuadas pela NAV, após o dia 16 de Maio passado, esses impactos ruidosos que se manifestam minuto após minuto, começaram a atormentar a nossa qualidade de vida.
Certo, certo, é que sob o nosso espaço aéreo sempre passaram aviões, e quanto aos ventos, sempre ou houve. Simplesmente, não havia queixas. Só depois das alterações da NAV, se tornou num verdadeiro inferno viver nestas localidades.
Mas ainda bem que o senhor presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, fez o favor de nos elucidar que a NAV nada tem a ver com a situação, ao contrário dos «ventos «predominantes», eles sim, que nesta altura sopram no concelho»! Isto, a somar ao facto de sermos pessoas super «sugestionáveis»!
Senhor presidente, não nos faça rir!!!
Voltarei ao assunto.
Soledade Martinho Costa
(Escritora e jornalista residente em Alverca do Ribatejo)

Quando escrevo um poema
A mim ofereço todas as palavras
Só depois o liberto pelas folhas
Ou as páginas do livro.
Cada palavra no seu espaço
Cada palavra em sua hora.
Os meus versos
Não os ofereço
Como se oferece uma orquídia
Um bouquett de rosas
A renda que o mar tece sobre a onda.
Essas, são palavras demasiado belas
Para vestirem um poema.
Prefiro oferecer cada palavra
Como se oferece
Um copo com água a quem tem sede
Um raio de sol a quem tem frio
O levedar do pão a quem tem fome.
Respirar cada palavra
Decorar-lhe a forma
Sentir-lhe a força
A beleza, a energia
A música, a cadência
Mas também
Fazer de cada palavra
A verdade que se oculta
A denúncia que se encobre.
Palavras escritas
Pintadas, cinzeladas
Cantadas, musicadas
Fotografadas, ditas.
Fazer com elas uma arma
Ou uma pomba
Um lamento como eco num poço
A tranquilidade de um aceno
Uma lágrima que se retrai
Um sorriso que se esconde.
Com o corpo das palavras
Enaltecer a honestidade
Com que se veste o íntegro
Ou denunciar o despudor
Com que se despe o falso, o impostor.
Os apadrinhados
Dos meandros do crime
Sem algemas, sem grades
Cobertos e protegidos
Com a sua própria sombra.
E a pergunta espreita
No verso do poema
Continua a sua caminhada
Palavra após palavra
Em cada linha escrita, projectada.
Quem castiga aquele
Que a obra de Deus, a Natureza
Reduz a cinza
E o outro que vendeu a neve
Que matou o drogado
E mais o outro que violou a virgem sem pecado
Quem aponta o dedo ao ladrão
Que ostenta com orgulho o que é roubado
Quem desmascara o fingido que se vende
E se assume como honrado.
Ah! palavras despidas, desnudadas
Arrancá-las à mentira que as sufoca
E gritá-las uma a uma
Boca em boca
Descobertas, nuas
Em toda a sua extensão de liberdade.
Gritá-las uma a uma
Boca em boca
Com dignidade, coragem, destemor
Em corpo inteiro
Sem lembranças de vozes com amarras
A sufocar a razão e a verdade.
Gritá-las uma a uma
Boca em boca
Com a esperança de travar a máquina
Que nos reduz a pobres seres sem voz
Impotentes, inermes, manipulados.
Mas a escrever como nos dita a consciência
Palavras limpas de delitos e pecados.
Soledade Martinho Costa
Do livro «Um Piano ao Fim da Tarde»
Edições Sarrabal
Testemunho por mim recebido de um residente na Póvoa de Santa Iria.
Soledade Martinho Costa
MPACTOS SONOROS E AMBIENTAIS NA PÓVOA E FORTE DA CASA, CAUSADOS POR AVIÕES, PÕE EM RISCO A TRANQUILIDADE E A SAÚDE DOS MORADORES
Estando na ordem do dia o enorme aumento do número de aviões que sobrevoam a Póvoa de Santa Iria, Forte da Casa e Alverca do Ribatejo, venho deste modo dar conhecimento de que, como cidadão morador na Póvoa de Santa Iria há 18 anos, senti em desespero a necessidade de escrever estas linhas de modo a chamar a atenção para a gravidade da situação atual que se vive na cidade onde habito.
A partir de 16 de Maio de 2024 estão a descolar de Lisboa, diariamente, mais de 320 aviões. A NAV Portugal quer aumentar esse número. Além das alterações de vulto nas rotas de descolagem para Norte, a partir do aeroporto de Lisboa, embora a NAV recuse responsabilidades, quando afirma «serem mínimas as alterações realizadas.», demonstrando não ter a menor preocupação nem respeito pela tranquilidade e saúde dos habitantes da Povoa/ Forte e Alverca – e outros locais das redondezas.
Actualmente, há muito mais aviões a sobrevoar diariamente a Póvoa de Santa Iria, Forte da Casa e Alverca do Ribatejo. Muitos mais. Como consequência há mais barulho na rua, ao ar livre, mas também dentro de casa, produzido pelos motores dos aviões em ascensão quando é exigida a potência máxima. São impactos sonoros e ambientais gravíssimos.
É difícil manter uma conversa ao ar livre, em tom de voz normal, obrigando a um esforço adicional e sujeitando a nossa audição /voz a um esforço violento. A única solução para evitar esta situação, é reduzirmos o tempo em que estamos na rua, e refugiarmo-nos em casa.
Daí, ser também urgente salientar as muitas toneladas de combustível (Jet Fuel), queimadas por cima das nossas cabeças, o que gera a perigosa e nefasta poluição, provocada pelas altamente perigosas partículas ultrafinas, projectadas pelos aviões, sobre as quais foi esta semana publicado mais um estudo europeu, alertando para as consequências das mesmas na saúde das pessoas.
Deve referir-se que a direção dos ventos predominantes em Lisboa é em 80% dos dias do ano, de Norte, Noroeste, Oeste, e Nordeste, a obrigar que as descolagens dos aviões se faça quase sempre no sentido de Lisboa para Vila Franca de Xira.
Fica, pois o alerta da garantia de que este problema gravíssimo do impacto dos aviões, se não for resolvido, vai acontecer cerca de 300 dias por ano. A causa reside no facto de a NAV ter introduzido diversas mudanças e procedimentos, onde alterou, entre muitas outras coisas, o ponto onde os aviões depois de descolarem, são desviados para a suas rotas definitivas.
Antes das alterações introduzidas pela NAV Portugal, até 15 de Maio, a mudança de rota fazia-se mais ou menos antes de Santa Iria, onde os aviões eram desviados para junto do Tejo (evitando assim os grandes núcleos habitacionais da zona).
Nesse ponto, os aviões com destino ao Norte de Africa, Africa, Madeira, Açores, Canada, América do Norte, Américas Central e Sul, eram colocados nas suas rotas, virando á direita sobre o estuário do Tejo, ou à esquerda para a lezíria de Loures, sobrevoando na ascensão, zonas com poucas habitações e evitando a zona a Norte de Lisboa, mais densamente povoada (+- 100 mil habitantes). E foi assim durante muitos anos.
Destes aviões, atempadamente desviados, pouco ou nenhum ruído se sentia na Povoa de Santa Iria, Forte da Casa ou em Alverca do Ribatejo. Os restantes voos, na sua maioria para a Europa, a maior parte passava por cima do Mouchão e só um pequeno numero de aviões cruzava por cima da Povoa de Santa Iria.
Antes das alterações, num dia normal (por exemplo no dia 13 de Março de 2024), tivemos à volta de 300 partidas. Por cima da Póvoa passaram apenas 51 aviões. Ainda antes das alterações, passaram por cima do Mouchão cerca de 167 aviões, sendo os restantes desviados em Santa Iria para as suas rotas.
A partir de 16 de maio, como o ponto de distribuição das rotas foi colocado junto da Povoa de Santa Iria, começaram a sobrevoar a cidade da Povoa, Forte da Casa, a cidade de Alverca do Ribatejo e redondezas, todos (ou quase todos) os aviões que descolam de Lisboa.
Assim, é licito concluir que temos agora diariamente a passar por cima da Póvoa de Santa Iria, pelo menos mais 200 aviões, o que a juntar ao numero dos que já o faziam, dará qualquer coisa como, pelo menos, 250 aviões por dia! Por mês, teremos, então, 7.500 aviões a sobrevoar em voo baixo as referidas localidades. Isto leva a um somatório de 75.000 aviões por ano, já deduzindo os dias do ano em que o vento não o permita fazer.
Como triste curiosidade, durante o passado dia 25 de Junho, levantaram de Lisboa 330 aviões, e desde as 4.15h até às 9.00 h da manhã, já aqui tinham passado 70 aviões. Às 23.24H passou o ultimo. Foram 302 aviões que passaram na Povoa / Forte.
Isto é, multiplicou-se por 6 o numero de aviões que sobrevoam a Povoa de Santa Iria, Forte da Casa e Alverca do Ribatejo. Com fortes indícios de vir a piorar. Dada a gravidade da situação, é de toda a pertinência perguntar o que pretendem fazer a Edilidade deste concelho e os respectivos presidentes das Juntas de Freguesia, no sentido de resolverem este gravíssimo problema, que exige a defesa do bem estar e da saúde dos cidadãos.
Cidadãos que começam a ver-se impossibilitados de usufruir dos equipamentos que instalaram ao ar livre, nos espaços circundantes às suas residências, e mesmo de circular nas ruas, sem preocupação pelas perigosíssimas partículas expelidas pelos aviões, visto correrem o risco de vir a sofrer de doenças do sistema auditivo, neurológico e respiratório, entre outros males.
Com os meus cumprimentos
A. Felix

CARTA ABERTA
Terra arroteada ao calor das veias
Em ti se enrola
O corpo em sobressalto
Preso das ondas
Do vento
Da maresia
Do voo das gaivotas
Em manhãs de espuma.
Em ti se acoita
O medo
A lágrima
A agonia
No ventre abrupto e prenhe
Das escarpas e das dunas.
Em ti se fala
A língua
Dos vultos embuçados
Da névoa
Dos corais
Dos búzios
E dos limos.
Em ti se ausculta
A noite
A morte
E os segredos
Que estalam
Nos chicotes
Que zurzem os destinos.
Marco de bruma
Travo de sal
Que a vastidão da raia
Aponta
Descreve
Delimita
Ao canto das sereias
No embrião dos dias.
Terra sem nome
Suspensa dos rochedos
Aonde aportam
Insones os fantasmas
A clamar palavras impossíveis
Ante o perfil
Das altas penedias.
Soledade Martinho Costa
Do livro “Poemas do Sol e da Cal”
(Ed. Editorial Presença)
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