Sábado, 30 de Março de 2024

PÁSCOA/ 2024

128152378_3510417425712798_1508359441601595470_n (DESTA NOITE DE SÁBADO PARA DOMINGO, OS SINOS HÃO-DE REPICAR: «ALÉLUIA! ALÉLUIA! ALÉLUIA! POR CRISTO RESSUSCITADO!»

«O SARRABAL» deseja a todos os amigos e leitores uma Santa e Feliz Páscoa. Muita saúde, muita paz, muitas felicidades!

SMC

PÁSCOA/ 2024

publicado por sarrabal às 11:01
link | comentar | favorito
Quinta-feira, 28 de Março de 2024

TRIDUO PASCAL - OS ÚLTIMOS TRÊS DIAS DA SEMANA SANTA

278420931_5000230583398134_7328005028658564612_n.j

Espaço de tempo considerado dos mais importantes de todo o ano litúrgico e que abrange, exactamente, os três últimos dias da Semana Maior: Quinta-Feira Santa, Sexta-Feira Santa e Sábado Santo. As celebrações eclesiásticas iniciam-se na Quinta-Feira Santa – também chamada Dia do Perdão, da Indulgência ou das Endoenças – com a Missa da Ceia do Senhor (à tarde ou à noite), onde se recordam os derradeiros instantes da vida de Cristo.

A última ceia com os apóstolos, considerada um dos principais momentos, assinala a instituição da Eucaristia, ou seja, a primeira e única missa celebrada por Jesus Cristo na presença dos discípulos, com o pedido «de que a ministrassem e difundissem depois, em Sua memória, como lembrança da ceia conjunta».

«E Jesus tomou o pão e disse: “Isto é o meu corpo que será entregue por vós; fazei isto em memória de Mim.” E tomou também o cálice dizendo: “Este cálice é a Nova Aliança do Meu sangue; todas as vezes que beberdes dele, fazei-o em memória de Mim.”»
As comemorações litúrgicas prosseguem na Sexta-Feira Santa – dia do aniversário da morte de Cristo, em que não há missa – com a celebração da Paixão do Senhor (às três horas da tarde sempre que possível), que inclui três significativos momentos: a Liturgia da Palavra (ou Leitura da Paixão do Senhor) a Adoração da Cruz, o mais relevante dos três, que significa a redenção da humanidade operada por Cristo na Cruz, e a Comunhão.
O tríduo termina no Sábado Santo com a Vigília Pascal, efectuada à noite, e que finda sempre antes de romper a manhã. Neste dia também não se realiza missa, uma vez que ele se constitui como o «dia do silêncio», em que a Igreja permanece de luto, calada, junto ao túmulo do Senhor, após a longa noite de interrogatórios, sofrimento e morte de Cristo de Sexta-Feira Santa para Sábado Maior.
Tendo Jesus ressuscitado na noite de sábado para domingo, esta vigília é reconhecida como «a mãe de todas as santas vigílias, na qual a Igreja espera a Ressurreição de Cristo e a celebra nos sacramentos».

Considera-se, pois, incorrecto dar ao sábado o nome de sábado de Aleluia. Repare-se que durante a Quaresma a Igreja deixa de pronunciar a palavra «aleluia», para só voltar a proferi-la a meio da Missa da Vigília Pascal, no momento da Glória – versículo que se reza ou canta após os salmos, que significa Glória ao Pai –, altura em que se faz ouvir o repicar dos sinos em todas as igrejas e em que no seu interior as campainhas soam transportadas, por vezes, pela mão das crianças do coro, em voltas rituais ao redor do espaço litúrgico.
O «aleluia» continuará a ouvir-se ainda, falado ou cantado de forma especial, isto é, de um modo particularmente exultante e festivo, durante o período que medeia a Ressurreição e o Pentecostes
(que comemora a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos).

Registe-se, por isso, o costume que tem lugar na Igreja Matriz de Idanha-a-Nova – e noutros pontos do País, para além da Beira Baixa –, de os rapazes dentro do templo, quando o sino toca as «aleluias», agitarem ramos no ar, utilizarem chocalhos e apitos e baterem com os pés e as mãos fazendo o maior barulho possível, associando-se assim à alegria da Ressurreição de Cristo.
As mulheres, por seu turno, ao som do adufe cantam as «alvíssaras» – cantares tradicionais festivos ou regionais, por vezes com quadras improvisadas, neste caso alusivas à Ressurreição. Forma-se depois um cortejo, com centenas de participantes, que percorre as ruas da vila, sempre no meio da mais alegre e contagiante barulheira de apitos e chocalhos, acompanhados pela banda filarmónica.
O ritual termina com a «apanha das amêndoas», arremessadas pelo padre, oferecidas em sinal festivo à população que se reúne no adro da igreja.

Soledade Martinho Costa

Do livro “Festas e Tradições Portuguesas, Vol. III
Ed. Círculo de Leitores

Imagem: «A Pietá», Michelangelo

publicado por sarrabal às 17:02
link | comentar | favorito
Terça-feira, 26 de Março de 2024

SEMANA SANTA - «O GALO DAS TREVAS»

22055047_kqD6O.jpegOs ofícios celebrados antigamente ao princípio da noite de Quarta, Quinta e Sexta-Feira da Semana Santa eram designados por «ofícios das trevas» – em que a luz não entra nos templos. Esta denominação, conhecida desde o século XII, deriva, talvez, do costume introduzido nas Gálias (nome antigo de regiões protegidas pelos Romanos), de apagar, progressivamente, as velas nos lugares de culto, de forma a terminar o ofício na escuridão total.
A prática manteve-se até à reforma litúrgica, quando os ofícios passaram a celebrar-se na manhã destes dias, desaparecendo, então, oficialmente, o nome de «trevas». Apesar disso, a designação continua ainda hoje a ser popularmente empregue. Daí, nestes mesmos dias, fazer parte do antigo ritual litúrgico, colocar-se nas igrejas, perto do altar, o «candeeiro das trevas», quase sempre de madeira, em forma de triângulo, com treze velas, uma maior do que as restantes (seis de cada lado, de cera amarela, e uma no centro, de cera branca) – a remeter-nos para Jesus Cristo e os Apóstolos.

Consistia o ritual, caído entretanto em desuso, que entre as «matinas» (primeira parte do ofício divino rezado antes de romper a manhã, ou logo após a meia-noite) e as «laudes» (salmos de David, em louvor de Deus, que se seguem às «matinas»), se acendessem as treze velas do tocheiro, apagadas depois, ora de um lado, ora do outro do candeeiro, uma por cada um dos salmos que se cantava. No último salmo (Miserere), a vela maior, colocada no centro do candeeiro, era retirada e posta, escondida, ao lado da Epístola (lado direito do altar, à direita do celebrante). Ao terminar o ofício, a vela voltava a ser colocada no «candeeiro das trevas», representando este ritual «Cristo, cuja divindade esteve oculta durante a Paixão». E só depois a chama da vela era extinta. 
No Minho davam a esta vela – a mais alta do candeeiro de três bicos, representando a Santíssima Trindade – o nome de «galo das trevas», ou «vela Maria». É possível que a primeira designação se refira às palavras que Jesus disse a Pedro no final da Sagrada Ceia: «Antes que o galo cante negar-Me-às três vezes» (sendo certo que só depois de o galo ter cantado «se fez luz em Pedro»).

A segunda poderá significar a Mãe de Cristo, como imagem da derradeira esperança, da última luz que se apaga, perante o filho agonizante. Na Beira Alta designavam o tocheiro por «candeeiro das trévoas».

Igrejas há que guardam e utilizam ainda o «candeeiro das trevas», como relíquia a preservar, enquanto noutras o seu destino terá sido o lume ou outro fim qualquer, uma vez que não se sabe já do seu paradeiro. Caso exemplar é o da Sé de Braga, onde este cerimonial litúrgico nunca deixou de realizar-se.

Como curiosidade, refira-se que em Roma, não havia celebração da Semana Santa. Celebrava-se, apenas, no sexto domingo da quaresma a Paixão e Morte de Cristo, e no domingo seguinte, a Páscoa do Senhor.

Posteriormente, a Semana Santa significa a grande semana de fé cristã, o tempo litúrgico mais importante, mais rico em conteúdo e de maior intensidade religiosa de todo o ano cristão,


Soledade Martinho Costa


Do livro «Festas e Tradições Portuguesas», Vol. III

Ed. Círculo de Leitores


Foto: Ahmad Jarrah


(Das raras imagens que consegui encontrar, escolhi esta por ser bastante bonita e significativa, embora não contenha o número de velas que refiro no texto.)

 

publicado por sarrabal às 11:48
link | comentar | favorito
Domingo, 17 de Março de 2024

ANIVERSÁRIO DA MORTE DE NATÁLIA CORREIA (16 DE MARÇO DE 1993)

author_photo_210.png

NATÁLIA CORREIA

 

A Mátria foste um dia

E o grito ergueste

Que forte era a razão

E grado o jeito.

 

Deixaste a tua voz

Soar mais longe

Ficaram as palavras

E o motivo

Do fogo que te coube por direito.

 

Lançados sobre a terra de cultivo

Poemas semeaste

Num assomo de incerteza e de receio

Como filhos arrancados ao teu peito.

 

Soledade Martinho Costa

 

Do livro O Nome dos Poemas

Publicações Vela Branca

publicado por sarrabal às 01:11
link | comentar | favorito
Sábado, 16 de Março de 2024

VARINAS

42727726_1892309284190295_8869843168368001024_n.jp

Ainda dorme o Sol
E elas já se apressam
Mal sonhadas
Na madrugada do dia
Que amanhece.

Braços ao alto
Cansados de cuidados
Seguram as canastras
Num gesto repetido
Repartido
Entre o pousar dos dedos
Sobre as ancas.

Rostos lavados
As palavras francas
Seios arfantes
Avançam na manhã.

Tudo nelas me espanta
Me seduz
Mas os seus braços
Na cadência apressada do seu passo
Tão cheios de um vigor pleno de graça
Só os comparo no jeito
A duas asas
No corpo de uma pomba que esvoaça.

Soledade Martinho Costa

Do livro “A Palavra Nua”
Ed. Vela Branca

Tela: «As Varinas», Eduardo Malta 

publicado por sarrabal às 01:12
link | comentar | favorito
Sábado, 9 de Março de 2024

VERSOS DIVERSOS - O CONSELHO DO MOCHO (Para os mais pequenos)

 

145743057_3679899178764621_4631424381338355424_n.j 145906771_3679899902097882_2205068175975421377_n.j

Com ar sabedor

falava ao Leão

rei dos animais

o Mocho Doutor:

 

Oiça o que lhe digo

Senhor Rei Leão:

quer queira

quer não

há-de vir um dia

em que os animais

façam à porfia

uma revolução!

 

Não sacuda a juba

não diga que não

pois a quem agrada

ter um Rei assim

sentado no trono?!

 

Brutal

comilão

que só pensa em si

em fazer festança

encher bem a pança

e dormir um sono?!

 

Depois

não se queixe Vossa Majestade

eu estou a avisá-lo com boa vontade

Um dia verá:

 

Verá que hão-de vir

os fortes Bisontes

as pacatas Zebras

os Ursos ferozes

as Águias Reais

Falcões e Serpentes

Lobos e Chacais.

 

As altas Girafas

serenas Gazelas

Veados

Raposas

Castores e Macacos

e outros bichos mais.

 

Verá que hão-de vir

e então…

Então

bem os há-de ouvir

gritar com razão:

 

Abaixo o reinado

D´el Rei Dom Leão!

Abaixo o reinado

D´el Rei Dom Leão!

Depois

bem…

Depois pouco mais.

 

Com prazer (aposto)

há-de ser deposto

pelos animais!

 

E noite avançada

até o Grilinho

com chapéu de coco

cantará

já rouco

a cair de sono:

 

Vencemos! Vencemos!

El Rei Dom Leão já não está no trono!

Vencemos! Vencemos!

Já só é Leão

sem ceptro

e sem trono!

 

Deitarão foguetes

farão uma festança

e enfim

será livre

a nossa Floresta!

 

Soledade Martinho Costa

 

Do livro Um-Dó-Li-Tá

Ed. Figueirinhas

 

publicado por sarrabal às 21:47
link | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Março 2026

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


.posts recentes

. SEGREDOS

. HOJE

. LEZÍRIA

. RÁCICO

. 3 DE FEVEREIRO - SÃO BRÁS...

. 2 DE FEVEREIRO - FESTA DA...

. 20 DE JANEIRO - SÃO SEBAS...

. 6 DE JANEIRO - DIA DE REI...

. ALENTEJO AUSENTE

. CALENDÁRIO DE JANEIRO

. NOVO ANO 2026

. FESTA DO MENINO - 1 DE JA...

. TRADIÇÕES - AS «JANEIRAS»...

. PORTUGAL DESCONHECIDO - A...

. NATAL 2025

. TRADIÇÕES DO NATAL - AS F...

. A QUARTA SEMANA DO ADVENT...

. PORTUGAL DESCONHECIDO - T...

. CALENDÁRIO – DEZEMBRO

. TALVEZ

.arquivos

. Março 2026

. Fevereiro 2026

. Janeiro 2026

. Dezembro 2025

. Novembro 2025

. Outubro 2025

. Setembro 2025

. Agosto 2025

. Julho 2025

. Junho 2025

. Maio 2025

. Abril 2025

. Março 2025

. Fevereiro 2025

. Janeiro 2025

. Dezembro 2024

. Novembro 2024

. Outubro 2024

. Setembro 2024

. Agosto 2024

. Julho 2024

. Junho 2024

. Maio 2024

. Abril 2024

. Março 2024

. Fevereiro 2024

. Janeiro 2024

. Dezembro 2023

. Novembro 2023

. Outubro 2023

. Setembro 2023

. Agosto 2023

. Julho 2023

. Junho 2023

. Maio 2023

. Abril 2023

. Março 2023

. Fevereiro 2023

. Janeiro 2023

. Dezembro 2022

. Novembro 2022

. Outubro 2022

. Setembro 2022

. Agosto 2022

. Julho 2022

. Junho 2022

. Maio 2022

. Abril 2022

. Fevereiro 2022

. Janeiro 2022

. Dezembro 2021

. Novembro 2021

. Setembro 2021

. Agosto 2021

. Julho 2021

. Junho 2021

. Maio 2021

. Abril 2021

. Março 2021

. Setembro 2020

. Agosto 2020

. Julho 2020

. Junho 2020

. Maio 2020

. Março 2020

. Novembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Dezembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

.links

blogs SAPO
Em destaque no SAPO Blogs
pub