
Muitas das remotas celebrações que continuam a ter lugar entre nós, ligadas ao primeiro dia de Maio, a apresentar um cunho marcadamente rural, terão como origem antigos ritos e cultos agrários, praticados pelos nossos antepassados, com o objectivo de assinalar o final do Inverno e a chegada da Primavera.
Além das consagrações florais representadas por pequenos ramos de giesta, colocados na noite de 30 de Abril para 1 de Maio, nas janelas e portas das casas – principalmente nas fechaduras –, nos currais, portões, cancelas, carros de lavoura e até nos animais, vamos encontrar, neste dia, outras práticas mágico-profilácticas e supersticiosas que o povo continua a manter (bebidas e manjares cerimoniais), tendo por objectivo a sublimação e erradicação do «Maio», igualmente chamado o «carrapato» ou o «burro», identificado com o mal e a doença – mascarando, assim, discretamente, a personificação do nome temido: o demónio.
A identificação do Maio com o burro, poderá, eventualmente e por sobreposição de conceitos, representar o tributo, designado «cavalo de Maio», pago na Idade Média, no dia 1 de Maio, por todos aqueles «que não possuíam um cavalo em boas condições para a guerra». Por outro lado, «burro», é também o nome que se dá em certas localidades de Trás-os-Montes a uma espécie de aranha, popularmente designada por «arranhola», bichinho que ataca as palheiras. Por isso se dizia em Bragança que se deviam colocar as «maias» – neste caso simbolizadas não por flores, mas por castanhas – nos currais e nos celeiros.
Resquícios de ritos pagãos perfilhados pela Igreja, umas vezes a lembrar antiquíssimos cultos agrários, outras de significado menos preciso, o certo é que continuamos a observar nesta data a praxe de se colocarem cruzes floridas, feitas de cana ou madeira, nos campos de linho, de centeio e de trigo, dizendo-se em Nisa «que se vai pôr a cruz no pão». Antigamente, até as próprias crianças, os «maios» e as «maias» eram, neste dia – a norte, rapazes, a sul raparigas –, vestidas com flores e adornadas com objectos de oiro. Costume que, segundo parece, se mantém em certas localidades do Sul, onde se diz «ir enfeitar a «maia». Praxe idêntica registava-se, pelo menos, em França e em Inglaterra. Com efeito, vários povos e países celebram o primeiro de Maio – que se apresenta com carácter universal –, ritualizando praxes semelhantes às nossas, a lembrar remotíssimos cultos agrários ou festas solares, onde se revelam origens de uma comunidade predominantemente pastoril.
As «maias» chegaram mesmo a ser «proibidas temporariamente em Lisboa, por carta régia, em 1402, e substituídas por «procissões muito devotas», visando, este impedimento, proteger a religião cristã». As celebrações do primeiro de Maio «vistas como rituais pagãos» foram avaliadas por D. João I, numa carta de 1385, «como um costume diabólico e um crime de idolatria».
Este e outros rituais cíclicos do calendário aparecem, por vezes, associados às Florais, festas em louvor de Flora, deusa das flores e dos jardins e mãe da Primavera, realizadas em Roma nos dias 1, 2 e 3 de Maio.
Outra das tradições desta data consistia na «coroa das maias» (feita com flores naturais ou flores de papel, enfeitada com laços e fitas de cores), que os rapazes depunham à porta das raparigas tendo, como significado, uma declaração amorosa. Com a mesma intenção, no Alto Alentejo, havia o uso de «deitar a maia», ou seja, de os rapazes atirarem um ramalhete de flores pelas aberturas das casas das namoradas, como testemunho amoroso. O costume, praticamente caído em desuso, ainda hoje é cumprido pelos rapazes em Vila Nova de Anços (Soure, Beira Litoral), onde, no dia 1 de Maio, as raparigas, pela manhã, deparam com ramos de flores, as «maias», junto às portas das suas habitações.
Os «maios», na configuração de bonecos vestidos ao gosto de cada um, continuam a encontrar-se um pouco por todo o País, embora mais acentuadamente no Sul. Com destaque para Quatrim (Olhão, Algarve), sendo os «maios» confeccionados, regra geral, pelas pessoas mais idosas da terra. Os bonecos representam pastores, cantoneiros, lavadeiras, entre outras profissões, retratando tradições e ofícios antigos e mesmo figurações actuais. O mesmo costume ocorre por quase todas as freguesias de algumas das ilhas dos Açores: São Miguel, São Jorge, Graciosa, Terceira e Santa Maria. Nas ruas, à porta das casas, sobre os muros, no cimo das árvores, nos jardins, colocados nos carros e noutros locais – por vezes em encenações cuidadas e imaginativas –, podemos apreciar os populares e divertidos «maios», sentados, deitados ou de pé, a marcar a tradição do dia 1 de Maio em solo Açoriano.
Nas festas anuais de Monsanto (Idanha-a-Nova), realizadas no primeiro domingo a seguir ao dia 3 de Maio, as «maias» chamadas ali também «marafonas», representam um símbolo local e elemento fundamental da festa. Confeccionadas em pano por mãos femininas, expressamente para esta romaria (Festa de Santa Cruz ou do Castelo), não possuem rosto desenhado, mas antes uma almofadinha branca que lhes serve de cara. Vestem de cores coloridas, com um pequenino lenço na cabeça e laço de seda atado à cintura. As raparigas, ao voltarem da romaria, têm por antiquíssimo costume colocar as «marafonas» sobre as camas, para «proteger as casas dos raios quando faz trovoada».
É Monsanto, igual a Mundo Santo ou a Monte Santo, a lembrar, quem sabe, o monte Olimpo, a morada dos deuses, onde reinou, talvez, a deusa ou ninfa Maia, protectora das trovoadas, que as «marafonas» propiciatórias, à sua semelhança, arrastam para longe, a «livrar do raio», após terem dormido o sono da tradição na cama das raparigas.
Soledade Martinho Costa
Do livro «Festas e Tradições Portuguesas», Vol.IV
Ed. Círculo de Leitores
Foto: os «Maios» em Vila Nova (Terceira, Açores)

Rejeito em mim
O peso das palavras descontentes
Aquele que nos tira o sono e o engenho
De ultrapassar esta cortina
Urdida em nevoeiro
Que se abateu aos poucos
E hoje cobre por inteiro
O meu país
Meu campo por lavrar
Desprovido de espigas e sementes.
O homem
Não soube semeá-las
Não houve Primavera
Só Inverno
A governar sozinho o calendário.
Mas é no tempo
Nesta raiz de espera
E de tormento
Que celebramos
O sol da Liberdade.
Dela não retiramos o pão
Não distribuímos a riqueza
Mas respiramos
A vontade e a certeza
De repetir a esperança
De repetir os cravos
Os versos da canção.
Sonhar é atributo necessário
Sonho nem sempre é ilusão.
Os dias hão-de vingar
Celebrá-los-emos, então
Comparável à árvore
Onde se oferece o fruto
Ao alcance tão só da nossa mão.
Hão-de vingar
Vestidos de futuro
Justo, fraterno, solidário
Hão-de chegar
Num outro aniversário.
Soledade Martinho Costa
Do livro «Um Piano ao Fim da Tarde»
Edições Sarrabal

O livro é a chave
Da caixa das surpresas
A magia feita do som
Ou do silêncio das palavras
O espelho onde se lê o Futuro
A estrada onde o Passado
Deixou a marca dos seus passos.
O livro é um amigo
Um companheiro, o melhor professor
As mil e uma histórias do saber
O herói aventureiro que se oferece
Para contigo viajar sonhar e aprender.
O livro é um poeta e um poema
É um operário na construção de um verso
É um músico no ritmo da rima.
O livro é o tempo que foi
O tempo que passa, o tempo que vem
É um segredo, um retrato
É brincadeira e riso
E talvez uma lágrima também.
O livro é um pintor
Que te mostra a paisagem
A cor do mar, do céu, das aves
É a saudade, a coragem, a emoção
A verdade ou a imaginação.
O livro é a distância
Que separa a escuridão da luz
É a sede que se transforma em fonte
A seiva que percorre a alma
O Sol que amadurece os frutos.
É a terra de semeio
Onde floresce o Amor, o Conhecimento
A Fé, a Esperança, o Entendimento.
O livro
É a mais bela flor nas mãos de uma criança.
Soledade Martinho Costa
Do livro «Um Piano ao Fim da Tarde»
Edições Sarrabal

Porquinho da Índia
De casaco branco
Tão branco
Branquinho
A vesti-lo todo
Da cabeça ao peito
Do rabo ao focinho.
Quando o tempo aquece
E começa o Verão
Porquinho da Índia
Não usa calção:
Veste… casacão!
E a olhar para nós
Parece dizer
No chiar travesso
Da sua vozinha:
— Não dispo o casaco
Quando tomo banho
Nem quando me deito
Mal chega a noitinha
Com todo o preceito
Dentro da caminha!
Soledade Martinho Costa
Do livro «Um-Dó-Li-Tá»
Ed. Figueirinhas
Ilustração: Zé Manel (do livro)

Hei-de voltar um dia ao Alentejo
Que de saudades eu não posso mais
Para sentir no rosto o beijo quente
Do vento quando volta dos trigais.
Hei-de voltar um dia ao Alentejo
Ao canto das cigarras pelo Verão
Ao vulto dos pastores que se demoram
À procura da sombra pelo chão.
Hei-de voltar um dia eu sei que volto
Para rever os meus e a minha casa
A minha terra amiga como brasa
Aonde a espiga se transforma em pão.
Alentejo da urze e das estevas
Dos safões, do poejo, dos chaparros
Das ceifas, dos rebanhos dos montados
Do silêncio e do sol na cal pousados.
Meu Alentejo de giestas e de sede
De cânticos dolentes, ancestrais
Meu Alentejo meu país sem medo
Que de saudades eu não posso mais.
Soledade Martinho Costa
Do livro «O Tempo (en)Cantado»
(Iincluído no CD «Contra a Corrente», com música de José Cid e interpretação de Jorge Goes)

(EXTRATO)
«A minha avó Maria Estrela não chegou a saber que foi a «fridinha no peito, do tamanho de uma moedinha, como costumava dizer, que a matou.» A esperança nasce ou morre todos os dias. Mas se morre, ressuscita. Volta a dar-nos a força de enfrentar os momentos difíceis a que não podemos fugir.
Lembro-me de todos aqueles que essa doença me roubou, (não gosto de dizer o seu nome) a mostrar-nos a realidade de um drama cada vez mais actual, que nos acompanha dia a dia e que parece não ter fim. É terrível acompanhar esse sofrimento de perto. Não há palavras para descrevê-lo. A impotência, a dor, a pena que sentimos. Chegada aqui, resolvo fazer uma pequena interrupção para me debruçar sobre a palavra «pena». Por uma razão ou por outra, ouço muitas vezes algumas pessoas dizerem «não quero que tenham pena de mim». Mas será que não entendem, aqueles que a contestam, que esta palavra é feita de ternura, de afecto, de solidariedade? Que outra palavra poderemos utilizar que não vá causar melindre àquele a quem é dirigida, directa ou indirectamente? Ficamos calados? Olhamos, temos conhecimento e ficamos mudos, não nos pronunciamos? A língua portuguesa é rica. Sim, é. Mas não o suficiente para dar a entender o significado autêntico da nossa «pena» dita de outra maneira. E fico a pensar numa outra palavra, bastante usual entre nós, nessa nossa espontaneidade tão condoída, tão portuguesa: «coitadinho» ou «coitadinha», dita perante um drama, uma doença que tocou alguém e que nos afligiu. Semelhante, na intenção, à palavra «pena». Mas também ela rejeitada, quase sempre do mesmo modo. «Porquê, pergunto?». Igualmente vestida de afecto, de carinho, da vontade impossível de auxiliarmos quem foi atingido por qualquer mal, qualquer tragédia, mas que não consegue ser entendida como tal, ser ouvida de acordo com a sua intencionalidade. Será que estas palavras podem ofender ou diminuir a dignidade de alguém? E surge-me, a contrariá-las, a fazer ricochete, a palavra «infelicidade» mascarada de «auto-suficiência». Onde ficam então o afecto, o carinho, o desejo de demonstrarmos a solidariedade pelo nosso semelhante? Talvez utilizando uma palavra mais sucinta: «Lamento». Podia ser. Às vezes até podia ser. Mas o nosso povo, emotivo na raiz dos seus sentimentos, não iria entender. Não iria aceitar. Não iria gostar. Não está habituado. Ambas as palavras lhe saem do coração e só têm um significado: amor ao próximo.»
Soledade Martinho Costa
Do livro «Uma Estátua no Meu Coração»
Edições Vela Branca

Não sei se eram os corpos das mulheres
Engolidos pelas grades dos portões
Se das fábricas a estridência dos apitos
Ou as sirenes dos barcos junto ao cais.
Ou talvez fossem os gatos nos telhados
Cegos de fome, de brigas e de cio
Ou os passos incertos, arrastados
Dos bêbedos a roçar pelos portais.
Não sei se era o sossego dos domingos
A repousar nas ruas sonolentas
Se a volúpia que vinha ao fim da tarde
No cesto dos tremoços e pevides.
Ou talvez fossem os pombos dos quintais
Aconchegados ao Sol de Novembro
Arrulhando, amorosos, desenhados
Nos olhos que assomavam dos postigos.
Não sei se eram as vozes se os aromas
A ferrugem, a cortiça e a tabaco
Vindos do tempo como testamento
Agarrados à ganga dos operários.
Ou talvez fosse a mulher a vender fruta
Parada no largo da farmácia
Ou as carroças de machos corpulentos
A escorregarem nas pedras da calçada.
Não sei se era o louco a pedir lume
Por entre as frinchas das tábuas da barraca
Se o chamamento, em gritos, das janelas
Pelos petizes, nas vozes das vizinhas.
Ou talvez fosse o perfume da maresia
A despertar no quintal a velha acácia
Ou o silvo do comboio sobre a ponte
A deixar pelo céu corcéis de fumo.
Não sei se era a noite a pôr de luto
As cores das casas, dos muros e dos vultos
Se era o cansaço, a fome, a impotência
O silêncio das palavras gastas
A insónia do medo em nome oculto.
Sei apenas
Que o triciclo corria
Sobre a face puída do passeio
E as tardes eram brancas e azuis.
Soledade Martinho Costa
Do livro «Um Piano ao Fim da Tarde»
Edições Sarrabal

Minúsculos pontos
Nas ruas da cidade
Lançam o seu grito
Brilhando como estrelas
Num céu delimitado
De cimento e de granito.
Rostos marcados
Vincados pela fadiga
Que lhes deforma
O corpo de meninos
Transportam na sacola
O Mundo em sobressalto
Impresso nas letras dos jornais.
São os pequenos ardinas
Olhos adultos, urbanos e frontais
Respirando nos passos apressados
A seiva da cidade
Entre o suor das gentes e o ruído
Do desencanto dos dias adiados.
Calcorreando as ruas de Lisboa
Em busca dos fregueses, dos leitores
Correm atrás do pão de cada dia
Correm atrás de si sem o saber.
Quem dera vê-los correr feitos crianças
Atrás de borboletas com asas de mil cores.
Soledade Martinho Costa
Do livro «A Palavra Nua»
«[...]Os ardinas apareceram com os primeiros jornais. Mas é do final do século XIX que nos chega a imagem mais perene da venda ambulante dos diários: o rapazinho magro e descalço, munido de sacola e de barrete, atravessando a cidade atrás do seu pregão. Muitos destes rapazes tinham menos de 10 anos; eram geralmente explorados por um "empresário" de bairro que os vestia mal e alimentava pior. No seu grito "Século, Notícias!" havia alguma amargura. Mas o ardina de Lisboa agradava ao visitante, como motivo privilegiado dos costumes locais.»
FOTO: ARQUIVO MTD (Bairro Alto)

Ocorre sete dias depois da Páscoa, isto é, corresponde ao domingo seguinte ao domingo de Páscoa, também denominado Dia da Misericórdia de Deus, Oitava da Páscoa ou Quasímodo.
Estas duas últimas designações, embora ainda se usem, eram mais utilizadas antigamente, celebrando-se a Oitava noutras liturgias importantes da Igreja, prática caída em desuso, quando da reforma do calendário religioso, após o Concílio do Vaticano II.
A Pascoela simboliza o prolongamento do próprio domingo de Páscoa, numa atitude festiva da Igreja e dos fiéis, podendo dizer-se que representa uma espécie de diminutivo da palavra Páscoa.
Recorde-se que o baptismo dos primeiros Cristãos adultos ocorria durante a Vigília Pascal, ritual que continua a manter-se, sendo a quadra da Páscoa a preferida, desde os primórdios da religião cristã, para se efectuarem os baptismos dos catecúmenos.
Daí, chamar-se também – conquanto não já oficialmente – ao domingo de Páscoa o domingo In Albis (domingo branco), devido ao facto de os catecúmenos utilizarem (como hoje) vestimentas brancas no acto do baptismo, celebrado depois festivamente por toda a semana que decorria desde o Domingo de Pàscoa ao Domingo de Pascoela.
Nos dias actuais, à semelhança de outrora, os baptismos continuam a realizar-se por toda a semana que medeia estes dois domingos, embora, por tempos idos, apenas nesta época do ano a Igreja procedesse à imposição do baptismo. Hoje, já assim não é, mas continua a verificar-se a preferência da quadra pascal para se efectuar o baptismo, sobretudo das crianças.
Na tradição popular, é durante a celebração da missa do Senhor no Domingo de Pascoela – quando esta se realiza às três horas da tarde em ponto – que, «ao pedir-se uma graça, ela será atendida».
Soledade Martinho Costa
Do livro «Festas e Tradições Portuguesas», Vol. III
Ed. Círculo de Leitores
Tela: «Baptismo de Santo Agostinho», Bento Coelho da Silveira, Igreja de São João Baptista, Alhandra (V.F.Xira)

O nevoeiro paira
Como um véu de tule
Por vezes parece que se afasta
Diz adeus
Mas logo volta
Numa teima louca
Como se fosse casa sua
O ar que é meu.
Não sei que afinco é este
Que me envolve
Finge que vai, regressa
E ainda que lhe peça
Não me obedece
Continua a roubar-me
A limpidez do céu
E a luz do Sol.
Mas eu sei
Há-de chegar a hora
Em que este véu de cinza
Irá embora
Desfeito em mil estilhaços
Baços como às vezes um espelho
Ou um adeus sem palavras
Quando se troca um beijo.
Liberta da neblina que me cerca
Como se fora som de um outro canto
Uma nova madrugada romperá
A vestir de luz todo o receio
Na claridade total que desejo.
Olharei então livre de névoas
Até aonde o meu olhar alcance
O longe das estrelas uma a uma
E louvarei da Lua a silhueta
Sem mácula que oculte a nitidez
Das suas quatro fases no seu manto.
Soledade Martinho Costa
Do livro «Um Piano ao Fim da Tarde»
Edições Sarrabal
Tela: Duy Huynh
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