
Terra arroteada ao calor das veias
Em ti se enrola
O corpo em sobressalto
Preso das ondas
Do vento
Da maresia
Do voo das gaivotas
Em manhãs de espuma.
Em ti se acoita
O medo
A lágrima
A agonia
No ventre abrupto e prenhe
Das escarpas e das dunas.
Em ti se fala
A língua
Dos vultos embuçados
Da névoa
Dos corais
Dos búzios
E dos limos.
Em ti se ausculta
A noite
A morte
E os segredos
Que estalam
Nos chicotes
Que zurzem os destinos.
Marco de bruma
Travo de sal
Que a vastidão da raia
Aponta
Descreve
Delimita
Ao canto das sereias
No embrião dos dias.
Terra sem nome
Suspensa dos rochedos
Aonde aportam
Insones os fantasmas
A clamar palavras impossíveis
Ante o perfil
Das altas penedias.
Soledade Martinho Costa
Do livro “Poemas do Sol e da Cal”
(Ed. Editorial Presença)
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