Quinta-feira, 9 de Agosto de 2007

UM OLHAR SOBRE A PAISAGEM : O CUCO

 
 
Tão maroto. Tão maroto, o cuco. E não se importa de ser criticado pela restante passarada! A ele basta-lhe a alegria de se saber lembrado. Por isso, quando uma voz lhe grita: «Cuco-Cuco! Cuco-Cuco!», o cuco responde logo ao chamado: «Cuco-Cuco! Cuco-Cuco!», todo apressado, como se estivesse a agradecer a quem o chama.
 
Mas queixam-se tanto dele os piscos, as petinhas dos lagos, os rouxinóis, os melros, as carriças…E têm razão para isso. Então, não sabem que o malandrote do cuco nunca faz o ninho? Pois não! Descobriu maneira de não ter trabalho, o maroto, e vá de pôr os ovos nos ninhos alheios. Tal e qual! Nos ninhos alheios, aproveitando a ausência dos legítimos donos. E sem sombra de vergonha, o atrevido. Tanto assim, que sempre que põe ovos faz o mesmo.
 
E esperto? Imaginem, que ao colocar o seu ovo no ninho dos outros, atira fora um dos ovos dos verdadeiros donos. Até lhe chamam “ave parasita”! Uma vergonha. Mas ele não se importa, como disse. Canta pelos campos com alegria desde a alvorada até ao pôr-do-sol.
 
Mas tem mais. Os filhotes do cuco desenvolvem-se tão depressa, que, em pouco tempo, ocupam todo o espaço do pequeno ninho. Ainda por cima, o cuco tem a mania de escolher o ninho das aves mais pequeninas. Como o da carriça, por exemplo… Ora, que faz o cuquito pequeno? Mauzinho, toca de empurrar os irmãos adoptivos do ninho abaixo, até ficar com o ninho só para ele. Se nasce primeiro, faz a mesma coisa. Trata logo de atirar fora todos os ovos. Que maldade tão grande!
 
E comilão? Não há outro. Come tanto, que rouba toda a comida aos verdadeiros filhos das aves que o alimentam. As pobres andam tão esfalfadas, coitaditas, que não dão conta do recado. E o cuquito pequeno sempre a pedir mais. Cada vez mais, o glutão! Mas faz a maroteira tão bem feita, o cuco, que os passaritos não se apercebem de que foram enganados. Nem quando chocam os ovos do cuco – bem maiores do que os seus –, nem quando alimentam os filhotes grandalhões e esfomeados do finório.
 
«Um maroto, a precisar de uma boa ensinadela!», pensa a águia-real ao ouvir o cucular do cuco. Mas com ela o cuco não se mete…
«Cuco-Cuco! Cuco-Cuco!». É a presença do Verão na voz do cuco. Enquanto o Outono não chega e ele não parte para as terras de África, em busca de calor.
 
Soledade Martinho Costa
 
                                                         Carriça
   
  Do livro “Histórias que o Verão me Contou”
(Ed. Publicações Europa-América)
 
publicado por sarrabal às 20:00
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CANTO DO VENTO

 
 
No sibilar do vento
Um nome paira
E se enamora
Da vastidão morena
Alentejana.
 
Flor…Flor…
Murmura o vento
E implora
Que escutem o seu canto
E o decorem.
 
E as giestas
Amantes e saudosas
Senhoras do silêncio
Das charnecas
Ao ouvi-lo cantar implorando
À planície fecundada pelo Sol
Agitam exaltadas as corolas
E repetem
Transformadas em perfume
As sílabas amadas desse nome.
 
Bela…Bela…
Insiste o vento
E no seu canto persiste
E se demora.
 
E todo o Alentejo
Quente e branco
Acorre a consolá-lo
Nessa hora:
 
Descansa, vento
Descansa e cala
A saudade apaixonada do teu canto
Que Florbela é nossa
E aqui mora.
 
Soledade Martinho Costa
 
Do livro “15 Poemas do Sol e da Cal”
(Editorial Presença)
publicado por sarrabal às 17:41
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UM OLHAR SOBRE A PAISAGEM : O HIBISCO

 
 
A manhã acordou há pouco. Os pássaros, ainda adormecidos nos ramos das árvores, só agora começam a dar conta de que o dia chegou. Ouvem-se os primeiros pios, os primeiros trilos. São os papa-figos, as cotovias, os milharocos, os pintarroxos, os tordos e os pintassilgos, de árvore para árvore, numa saudação de bons vizinhos.
 
Por entre a folhagem, espreitam o azul do céu. Tão azul a manhã! A sacudir o sono, esticam as pernitas, espreguiçam as asas. E aí começam eles, num chilreio pegado, a contar dos projectos para mais um dia a viver: dos namoros, dos ninhos, dos filhos, da fartura de grãos por esses campos fora…Lembram-se, então, que são horas de abalada em busca do alimento. E não têm de ralar-se. Nesta altura do ano é encher o papinho até mais não!
 
Um hibisco destaca-se lá ao fundo, na empena de uma casa caiada de branco. Está carregado de flores, e empertiga-se, vestido de cor-de-rosa-vivo nas pétalas dobradas. Alto, tão alto, que as últimas flores quase tocam o recorte vermelho do telhado. Uma romãzeira contempla-o do outro lado da casa:
- São lindas as flores do hibisco! – murmura ela, senhora de um reino perdido na lonjura da Ásia.
 
Pé ante pé, a manhã desliza, como se não quisesse fazer-se notada. A romãzeira, essa, apercebe-se de que nem um arzinho sopra a tocar ao de leve a coroa ainda pequena das suas romãs.
 
O hibisco espera. Sim, espera que a mão de quem mora na casa deite junto da sua raiz a água de que necessita para alimentar-se. E de manhã é a hora mais indicada, enquanto a terra não está ainda quente do calor do Sol. Embora, à tardinha, depois de o Sol abalar, uma rega saiba sempre bem a qualquer planta, para que se revigore e tenha uma noite fresca e descansada.
 
A entreter a demora, o hibisco põe-se a contar quantas flores enfeitam os seus ramos. São tantas, tantas, que lhe perde a conta. Desiste e começa a contar os botões ainda por abrir. Ele sabe que ao cair da tarde deixará de estar assim, tão florido. O rosa-vivo das suas flores abertas durante a madrugada ficará, então, mais desmaiado. Depois, quando a noite vier, cada uma delas enrugará aos poucos a seda das pétalas, para murchar, roxa de saudades.
 
O fim da tarde desliza, cor de anil. Tão sereno e tépido desliza, que a noite se adivinha na sua capa de veludo negro salpicada de estrelas. Como se a senhora Lua, cabeça redonda a espreitar lá do céu, vestisse de gala para ir à festa.
 

 

- Duram tão pouco as flores do hibisco… – lamenta a romãzeira, enquanto o Sol se põe no horizonte.
- Não tenhas pena. De madrugada outras hão-de florir! – Respondem-lhe as romãs, a crescer, dentro das faces rosadas.
 
Soledade Martinho Costa
 
  
Do livro “Histórias que o Verão me Contou”
(Ed. Publicações Europa-América)
publicado por sarrabal às 15:31
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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007

TERESA SALGUEIRO

 
 
Enigma
Que faz do negro claridade
Nada mais há
Além de ti e do teu canto.
 
Feito de sons
Tecidos no teu peito
Em que as palavras
São fonte dos poemas
Que sobram dos teus gestos
Do teu jeito.
 
Mais leve
Do que a espuma das marés
Fazes da tua voz
O mar e o barco
Onde nos levas ao lugar perfeito.
 
 
Soledade Martinho Costa
 
Do livro "O Nome dos Poemas"
 
publicado por sarrabal às 21:00
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UM OLHAR SOBRE A PAISAGEM : O MOINHO

 

O moinho não sabe há quantos anos passou a estar sozinho, longe do moleiro. Há tantos, que do pano branco das velas nem recorda a cor. O tojo invadiu os seus domínios. Do caminho que conduzia à aldeia, nem um sinal. Nem um vestígio dos passos andados.
 
Tão isolado vive, que não tem sequer com quem falar. Então, espraia o olhar de pedra pelo monte abaixo e detém-no nas moitas de silvados. Nas estevas em flor. Nas searas a perder de vista. Quando o vento sopra, é o vento, seu amigo de sempre, que lhe faz companhia. É com o vento que desabafa a tristeza do silêncio das suas mós paradas.
 
«O meu amigo vento como tarda em chegar…E eu que tanto desejo perguntar-lhe como vai a ceifa por esses campos fora. Saber do milho, do trigo, do centeio…Quanta lida, quantos braços cansados debaixo do Sol em brasa. Quanta farinha a transformar-se em pão nos celeiros e nos fornos onde a lenha arde…».
 
Na quentura do fim da manhã, o moinho adormece. De solidão. De pena. De velhice. Mas no alto do telhado, o talefe, biquinho apontado ao céu, lá fica, de turno, a vigiar o voo raso das poupas, das rolas e das codornizes, sobre os campos a rebentarem de espigas, onde atafulham o papo de grãos e de sementes.
 
Na várzea, as ceifeiras fazem uma pausa no trabalho. Endireitam o tronco. Ajeitam nas cabeças os lenços suados e os chapéus de feltro ou de palha. Passam de mão em mão a bilha de barro. A água fresca sabe tão bem…Por momentos, olham o moinho. E logo voltam à lida. O trabalho no campo não pára nunca. Não dá tréguas a ninguém.
 
                      
Soledade Martinho Costa
 
 
 
Do livro "Histórias que o Verão me Contou"
(Ed. Publicações Europa-América) 
 
publicado por sarrabal às 19:53
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FIANDEIRA

Aboim da Nóbrega, Vila Verde, Braga

 

Na manhã

Galopam cascos
De cavalos mansos.
 
Nas tuas mãos
Sepulto
O fuso.
Herança
Reflectida
No luto
Dos teus olhos.
 
Rés ao fio
Calosos
Os teus dedos
Ciciam
Antepassados
Jeitos.
 
Impune
Desço ao poço da memória.
 
Asas fechadas
De recurvos bicos
Há pássaros azuis
Pousados nos lambris.
 
Quem dera
A vara de condão
O príncipe da história.
 
Consciente
Rejeito em mim
O peso das palavras.
 
Só os Invernos
Passaram por aqui.
  
Soledade Martinho Costa

Do livro "15 Poemas do Sol e da Cal"
(Editorial Presença)
 
publicado por sarrabal às 15:10
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PAULA RÊGO

  
 
Nas formas retratadas
Os segredos.
 
Em matizes
Em assombros
Em fulgores
Sem aviso
Sem final
Sem começo.
 
A mulher por modelo
É escolha tua.
 
Mítica lua
Intemporal e nossa
Em nossa Língua
Feminina e nua
A dar-se inteira
Lida do avesso.
 
Soledade Martinho Costa
 
Do livro "O Nome dos Poemas"
 
publicado por sarrabal às 01:23
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Domingo, 5 de Agosto de 2007

UM OLHAR SOBRE A PAISAGEM : O ARCO-ÍRIS

  
Lá estão, no céu, as sete cores do arco-íris. Num semicírculo, deslumbram o olhar. É difícil saber onde começa uma e acaba a outra, de tal modo se encontram abraçadas. Trata-se de um segredo que o Sol e a chuva julgam bem guardado…
 
O vermelho: cor das papoilas que salpicam as searas pelo mês de Maio. Das cerejas e dos morangos aninhados nas suas camas de folhas. Do sangue e dos rubis. Mas a quem chamam rubro no crepitar das chamas, púrpura nas vestes dos cardeais e encarnado nas talhadas das melancias.
 
O laranja: cor do pijama que o Sol veste, por vezes, quando vai dormir. Das cenouras, a esconderem o rosto na fresquidão da terra. Das tangerinas e das laranjas de gomos a fazerem roda debaixo da casca. Mas também do coral e dos caranguejos que se arriscam nas redes dos pescadores.
 
O amarelo: cor do milho nas maçarocas, ansioso por se transformar em pão. Das ameixas, que gostam que lhes chamem rainhas-cláudias. Da giesta, a enfeitar os dias dos pastores. Dos narcisos, nos alegretes dos quintais. Mas também dos topázios e dos girassóis, altos, de cara redonda.
 
O verde: cor do mar quando está zangado. Do trevo dos prados. Dos lagartos, dos sapos e das rãs. Das avencas, que crescem nos sítios húmidos e discretos. Das palmeiras, das peras e das pinhas novas. Mas também das esmeraldas e da esperança, que nasce todos os dias no coração dos homens.
 
O azul: cor do céu, onde passeiam nuvens que lembram cavalos em galopes sem fim, ou navios que transportam tesoiros. Das miosótis. Dos mirtilos, a oferecerem-se nas árvores quando chega o Verão. Mas também das safiras e dos olhos dos meninos com cabelos de oiro.
 
O anil: cor das alcachofras que despontam nos campos. Das campânulas a treparem pelas paredes das casas. Entre o azul e o lilás, lá o temos nas opalas e nas pinceladas das pétalas das violetas brancas. Mas também nos cambiantes da madrepérola e nas hortênsias, que aguardam a Primavera para florir.
 
O roxo: cor das vestes do Senhor nas procissões da Páscoa. Dos jacintos, que emprestam o seu nome às pedras preciosas. Das beringelas, dos gerânios, e dos amores-perfeitos. Mas também das ametistas e da capa dos figos a escorrerem lágrimas de mel por entre as folhas das figueiras.
 
São as cores do arco-íris, a ligar o céu e a terra, suspensas sobre a folha de papel onde escrevo.
 
Soledade Martinho Costa
Do livro "Histórias que o Outono me Contou"
(Ed. Publicações Europa-América)
publicado por sarrabal às 20:35
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

CALENDÁRIO - AGOSTO

 

Aprende

O verde da rã
A margem do riacho.
 
As abóboras
Assomam
Ao bordo dos telhados
Viajam as raposas
A senda dos trigais.
 
A sede
Das roseiras
Demora-se em Agosto.
 
Repetem-se nos figos
As asas dos pardais.
 
 
Soledade Martinho Costa 
                                        
 
-------------------------------------------------
 
 
 
 

 
 CARTA ABERTA A JOÃO PEDRO COSTA (ASPIRINA B)
 
 
Passou um mês e até agora nem uma palavra de João Pedro da Costa sobre o que afirmou sobre mim no “Aspirina B” (3 de Julho, 11: O7): “…de assumir múltiplas personalidades para auto-elogiar os meus textos" – embora eu lhe tivesse exigido, várias vezes, que o provasse, nas caixas de comentários do referido blogue, ou mesmo num poste.
 
Quem se julga o garotelho para vir, gratuitamente, enxovalhar o meu nome e o meu trabalho literário com falsos testemunhos e mentiras!? Mas os cobardes “brincalhões” não têm voz. As falsidades não têm respostas. São mudas. Assim, aqui fica o “retrato” perfeito da moralidade da personagem. Nada mais tenho a acrescentar sobre o assunto. Tudo foi e ficou dito. Da parte de JPC todos ficamos, também, perfeitamente elucidados quanto à pessoazinha que realmente ele é.
 
Juntamente com alguns dos seus colegas, só os posso classificar de doentes, ordinários, falsos, recalcados e pedantes. Meus caros, há coisas que não se aprendem nos livros. E, realmente, “não há fumo sem fogo”. Muitos de vocês não gostam, efectivamente, de mulheres. Quase todos os comentários que fui lendo ao longo do tempo em que colaborei no “Aspirina B”, apontam para isso. E vê-se. Talvez se eu mudasse de sexo, quem sabe?
 
Entretanto, alguma coisa “aprendi” no “Aspirina”. Por exemplo: que estamos “lá” para nos divertirmos, para brincar uns com os outros, para não levar as coisas demasiado a sério, para gozar a liberdade de dizer o que nos der na real gana. Mesmo os mais ordinários e abjectos dos palavrões. Sim, porque, afinal, isto é só a Net! 
 
Mas aprendi também (num comentário que não me foi dirigido) que: “…não nos podemos esquecer dum princípio já velho: não dar vozes a gaiteiros”. Nunca tinha ouvido esta sapiente frase. Na verdade, a voz do povo tem sempre razão. É preciso saber ouvi-la. E muito mais saber cumprir, à letra, o que a sabedoria popular nos ensina. 
 
Se pensaram que me atingiram com as vossas grosserias e insultos, estão tão enganados… Gostei de vos ver nessa esteria colectiva, afanosamente empenhados em agredir-me. Em ridicularizar o meu trabalho poético (que já mereceu alguns prémios literários, um deles tendo como júri David Mourão-Ferreira, o outro Ary dos Santos).
 
Desta vez, fui eu que ri da vossa ingenuidade e estupidez. Da vossa boçalidade e da raiva que vos cegou ao ponto de não vos deixar enxergar o ridículo a que se expuseram. Quem, a não ser um bando de poetas ou de escritores castrados (que só publicam “a sua obra” em blogues), se atreveria a escrever o verso que transcrevo (a negro), como comentário ao meu poema “Às Portas de Beirute” (publicado em poste no “Aspirina B” do dia 19/7/07): “Cada criança fumega feita cagalhão!
 
Tal a loucura a que estes pobres diabos chegaram, no intuito de me ofenderem. Não repararam que só atingiram as pessoas mais sensíveis e agrediram com o comentário torpe e desumano as crianças que todos os dias fumegam no meio dos destroços de uma guerra!? Para os pedófilos, provavelmente, uma criança também não passa de um cagalhão! (peço desculpa pelas palavras que nunca usei em toda a minha vida de autora!)
 
Dignidade é vocábulo que, no “Aspirina”, não tem significado. Decoro é coisa que desconhecem. Os leitores que lêem os comentários que ali se fazem, podem ajuizar por si próprios. Muitos os têm contestado. Sinto-me envergonhada por ter colaborado nesse blogue durante quatro meses.
 
Chegou e bastou! Os senhores do “Aspirina” ficam felizes, porque já não têm quem lhes faça sombra. Neste país de medíocres, os medíocres querem-se uns com os outros. A qualidade destoa. Dá nas vistas. Põe a nu a mediocridade que reina por aí. Por isso, o enxovalho. O insulto. A provocação barata e reles. Por isso, a intenção, o empenhamento conjunto da “matilha” para que a “vítima”, finalmente, sucumba. E desista. Porque se tornou incómoda.
 
O caminho é todo vosso, meus caros (embora vocês sejam tão poucos) . O que vos vale são os muitos pseudónimos que utilizam, atrás dos quais se multiplicam e se escondem como “cartas anónimas”. Por isso permitem-se ser ridículos e nojentos nos insultos e ainda ordinários e cobardes nas provocações! Conspurquem (e conspurquem-se) à-vontade. Já vi que não têm qualquer acanhamento em mostrarem-se, exactamente, como são. Chego a ter pena de vocês. Nunca lidei com gente de tão baixo nível moral. E acreditem que no chamado meio intelectual (onde conheço meio-mundo) sempre fui respeitada e o meu trabalho reconhecido.
 
Sapientes palavras as de João Pedro Costa no seu comentário de 22 de Julho: “Soledade […] Você não passa de uma vítima: toda a gente percebe isso.” Ainda bem que o confessa JPC. Julguei que se tratava de “mania da perseguição” da minha parte! Com as suas palavras fiquei mais descansada…E vocês ainda mais bem vistos! Quanto a mim, respiro, agora, o ar puro a que estava habituada.
 
Soledade Martinho Costa
 
 
 
FERNANDO VENÂNCIO:
 
Não fica bem a um senhor professor doutor universitário (mesmo que esteja há longos anos em Amesterdão) dizer o que me disse nos dois comentários que me dirigiu (22 de Julho/07). Posso dizer-lhe que ficou muito mal no “retrato”. A sua posição (ou a que pretende ter), não fez com que saísse nada dignificado. Muito pelo contrário (algumas pessoas do seu próprio meio comentaram o seu deslize, que não foi pequeno). Mas entendo. Estava a defender os seus amigos e colegas de blogue. Desejo que “os primos” (como se tratam entre si) se divirtam a menosprezar e enxovalhar alguns dos vossos colaboradores, que se deixam amolentar ou acomodar sem dar resposta aos vossos insultos.
 
Disse-lhe uma vez que não esperaria nunca que me mostrasse o cartão vermelho. O resto da história, já a sabe. Só tive pena por faltarem apenas 10 dias para sair do “Aspirina B” – e ter saído antes. Você ganhou o jogo. Mas não merecia ser o “vencedor”. Em consciência, você sabe que tenho razão.
 
Por isso, não me sinto na obrigação de agradecer-lhe (a hipocrisia) de ter publicado todos os postes que lhe enviei. Não me dei ao trabalho de contá-los. Mas foram muitos. E publicou-os todos. Porque seria? Nós nem nos conhecemos…
 
Desta vez, “com o maléfico sorriso” de que tanto se orgulha, não pode “de-le-tar” este meu longo texto. Paciência, meu caro. Nem sempre temos a sorte a nosso favor. Quem sabe se não aparecerá por aí outra autora tão ingénua como eu fui? É uma esperança. Ficam com outra vítima para substituição!
 
Mas fique-se com esta FV: muitos leitores do seu blogue vão sentir a minha falta. Pessoas como eu, são sempre necessárias, porque são leais, directas e humanas. Sou de carne e osso, não sou de plástico. Não calo aquilo que outros gostam de manter em silêncio por conveniência. Não faço parte de “grupinhos” nem de “capelinhas”. Desde sempre. E assim hei-de continuar
                                                                                                                       
Soledade Martinho Costa
 
publicado por sarrabal às 16:01
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