Domingo, 13 de Maio de 2018

ROSAS DE LONJURA

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Enfeitei com flores
O meu cabelo
Entrelacei de sonhos
Os meus dedos
E assim fiquei
Perdida pelos dias
Com estrelas
Nas meninas dos meus olhos.

E a desfolhar
Ausências e demoras
Como se fossem 
Rosas de lonjura
Inventei mil enredos
Mil razões
Palavras que não sei
Aonde moram.

E sem que tu soubesses
O segredo
Sonhei a limpidez
Das águas
Sobre as pedras
E o cântico das aves
Nas alturas.

Mas, ai, pobre de mim
Amanheci
Neste deserto sem sol
E sem regresso
Acorrentada ao chão
Da minha espera
Onde a semente é grão
Que não se colhe
No desencontro que aceito
Em cada hora.

Soledade Martinho Costa

Do livro «A Palavra Nua»

 

publicado por sarrabal às 17:52
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Domingo, 8 de Abril de 2018

AS PALAVRAS DOS POEMAS

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Quando escrevo um poema
A mim ofereço todas as palavras
Só depois o liberto pelas folhas
Ou as páginas do livro.

Cada palavra no seu espaço
Cada palavra em sua hora.

Os meus versos
Não os ofereço 
Como se oferece uma orquídia
Um bouquett de rosas
A renda que o mar tece sobre a onda
Essas, são palavras demasiado belas
Para vestirem um poema.

Prefiro oferecer cada palavra
Como se oferece
Um copo com água a quem tem sede
Um raio de sol a quem tem frio
O levedar do pão a quem tem fome.

Respirar cada palavra
Decorar-lhe a forma 
Sentir-lhe a força
A beleza, a energia
A música, a cadência

Mas também 
Fazer de cada palavra
A verdade que se oculta
A denúncia que se encobre.

Palavras escritas
Pintadas, cinzeladas
Cantadas, musicadas
Fotografadas, ditas.

Fazer com elas uma arma
Ou uma pomba
Um lamento como eco num poço
A tranquilidade de um aceno
Uma lágrima que se retrai
Um sorriso que se esconde.

Com o corpo das palavras
Enaltecer a honestidade com que se veste o íntegro
Ou o despudor 
Com que se despe o falso, o impostor
Os apadrinhados
Dos meandros do crime
Sem algemas, sem grades
Cobertos e protegidos
Com a sua própria sombra.

E a pergunta espreita
No verso do poema
Continua a sua caminhada
Palavra após palavra
Em cada linha escrita, projectada.

Quem castiga aquele
Que a obra de Deus reduz a cinza
E o outro que vendeu a neve 
Que matou o desgraçado
E mais o outro que violou a virgem sem pecado
Quem aponta o dedo ao ladrão
Que ostenta com orgulho o que é roubado
Quem desmascara o fingido que se vende
E se assume como honrado.

Ah! palavras despidas, desnudadas
Arrancá-las à mentira que as sufoca
E gritá-las uma a uma
Boca em boca
Descobertas, nuas 
Em toda a sua extensão de liberdade.

Gritá-las uma a uma
Boca em boca
Com dignidade, coragem, destemor
Em corpo inteiro
Sem lembranças de vozes com amarras
A sufocar a razão e a verdade.

Gritá-las uma a uma
Boca em boca
Com a esperança de travar a máquina
Que nos reduz a pobres seres sem voz
Impotentes, inermes, manipulados.

Mas a escrever como nos dita a consciência
Palavras limpas de delitos e pecados.

 

Soledade Martinho Costa

 

Tela: Duy Huynh

publicado por sarrabal às 21:01
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Quarta-feira, 21 de Março de 2018

21 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DA POESIA

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Neste dia de versos e poetas

Quer se tenha ou não

Condão e jeito

A todos louvo.

 

Num verso ou num poema

Despe-se a alma

Por gosto e por direito.

 

Se a poesia é o pão

Que mata a nossa fome

A sede que se sente e nos consome

É dizer que a palavra é o sustento

É a frescura que veste o nosso corpo

E o espelho onde se lê o pensamento.

 

Ser poeta é procurar no sonho a perfeição

Olhar, com olhos de ver, a realidade

E transformá-la em denúncia, revelá-la

A bem da justiça e da verdade.

 

Ser poeta é desnudar-se no poema

É este modo de nascer assim

Sem se chegar a adivinhar porquê

É respirar e morrer neste segredo

Neste reduto perfeito ou imperfeito

Neste casulo que envolve a nossa mão.

 

É ser a voz dos outros

Dizer o que outros calam

É ser a arma, o fogo, a força da razão

Desafio, desejo, desabafo.

Por vezes berço, telha, tecto, casa

Saudade, mágoa, temor ou ilusão

Mas ter nos olhos o voo de uma asa

Que se desenha no azul do céu.

 

É ser o vento que sopra a nossa fala

O rio que leva no seu leito

O amor, um sorriso, a nostalgia, um beijo

A revolta, a renúncia ou um desejo.

 

Ser poeta           

É saber as mil e uma coisas que nos fazem

Ter um caminho diferente em nossa estrada

É olhar bem no fundo das palavras

E torná-las com o brilho das estrelas

O fio de uma espada.

 

É respirar a certeza que sentimos

De voltar à vida se morremos

Ao escrever um poema ou um só verso.

 

Neste dilema discorde e controverso

Salva-nos a ilusão em que vivemos

Não sei se por virtude ou por defeito

De sermos os donos da palavra

Com a Primavera a florir em cada peito.

 

Soledade Martinho Costa

 

Do livro a sair brevemente «Um Piano ao Fim da Tarde»

Tela: Christian Schloe

 

 

publicado por sarrabal às 18:54
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DIA MUNDIAL DA FLORESTA

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                                                PINHAL DE LEIRIA - VERÃO DE 2017

publicado por sarrabal às 18:45
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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2018

FIANDEIRA

fiandeira, aboim da nóbrega, vila verde, braga.bm

Na manhã
Galopam cascos
De cavalos mansos.

Nas tuas mãos
Sepulto
O fuso
Herança
Reflectida
No luto
Dos teus olhos.

Rés ao fio
Calosos
Os teus dedos
Ciciam
Antepassados
Jeitos.

Impune
Desço ao poço da memória.

Asas fechadas
De recurvos bicos
Há pássaros azuis
Pousados nos lambris.

Quem dera
A vara de condão
O príncipe da história.

Consciente
Rejeito em mim
O peso das palavras.

Só os Invernos
Passaram por aqui.

Soledade Martinho Costa

Do livro "Poemas do Sol e da Cal"
(Editorial Presença)

publicado por sarrabal às 23:24
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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2018

EXCERTO

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«(…)Tempo antes, tinha morrido o nosso peixinho vermelho, que se chamava Pim-Pim, graças a uma escritora minha amiga que publicou um livro para crianças intitulado «Pim-Pim, o Peixinho Prateado». Os meus filhos acharam que seria o nome indicado para dar ao peixe. Durou alguns anos, tantos, que as escamas vermelhas, aos poucos, começaram a ficar brancas: sinal de velhice nos peixes, informaram-me depois. Certa manhã, encontrei-o morto, fora do aquário. Um salto para a morte a que a velhice o terá obrigado. E chorei pelo peixinho vermelho, que se tornara branco ao longo dos anos. Ficou enterrado dentro de uma caixinha num jardinzito ali perto. Não podia conceber o Pim-pim deitado no lixo.
Veio depois um periquito, ainda bebé, lindo, azul e de raça pequenina, oferecido à minha filha no dia do seu aniversário. Com o passar do tempo, surpreendente, inteligente, uma graça, um esvoaçar de asas sempre em liberdade, o novo Pim-Pim, nome herdado do peixinho falecido – ainda desta vez por decisão dos meus dois filhos.
[…] e o Pim-Pim ia envelhecendo. Começou a cair do poleiro quando entrava na gaiola para dormir um sono. Uma vez, muitas vezes. Reparei, mas sem associar as coisas. Falei então com um veterinário especialista em periquitos, um estudioso destas aves: – Tem de habituar-se à ideia, o seu periquito começa a ter falhas de coração. Sempre são dez anos, o tempo máximo de vida para um periquito! Essas quedas são desmaios. Aí teve início a minha preocupação. À noite tive sempre o cuidado de o levar para outra dependência da casa, com a gaiola tapada e onde não chegasse a luz, o barulho das vozes, o som da televisão. Nem as pessoas sabem o mal que tudo isso faz às pobres aves, dentro de gaiolas, como presos atrás das grades. Havia uma coisa que o Pim-Pim detestava. Acho mesmo que odiava: que o agarrassem. Mesmo a comer à nossa mesa, a debicar no nosso pão, a provar a nossa ementa, da beirinha do nosso prato (gostava de tudo, principalmente de sopa), a beber empoleirado no rebordo dos nossos copos […] mesmo com toda esta familiaridade, apanhá-lo, só à falsa-fé. Metia a mão, devagarinho, pela porta da gaiola, que nunca se fechava, e ele numa gritaria, a dar-me bicadas (o ingrato) na vã tentativa de escapar-se. Mas era tanta a minha vontade de fazer-lhe festinhas (sempre a custo), que não resistia à tentação, mesmo antevendo o burburinho e a sua irritação. De manhã ia buscar a gaiola, destapava-a e colocava-a na cozinha, sobre a pedra mármore, junto da janela. Era a hora de o sol fazer companhia ao Pim-Pim. E lá vinha o banho, umas vezes apenas com a cabecita enfiada na tina, outras, num pulinho ágil, patitas dentro da água, num banho completo, espanejado, num palreio, a salpicar de gotinhas a pedra mármore e o que lhe ficava por perto. Numa dessas manhãs, ao transportar a gaiola para o lugar do costume, no trajecto entre a divisão onde dormia o Pim-Pim e a sala, até chegar à cozinha, caiu do poleiro. Mas dessa vez não se levantou. Não se ergueu para depois, ajudado pelo bico, voltar a trepar, como era seu costume, para ajeitar-se no poleiro. O meu coração bateu mais apressado (ele que raramente bate menos do que noventa pulsações). Pousei a gaiola. Meti a mão, a medo, pela porta. Docilmente, deixou-se apanhar. Nem um grasnado nem uma recusa. Deitado na palma da minha mão, olhinhos postos por uns escassos momentos nos meus, fechou os dele. Ainda senti o coraçãozito a bater. Depois, mais nada. Morreu na minha mão, o Pim-Pim, ele que durante dez anos não se deixou apanhar. Foi como se me pedisse desculpa. Por isso esperou que eu acordasse, que o fosse buscar para se despedir de mim, na minha mão, porque sabia quanto eu gostava de sentir nela o seu corpo pequenino e macio. Chorei dias a fio. […] Ama-se um animal como se ama uma pessoa? Num choro igual? Num desgosto igual? Ficou enterrado num canteiro da piscina, no Algarve. Do Algarve veio como presente, dez anos antes, e ao Algarve voltou. Escrevi um poema: Canto Azul. E choveram os conselhos: – Se fosse a ti, comprava outro, passava-te mais depressa o desgosto. Achei que talvez, quem sabe? Tempos depois, o dono de uma loja de animais, pessoa minha conhecida, foi pôr-me em casa outro periquito. Verde. Antipatizei logo com ele, coitado do bicho. Certamente pelo facto de vê-lo vivo na gaiola do meu Pim-Pim. Devolvi-o ao fim de três dias. Enquanto o Pim-Pim viveu, volta não volta, ia guardando as suas penas azuis, quando lhe caíam, porque eram realmente lindas. Uma a uma, dentro de uma latinha pequena, redonda, com uns arabescos dourados. Estava cheia e guardei-a dentro do cofre da minha escrivaninha, bem lá ao fundo, como se fosse um tesouro. Depois da sua morte, de tempos a tempos dava comigo a abri-la, numa recordação feita daquela tristeza que parece não ter fim. Foi quando alguém me disse: – Não é nada bom guardar penas em casa. Fiquei a pensar. Pelo sim pelo não, certo dia abri a janela, abri também a latinha e soprei-as, lancei-as ao vento. Como se faz no mar, com a cinza dos defuntos. No pensamento, palavras do meu poema: «[…] a certeza de não querer repetir o amor.»

Soledade Martinho Costa
Do livro «Uma Estátua no Meu Coração»

 
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Terça-feira, 19 de Dezembro de 2017

CONTRACAPA

Cópia de Cópia de Porcelana.bmp

publicado por sarrabal às 01:25
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O MEU NOVO LIVRO

Cópia (4) de Porcelana.bmp

 

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Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2017

8 DE DEZEMBRO - NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO - PADROEIRA DE PORTUGAL

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As festividades à Virgem Maria terão surgido, inicialmente, no Oriente, nos finais do século VII ou inícios do século VIII, embora somente nos princípios do século XII a devoção se expanda progressiva e definitivamente por todo o mundo cristão – até aqui com as opiniões dos teólogos divididas entre o prodígio do Nascimento de Cristo e a Santificação da Bem-Aventurada Virgem Maria (defendida pelos dominicanos). A partir de 1310 o culto à Imaculada Conceição começa a ser largamente difundido nas dioceses portuguesas da Guarda, Lamego, Évora e Lisboa, com a adesão de Braga a verificar-se em 1325.

 

No Concílio de Basileia (1439) é então declarado que «a doutrina sobre a Imaculada Conceição era pia, muito conforme com o culto eclesiástico, com a fé católica, com a recta razão e a Sagrada Escritura, e que por isso devia ser aprovada, seguida, abraçada por todos os católicos».

 

Sisto IV proclama, por seu turno, que seja celebrada em todas as igrejas o Ofício e Missa da Puríssima Conceição, enquanto diversos papas (Paulo V, Gregório XIV, Alexandre VIII e Clemente IX, entre outros pontífices) exaltaram a remotíssima «devoção à pureza e santidade da Virgem Santíssima, concebida sem mácula do pecado original – a Filha do Eterno, a Mãe de Jesus, a Esposa e o Templo do Espírito Santo».

 

Feriado nacional e dia santo de guarda, a data de 8 de Dezembro constitui-se como um dia de festa religiosa, associada durante muitos anos à celebração mundial do Dia da Mãe, actualmente comemorado no primeiro domingo do mês de Maio.

 

Quanto ao acto da proclamação de Nossa Senhora da Conceição como padroeira de Portugal, efectuado com a maior solenidade pelo rei D. João IV a 25 de Março de 1646, alargou-se a todo o País, com o povo, à noite, a entoar cânticos de júbilo pelas ruas, para celebrar a Conceição imaculada da Virgem, ou, mais precisamente, a Maternidade Divina de Maria.

 

Assim se tornou Nossa Senhora a verdadeira Soberana de Portugal, não voltando por isso, desde aí, nenhum dos nossos reis a ostentar a coroa, direito que passou a pertencer apenas à Excelsa Rainha, Mãe de Deus.

 

Soledade Martinho Costa

 

Do livro “Festas e Tradições Portuguesas”, Vol. VIII

Ed. Círculo de Leitores

Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa

publicado por sarrabal às 02:18
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Sábado, 18 de Novembro de 2017

MEDITERRÂNICA

 

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Terra arroteada ao calor das veias

Em ti se enrola

O corpo em sobressalto

Preso das ondas

Do vento

Da maresia

Do voo das gaivotas

Em manhãs de espuma.

 

Em ti se acoita

O medo

A lágrima

A agonia

No ventre abrupto e prenhe

Das escarpas e das dunas.

 

Em ti se fala

A língua

Dos vultos embuçados

Da névoa

Dos corais

Dos búzios

E dos limos.

 

Em ti se ausculta

A noite

A morte

E os segredos

Que estalam

Nos chicotes

Que zurzem os destinos.

 

Marco de bruma

Travo de sal

Que a vastidão da raia

Aponta

Descreve

Delimita

Ao canto das sereias

No embrião dos dias.

 

Terra sem nome

Suspensa dos rochedos

Aonde aportam

Insones os fantasmas

A clamar palavras impossíveis

Ante o perfil

Das altas penedias.

 

Soledade Martinho Costa

 

Do livro “Poemas do Sol e da Cal”

(Ed. Editorial Presença)

 

publicado por sarrabal às 17:23
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