Sábado, 24 de Fevereiro de 2024

LEMBRAR ZECA AFONSO - 37 ANOS PASSADOS

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Ao soar do adufe em tua mão

Abre em esplendor um cravo rubro

Que teima, que resiste

A renascer da espera do teu povo

Na raiz da esperança que se fez canção.

 

Mas se a mudança tarda, se não foi além

Ainda estando tu junto de nós

Nela respira o apelo que sonhaste

Nessa herança apetecida

Que nos traz os teus poemas no som da tua voz.

 

Soledade Martinho Costa

 

Do livro «O Nome dos Poemas»

Ed. Vela Branca

publicado por sarrabal às 19:23
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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2024

ALENTEJO AUSENTE

 

191569340_4000639786690557_7742730912521918004_n.jHei-de voltar um dia ao Alentejo

Que de saudades eu não posso mais

Para sentir no rosto o beijo aceso

Do vento quando volta dos trigais.

 

Hei-de voltar um dia ao Alentejo

Ao canto das cigarras pelo Verão

Ao vulto dos pastores que se demoram

À procura da sombra pelo chão.

 

Hei-de voltar um dia eu sei que volto

Para rever os meus e a minha casa

A minha terra amiga como brasa

Aonde a espiga se transforma em pão.

 

Quero que adormeça nos meus olhos

a vastidão das tuas planíces nuas

e acorde em meus ouvidos os teus cantes

a deixar um travo doce pelas ruas.

 

Meu Alentejo de giestas e de sede

das ceifas e montados ancestrais

Meu Alentejo meu país sem medo

Que de saudades eu não posso mais.

 

Soledade Martinho Costa

(Reescrito com uma nova estrofe. A primeira versão encontra-se Incluída no CD «Contra a Corrente», com música de José Cid e interpretação de Jorge Góis)

publicado por sarrabal às 18:54
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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2024

A VOZ DO VENTO CHAMA PELO TEU NOME

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Se algum dia chegasse a libertar-me

Deste laço a tornar-me prisioneira

Voltaria de certeza a enlear-me

No teu braço que me traz nesta cegueira.

 

Tão certa do que digo e do que faço

Espero por ti parada frente ao tempo

Como um retrato antigo de menina

Com um bouquet de rosas no regaço.

 

Sem esperança de esquecer-te

E de encontrar-me

Meu coração aos pés

Da tua imagem

Sou a pedra que mora sob o rio

Mas com ele não parte de viagem.

 

E quando o dia morre na voragem

Das horas que se apressam sem retorno

Acendem-se as estrelas na paisagem

E a voz do vento chama pelo teu nome.

 

Soledade Martinho Costa

 

Pintura: George Cochran

 

Do livro «Um Piano ao Fim da Tarde»

Edições Sarrabal

publicado por sarrabal às 23:37
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2024

CARNAVAL OU ENTRUDO - ORIGENS (EXCERTO)

carnaval-lazarim-8.jpgÀ semelhança de outras festividades cíclicas do calendário, o Carnaval terá origem nas festas imperiais da Antiguidade, mais concretamente nas Saturnais, realizadas em Roma em louvor de Saturno (primitivo soberano dos deuses e depois importante divindade agrária), que decorriam entre o dia 17 e o dia 23 de Dezembro (no reinado de Júlio César), marcando o final do ano dos Romanos e o princípio de um novo ano agrícola.

Durante as Saturnais, os escravos tomavam o lugar dos senhores, vestiam como eles, satirizavam o seu comportamento ou as suas singularidades, e chegavam a ser servidos à mesa pelos próprios amos. Abolida, temporariamente, a diferença entre escravos e homens livres, uns e outros, nesta espécie de Carnaval pagão, jogavam, comiam e bebiam juntos, em alegre convívio.

Os combates em tempo de guerra eram suspensos, os presos amnistiados, as penas capitais adiadas, os tribunais fechavam e cessavam todas as hostilidades nas cercanias das fronteiras.

Festividades semelhantes tinham lugar na Grécia com o nome de Kronia, onde os escravos, tal como em Roma, usufruíam de um curto tempo de liberdade durante as celebrações.

Vamos encontrar também o Carnaval associado às Bacanais ou Grandes Dionisíacas (festa da terra, do vinho e das florestas), efectuadas em Roma e na Grécia em louvor de Baco ou Dioniso (com a prova do vinho novo), que decorriam nos três meses de Inverno, celebradas, principalmente, pelos camponeses, que se apresentavam mascarados durante as festividades.

As Dionisíacas rurais contavam ainda com a exibição de danças, a cargo das bacantes (adoradoras do deus grego e romano do vinho), restando hoje, supostamente, dessas remotas festividades, os actuais cortejos (incluindo as procissões), acompanhados por música.

Daí, o Carnaval, conforme se supõe, ter sido, no seu início, tão-só uma manifestação de carácter processional ligada a vários rituais do final do Inverno e princípio da Primavera. Não se exclui ainda a hipótese de representar uma reminiscência das festividades consagradas a Ísis, a mais ilustre das deusas do Antigo Egipto, comemoradas no Outono e nos primeiros dias de Março, em Roma.

Adorada pelos Gregos e pelos Romanos, Ísis era considerada a deusa universal e suprema, a iniciadora, aquela que detinha o segredo da fecundidade, da vida, da morte e da ressurreição.

Das cerimónias com as quais a celebravam, destacava-se a de lançar ao mar uma barcaça – o carrus navalis (carro naval) – repleta de oferendas, após ter sido abençoada por um sacerdote, tendo o ritual por objectivo a purificação e a fecundidade das terras.

A multidão assistia mascarada à partida da barca, prosseguindo depois em procissão pelas ruas, crente nos favores de Ísis, isto é, na generosidade da terra com o germinar das novas sementeiras e o provir de colheitas abundantes. O carrus navalis fazia-se representar nas procissões e nas mais diversas manifestações festivas, ficando o seu nome, com o passar do tempo, associado, com ou sem razão, ao do Carnaval.

Na era cristã, a explicação etimológica para o termo «Carnaval» aponta para a palavra carnisvalerium (carnis de carne, valerium, de adeus), o que designaria o «adeus à carne» ou à «suspensão do seu consumo», em função da quadra seguinte: a Quaresma, em que a carne é abolida da alimentação na religião cristã.

A própria designação «Entrudo» – ainda muito utilizada entre nós, principalmente no meio rural –, do latim introitus (intróito), apresenta igual significado: o de introduzir, dar entrada, começo ou anunciar a aproximação da quadra quaresmal.

Em Portugal, uma das primeiras referências ao Entrudo, encontra-se num documento datado de 1252, no reinado de D. Afonso III, embora não propriamente relacionado com as festividades carnavalescas, mas com o calendário religioso.

Na época de D. Sebastião, são várias as menções que salientam as brincadeiras do Entrudo, entre elas a do «lançamento de farelos», que nem sempre acabavam bem. «Entrudos» (ou «entruidos») é também o nome atribuído em diversos lugares aos próprios mascarados, consoante as regiões do nosso País.

 

Soledade Martinho Costa

 

Do livro «Festas e Tradições Portuguesas», Vol. VII

Edição Círculo de Leitores

Foto: Carnaval tradicional da freguesia de Lazarim, Lamego, Viseu

 

 

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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2024

FIAR A SOLIDÃO

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São a roca

E o fuso

Em tuas mãos

A tecerem o nome

À solidão

Que come o pão

Contigo

À tua mesa.

 

São a roca

E o fuso

Nos teus dedos

A tecerem o linho

Da tristeza.

 

Foram caminhos

Feitos de caruma

Foram rebanhos

Tocados por varinha

Foi a brasa do forno

A cozer broa

Foi o cheiro às estevas

No teu corpo.

 

Já nada se repete

Ou se adivinha

Já nada te consome

Ou te magoa.

Fiandeira

Dos dias que te sobram

Olhos postos

Aos pés do abandono.

 

Na tua cama o sono

Rés ao sonho

Sem que o Inverno traga

A Primavera

Quando as cegonhas partem

No Outono.

 

Soledade Martinho Costa

 

Do livro Um Piano ao Fim da Tarde

Tela: «Velha Fiando», José Malhoa

publicado por sarrabal às 21:11
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Domingo, 4 de Fevereiro de 2024

REGRESSO

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Rodou nos gonzos
O ranger antigo
A sentir na mão a faca apetecida
Com que rasgou o oiro do Outono
E a repelir silêncios reprimidos
Sorveu como da fonte a brisa à madrugada.

Deu passos ao acaso
Como um tonto
Passou as mãos pelos olhos
Não sonhava.

Então
Ergueu a fronte
Endireitou os ombros
E agradou-se dos cardos
Das urtigas
Das paredes de pedra
Do postigo
Da casa mutilada
Denegrida
E assobiou aos melros e aos pardais.

Depois
Transfigurou os traços do seu rosto
Experimentou a força dos seus braços
E a olhar os campos e os montes
Sorriu de manso à terra adormecida
A imaginar os pastos e os trigais.

Soledade Martinho Costa

Do livro «Poemas do Sol e da Cal»

Ed. Editorial Presença

Foto: Luantes Luís Antunes

publicado por sarrabal às 21:36
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Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2024

PASTORA SERRANA

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No olhar que se adensa 

Para além das horas

Fica-te o cismar dos deuses

E dos sábios

Enquanto dos teus rubros lábios

Te escorre

O gosto doce das amoras.

 

Fada dos montes

Dos carreiros e atalhos

Trazes nos dedos

Anéis de escarpas

E rochedos

E a sede matas

Na frescura dos orvalhos.

 

Por ti se prende

E apaixona o próprio vento

Que passa e chora

E to repete num lamento

A estremecer-te o corpo virgem

Todo inteiro.

 

Corpo de semente

Cheirando a Primavera

De mãos rudes e crentes

Vestindo folhas de hera

Esposas das manhãs

Do denso nevoeiro.

 

Soledade Martinho Costa

 

Do livro Reduto

Foto: Jorge Barros  (Parada de Cunhos, Vila Real)

 

publicado por sarrabal às 01:35
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Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2024

MEU FILHO

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Meu filho, minha ternura

Meu coração dado inteiro

És a fome da fartura

Que guardo no meu celeiro.

 

Meu filho, minha alegria

Meu cansaço, meu deleite

És a fonte do meu dia

Candeia do meu azeite.

 

Meu filho, minha coragem

Minha luta, minha chama

Eras fruto na folhagem

Se os meus braços fossem rama.

 

Soledade Martinho Costa

Do livro Reduto

Pintura: William Adolpho-Bouguereau

publicado por sarrabal às 12:25
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Sábado, 20 de Janeiro de 2024

20 DE JANEIRO – SÃO SEBASTIÃO PATRONO DA PESTE, DA FOME E DA GUERRA

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Porque muitas orações têm sido proferidas e muitas apenas pensadas. Porque a lenda ou a verdade nos deve fazer acreditar em milagres, para nos dar a força, a coragem e a serenidade para prosseguir, com confiança e esperança, nos dias que hão-de vir.

SMC

Associado pela sua miraculosa protecção às grandes pestes e epidemias que grassaram nos séculos XIV e XV até meados do século XVI, uniu-se o povo, em Portugal como noutras partes do Mundo (particularmente em Roma), em promessas conjuntas de apelação ao santo, canonicamente advogado da peste, da fome e da guerra, para que, por sua intercessão junto de Deus, fosse possível a extinção do mal que tão triste e dolorosamente castigava as populações.

Crentes no poder do Mártir São Sebastião, para o santo se voltaram as preces, os votos e a fé do povo. E porque em determinados casos, o povo se sentiu alvo de milagrosa protecção, por ter sido erradicado o pesadelo da peste, eternamente devedor e grato, vai cumprindo ao longo dos séculos as promessas feitas em horas de luto e aflição. São Sebastião surge, assim, por esse particular motivo (e pela data da sua celebração ocorrer no dia 20 de Janeiro), como um dos santos mais consagrados neste mês, em festas e romarias portuguesas, onde a tradição se confina, na maioria das vezes (em analogia aos votos conjuntos feitos pelo povo dessas épocas), à distribuição de manjares cerimoniais, bodos ou leilões de alimentos, em que se torna evidente o sentido de associação das populações em manducações rituais colectivas.

Sem esquecer a fome, outro símbolo do santo protector, dadas as condições geográficas de certas zonas do nosso País, em que uma agricultura de subsistência familiar, já de si débil, era atingida por pragas, dando origem a períodos de enorme carência alimentar, sofrida pelos seus habitantes, ou associada à própria peste, como consequência desta.

A fome, hoje retratada pela abundância de alimento nos banquetes rituais conjuntos celebrados em louvor do Santo Mártir, a honrar a tradição das promessas vindas do passado, apresentam particular relevância nas festividades da Póvoa de Atalaia, Fundão (Festa das Papas); em Santa Maria da Feira, Aveiro (Festa das Fogaceiras); em Atouguia, Alenquer (Festa dos Leilões); em Couto de Dornelas, Boticas, Vila Real (Festa de São Sebastião); em Valado de Frades, Nazaré (Festa das Chouriças); em Amiais de Baixo, Santarém (Festa em Honra do Santo Mártir) e em Gondiães e Samão, Cabeceiras de Basto, Braga (Festa das Papas).

São Sebastião é também o santo que mais capelas possui espalhadas pelo nosso País, onde é celebrado no seu dia ou mesmo noutras datas. Conta-se que quando da peste que assolou Lisboa em 1569, o rei D. Sebastião, em acção de graças, lhe mandou erigir um templo, sendo a primeira pedra lançada pelo rei junto à margem do Tejo, no Terreiro do Paço. Quatro anos depois (1573), a seu pedido e para enriquecimento do templo, o papa envia-lhe de Roma uma das setas com que o santo foi martirizado.

Quando Filipe II de Espanha toma posse do reino de Portugal, desaprova de imediato a construção do templo naquele local. Ao saber que o Mosteiro de São Vicente necessitava de obras, manda que este seja restaurado com a pedraria e materiais do templo de São Sebastião. Por isso se observa nos capitéis das colunas e no friso da cimalha real da Igreja de São Vicente o ornato, em relevo, de flechas aspadas. Pertenciam à cantaria do templo que o rei D. Sebastião, por voto seu, desejou erguer ao Santo Mártir do seu nome.

 

Soledade Martinho Costa

 

Do livro Festas e Tradições, Vol.I

Ed. Círculo de Leitores,

Pintura: Guido Reni

publicado por sarrabal às 00:24
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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2024

UM OLHAR SOBRE A PAISAGEM - DIA DE INVERNO II

figueira1.jpg

A tarde toma agora o lugar da manhã que parte. Instala-se, sacode o algodão das nuvens e põe-se toda de um azul-celeste. Tão azul se põe, que o céu se confunde com o mar, a mostrar-se, lá ao longe, aos olhos do povoado. Parecem um só, de braço dado: o mar e o céu! Mas verde e não azul, fica o mar quando está zangado e cinzento o céu, quando, sem revelar porquê, a tristeza o invade.

As figueiras, despojadas de folhas, erguem, como abraços apontados ao céu, os troncos esguios, num protesto. Ao verem as laranjeiras agasalhadas na copa redonda da rama verde-escura, sentem, com maior nostalgia, a nudez cinzenta que lhes veste o corpo. O Outono cobiça e rouba as suas folhas e o Inverno não lhes devolve o adorno com que se embelezam. Por isso, saudosas do bem que perderam, segredam entre si: «Que sorte a das laranjeiras. Sempre bem vestidas, sempre perfumadas, enfeitadas de frutos no Inverno!» E têm razão. Viajantes de mares longínquos desde a China, lá estão elas, as laranjeiras, entre a saia rodada, a lembrar marés e caravelas no primeiro pé de laranja doce. À sua volta, as outras árvores quase pararam por completo a dádiva cíclica dos frutos. Mas as laranjeiras, árvores de folha perene, orgulham-se de oferecer nos ramos os gomos sumarentos durante a estação fria do Inverno. Quanto às figueiras, árvores de folha caduca, terão de esperar um pouco mais. Até à chegada da Primavera, altura em que começam a vestir de novo o aconchego dos seus vestidos verdes. Tão verdes como, por vezes, a cor do mar que banha os países onde, roxos ou brancos, amadurecem os seus frutos.

No céu, a cor azul-celeste deu lugar ao tom azul-escuro. Sinal de que a noite vai chegar. As nuvens, vindas de um sítio que só elas sabem, correm, correm de novo pelo céu fora como se tentassem agarrar o vento. Agarrar o vento? Oh, não!

O vento é que as empurra. E elas não protestam. Obedecem. Umas atrás das outras, num galope sem freio à sua frente.

Com o vento, veio a noite, agasalhada na sua capa de breu. É nela que oculta a escuridão que lança sobre a Terra para que esta adormeça. E também as sombras, que num bailar constante, têm por missão velar-lhe o sono, até que a Terra desperte e o dia amanheça.

Pai! Pai Pinheiro! Onde se esconderam as estrelas do céu, que não as vejo?

Atrás das nuvens… - responde o pinheiro, pai da pinha que baloiça ao vento entre as agulhas finas.

Agasalhadas nelas porque têm frio?

Não, minha filha. As nuvens não podem aquecer as estrelas, porque são elas que trazem a chuva!

Ah! – diz, simplesmente, a pinha.

E tu, não dormes? – pergunta o pai.

Ainda não. Penso que as estrelas fazem falta no céu…

Sim, as estrelas do céu são as mais bonitas que enfeitam os pinheiros!

Recolhido sob o telhado da casa, um pardal, cabecinha enfiada no casaco de penas, dorme. Sonha, talvez, com o fim do Inverno. Com o ninho, que há-de construir, com os ovos, os filhos, o perfume das flores e as searas de trigo… E nem dá pela chuva que começa a cair.

 

Soledade Martinho Costa

 

Do livro «Histórias que o Inverno me Contou»

Ed. Publicações Europa-América

 

publicado por sarrabal às 18:14
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