Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

CARNAVAL RURAL - CARETOS DE PODENCE - A TRADIÇÃO E OS TRAJOS

 
Das variadíssimas manifestações carnavalescas efectuadas de norte a sul do País merece particular referência aquelas que continuam a manter-se fiéis às suas vertentes tradicionalmente ruralistas, quer em função da sua situação geográfica, quer pelo envolvimento das personagens que lhe estão associadas – as populações locais.
 
Os habitantes desses lugares representam o suporte genuíno de toda uma ritualidade, por vezes complexa, que nada tem a ver com os padrões modernos dos Carnavais com objectivos turísticos, embora, e talvez por isso mesmo, enfermando de pouca ou nenhuma divulgação, nem mesmo, tão-só, a nível do (re)conhecimento da sua tradição.
 
                  
  
Desse grupo, de algum modo restrito, faz parte o Carnaval de Podence (Macedo de Cavaleiros), em terras do Nordeste Transmontano, onde a quadra carnavalesca é festejada de forma a fazer lembrar as suas remotas origens, representadas ali numa encenação vincadamente pagã.
 
Neste ritual são visíveis as raízes que ligam o Carnaval de Podence às antigas festas dos Romanos, as Lupercais, efectuadas no dia 15 de Fevereiro, segundo uns em louvor de Pã, deus dos rebanhos, da fecundidade e dos pastores ou cabaneiros, enquanto outros sustentam que seriam realizadas em honra de Luperco, também ele deus pastoril da protecção dos rebanhos contra os lobos.
 
Consideradas das festas mais importantes da antiga Roma, eram particularmente marcadas pelo desfile, nas ruas, de grupos de homens seminus que fustigavam com peles de cabras, imoladas nessa ocasião, as mulheres que encontravam no caminho, num rito punitivo, tendo por intenção torná-las fecundas.
 
 
  
Ritual a perpetuar-se no Domingo e Terça-Feira de Carnaval, graças à actuação dos «Caretos de Podence», quando, pelas ruas, correm atrás das mulheres – principalmente das novas e solteiras – para «chocalhá-las», isto é, para abraçá-las lateralmente e com movimentos rápidos de semi-rotação da cintura fazer com que os chocalhos que transportam à cinta lhes batam repetidamente nas nádegas.
 
Os «caretos» (rapazes solteiros) constituem-se como as figuras principais da festa, os seres quase fantásticos destes rituais lúdicos e pagãos, transmitidos de pais para filhos, desconhecendo-se, no fundo, a sua verdadeira origem e significado.
 
Simbolicamente associados, na crença popular, «ao espírito do mal», ou a tudo aquilo que se afigure misterioso – forças sobrenaturais e ocultas, curandeiros, bruxos, poderes diabólicos e ao próprio Satanás – auferem de total impunidade durante esse curto período, apenas dois dias, embora costumem fazer uma aparição no Domingo Magro.
 
 
Em qualquer lugar em que se encontrem é sempre grande a algazarra que provocam, uma vez que comunicam entre si e com os circunstantes apenas por berros, numa linguagem que ninguém entende. Correm frequentemente atrás de quem calha e dançam e saltam como verdadeiros seres invasores e causadores de toda uma desordem e abuso instaurados a que não é possível, nem se deseja, afinal, pôr termo.
 
Os fatos dos «caretos», extremamente garridos, são guardados e vestidos, muitos deles, geração após geração, constituindo uma verdadeira relíquia para a família que os possui. Confeccionados na própria aldeia, são feitos de colchas antigas, de lã ou de linho (hoje já raras), tecidas em teares caseiros, cortadas depois ao jeito de fato: calças e casaco com gorra ou capuz. As três peças são quase totalmente recobertas com fieiras de franjas de lã de carneiro, tingidas de diversas cores, ao gosto de quem os faz ou veste, embora as cores tradicionais sejam o vermelho, o amarelo e o verde.
                  
Somente para as franjas, também elas feitas em tear, são necessários (dizem) sessenta novelos de lã. Um fato de «careto» pode orçar, actualmente, em mais de 400 euros – com as franjas de lã tradicionais substituídas por lã de fibra, sem contar com a dificuldade em encontrar e comprar uma colcha antiga…
 
 
Como adorno, ostentam à cintura, presos num cinto de couro, fiadas de chocalhos e sobre o peito, cruzadas, as «bandoleiras», igualmente em couro, por vezes com uma ou duas campainhas. O número de chocalhos, hoje, é variável, conquanto o preceito consistisse em doze chocalhos de latão, «se o fato fosse rico», ou apenas oito, «no caso do fato ser mais pobre». Na mão levam um pau ou bengala de madeira de freixo ou castanheiro, que lhes serve de apoio quando saltam ou correm ao som dos chocalhos. Antigamente, usavam uma bexiga de porco ou uma pele de coelho cheia de ar que empunhavam para bater, ritualmente, em quem com eles se cruzava, costume ainda mantido por um ou outro.   
 
 

 A designação «caretos» resulta da palavra «careta» ou «máscara», sendo as de Podence, como, de resto, o são todas as máscaras deste género, terríficas. Trata-se de máscaras rudimentares, feitas de latão ou folha-de-flandres, pintadas de vermelho ou negro, com um nariz pontiagudo e três aberturas para os olhos e a boca. Em tempos mais antigos as máscaras eram feitas também de cabedal ou de madeira primorosamente esculpidas.

 
 
As praxes do Carnaval de Podence obrigam a que as crianças do sexo masculino (até aos 11, 12 anos) se mascarem como réplicas dos «caretos» adultos, embora menos elaboradas e se comportem à sua semelhança. Conhecidos por «facanicos», acompanham, nas suas andanças e brincadeiras, o grupo dos rapazes solteiros. Certamente, a forma encontrada para que a figura dos «caretos» se não perca, antes se reforce no objectivo de preservar e garantir a continuidade desta tradição carnavalesca.
                          
  
No conceito popular, só o «careto» possui os poderes propiciatórios, profilácticos e expurgatórios no momento da viragem do ciclo agrário - a passagem do Inverno para a Primavera. Poderes exercidos sobre os campos, purificando-os, e a tornar fecunda a produção das terras ao afugentar delas as «forças nocivas ou os espíritos das trevas, que as invadem e empobrecem». Desta forma se perpetuam remotos cultos gentílicos de vegetação e fertilidade, que podem mesmo ir mais longe, considerando que ao «careto» se atribui o poder de «eliminar qualquer mal da Natureza e da própria comunidade».
          
E se da Antiguidade lhe vem a Festa dos «Caretos», de lá virá também, supostamente, a designação de «lares» dada em Podence às grandes lareiras sobre as quais se cozinha ainda hoje em panelas de ferro. Quem sabe, a fazer lembrar os deuses Lares – simbolizados por pequenas estatuetas –, colocados nos altares domésticos de cada casa romana, dia e noite alumiados.
 
      
  
Ao redor dos «lares» reúne-se a família, sentada nos bancos de madeira – os «escanos» –, a dar voz à ceia e aos serões do tempo frio, aconchegada no calor do lume, quando a água gela nas fontes e deixa de fazer ouvir a limpidez do canto.
  
Igreja de Nossa Senhora da Purificação de Podence.
 
Na manhã de Quarta-Feira de Cinzas, despidos os fatos de «careto», que se usaram até Terça-Feira de Entrudo, todos comparecem à missa na Igreja de Nossa Senhora da Purificação. A partir desse dia é considerado pecado ouvir-se um chocalho – em Podence os animais não  costumam usá-los; só os «caretos».
 
Soledade Martinho Costa
                                                      
                                          
  
Do livro «Festas e Tradições Portuguesas», Vol. II
Ed. Círculo de Leitores
 
publicado por sarrabal às 17:01
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23 comentários:
De garatujando a 12 de Fevereiro de 2010 às 12:41
Página "arrancada" à notável obra " Festas e Tradições Portuguesas", este post leva-nos a ver, com elucidativos pormenores, os tradicionais festejos carnavalescos de Podence (Macedo de Cavaleiros), os quais, pela sua singularidade, nada têm a ver com o "carnavais" de outras regiões do país que se vão standardizando por influência do que se realiza no Brasil.
Ainda bem que através dos registos da autoria a Soledade, quer na sua monumental obra em oito volumes atrás referida, quer nas transcrições com que nos brinda no SARRABAL, se preserva a memória de costumes e tradições do nosso povo que, d'outro modo, se iria perdendo irremediavelmente na voragem duma modernidade que tudo corrói e anula.

Bem haja, Soledade.

Abraço do

Carlos Ferreira


De sarrabal a 13 de Fevereiro de 2010 às 00:28
Repare, Carlos, que os «caretos» auferem, ainda, da vantagem de nem sequer apanhar frio, bem agasalhados nos seus fatos de lã.Já o mesmo não acontece com as pobres figurantes dos carnavais «emprestados», que vão, certamente, enregelar se este frio se mantiver. Teimamos em imitar os brasileiros, esquecendo a temperatura por vezes tórrida do Brasil, e o tempo quase sempre frio que se faz sentir em Portugal nesta altura do ano. Até nisso somos inconscientes...

Abraço

Sol


De Ibel a 12 de Fevereiro de 2010 às 19:44
Realmente aprende-se muito consigo, Soledade. Começo a achar que pouco ou nada sei de tradições e penso que os programas deveriam contemplar o estudo de aspectos etnográficos.Ignorava totalmente este Carnaval de Podence. Não aprecio nem nunca apreciei o Carnaval, mas este parece-me apetecível. Quem sabe um dia?
Este ano vou para a Serra da Estrela repousar. Preciso de calma e de muita paz. Quero ir respirar os ares onde a minha mãe nasceu e foi menina com neve, para me sentir mais perto dela. E mais pura.
Beijinho


De sarrabal a 13 de Fevereiro de 2010 às 01:15
Pois é, Ibel, também concordo: os programas escolares deviam contemplar o estudo dos aspectos etnográficos do nosso país. Professores e alunos saíam mais enriquecidos e talvez muitas das nossas tradições não se perdessem.

O texto dos «caretos» é uma pequena amostra do texto integral que elaborei para a colecção «Festas e Tradições Portuguesas». No respectivo volume (o 2º, dedicado ao mês de Fevereiro) o Carnaval de Podence conta com 16 páginas e várias fotos inéditas. No Sarrabal ficou apenas um resumo, muitos pontos não foram focados.

Mas temos outros carnavais bem singulares e genuinamente portugueses: «O Enterro do Pai Velho» (Lindoso, Ponte da Barca); o «Entrudo de Lazarim» (Lamego); «A Dança Grande» (Cabanas de Viriato, Carregal do Sal) ou «Os Cardadores de Ílhavo» (Ílhavo, Aveiro).

Sobre festas e tradições portuguesas, Ibel, não hesite, é só perguntar. Oito grandes volumes sobre a nossa etnografia, mal de mim se não soubesse responder, não acha?

Boas férias na Serra da Estrela!

Beijinho

Sol


De Sandra a 13 de Fevereiro de 2010 às 00:04
Muito interessante o seu texto, diferente a roupa..
Gostei..
Ola!
Também estou participando da Coletiva.
Por isso vim convidar para brincarmos o carnaval..Passe lá.
Estou na Coletiva da Minha aldeia, com o blog http://sandrarandrade7.blogspot.com.
Te espero no blog para conferir e brincar este carnaval.
Vou te espear por lá.
Com muito carinho
Sandra


De sarrabal a 13 de Fevereiro de 2010 às 01:56
Cara Sandra:

Grata pelas simpáticas palavras. Fui ao teu blog, tentei deixar um comentário, mas não consegui, simplesmente, porque não tenho conta no google. Deve ser fácil fazer a inscrição, mas não tenho grandes conhecimentos. Desculpa, sim?

Penso que sejas brasileira. Acertei? Não sei é se estás em Portugal ou no Brasil. Pelos comentários que li no teu blog, fiquei com dúvidas. Também não entendi se pertences ou não ao blog da Lena (Aldeia da minha Vida)...

Nunca simpatizei muito com o Carnaval. Antes pelo contrário. Mas sempre gostei de ver pela TV o Carnaval no Brasil. Os desfiles são deslumbrantes.

Beijinho e feliz e divertido Carnaval!

Sol


De Daniel de Sá a 14 de Fevereiro de 2010 às 00:50
Belíssima descrição destes famosos costumes.
Curiosamente, aqui na Maia, em São Miguel, não se diz "caretos" mas algo muito parecido, "caretas". E, quanto à lareira antiga, por cá também é o lar.
Um abraço.
Daniel


De sarrabal a 14 de Fevereiro de 2010 às 02:26
Viva, Daniel!

Se não me surpreendeu muito que, aí, na Maia, se chame «careta» aos mascarados, já o mesmo não posso dizer dos «lares». Não sabia que o nome era utilizado também nos Açores. Terá sido, mesmo, herança dos Romanos?

Tenho acompanhado os seus textos no «Espólio». Sempre com interesse - o meu e o dos seus escritos.

Abraço muito amigo.

Sol

Abraço da Sol


De Daniel de Sá a 15 de Fevereiro de 2010 às 01:58
Mas claro que sim, amiga Soledade. Como sabe, os Lares eram os deuses romanos do fogo doméstico. Foi deles que passou á Língua Portuguesa, primeiro como sinónimo apenas de lareira, e mais tarde significando também habitação.
Um abraço.
Daniel


De Daniel de Sá a 15 de Fevereiro de 2010 às 02:02
Sei que me era dispensda a seguinte explicação, mas aquele acento no "á", que só poderia ser "à", aconteceu porque levantei o polegar antes de carregar na tecla respectiva.


De sarrabal a 15 de Fevereiro de 2010 às 20:41
Claro que sim, Daniel, era escusada a explicação. Acontece aos melhores. As «gralhas» e os pequenos descuidos são a nossa arrelia!

Sol


De sarrabal a 15 de Fevereiro de 2010 às 20:36
Certamente, Daniel. Mas temos, ainda, Véstia, também ela deusa romana do lume familiar, os Penates e os Manes, colocados igualmente junto dos Lares, nas lareiras das casas romanas. O nome destes últimos terá prevalecido, é verdade. Mas que designação dariam os romanos às próprias lareiras? Lares? A mitologia é fascinante, embora muito complicada...

Outro abraço.
Sol


De sarrabal a 15 de Fevereiro de 2010 às 20:47
Como vê, amigo Daniel, acabei de trocar as minhas respostas aos seus comentários...

Sol


De Daniel de Sá a 16 de Fevereiro de 2010 às 12:54
Amiga Soledade
Em Latim clássico a lareira era "focus". Depois o sentido evoluiu também para significar "casa", mais ou menos como sinónimo de "domus", portanto. E, como sabe, temos o eco dessas designações, pois chamamos "fogos" a casas e dizemos da que habitamos que é o nosso domicílio.
Um abraço.
Daniel


De sarrabal a 16 de Fevereiro de 2010 às 13:13
Caríssimo Daniel:

Obrigada pela preciosa informação. Não há dúvida que da Antiguidade nos vem tudo. É bonito saber e, melhor ainda, aprender.

Abraço muito amigo.

Sol


De Armando Pinto a 14 de Fevereiro de 2010 às 16:51
Mais um grande trabalho, que dispensa palavras, tal o apreço que desperta em nós.
Na minha região os costumes do Carnaval sempre foram mais simples, embora comalgumas particularidades, como refiro num texto que publico no meu blogue. Onde,conforme reiro, o nome também é caretas. Contudo sem nada ter a ver com o rico memorial que representa o caso que tão bem descreve.
Abraços do
Armando Pinto


De sarrabal a 14 de Fevereiro de 2010 às 17:47

Retribui a visita e fui até ao seu blog, neste Domingo de Carnaval, para saber como era e como é o Carnaval de Longara. Gostei do que li. Foi uma boa ideia iniciar o seu blog. Deixei um comentário.

Muito engraçado o dito «ficar em casa a fiar as barbas do Entrudo». O que quer dizer, exactamente?

Outro abraço para si.

Sol


De Armando Pinto a 14 de Fevereiro de 2010 às 18:07
Prezada D. Soledade:
Agradecendo sua sempre tão grata visita ao m/ blogue, quero manifestar-lhe mais ainda que, por isso mesmo, é bom podermos trocar estas notas e ter oportunidades, como as que estes locais informáticos nos proporcionam. E, nesse sentido, mais uma vez lhe manifesto o meu apreço.
Quanto ao que refere particularmente:
O significado, quanto a antigamente dizerem por aqui que estavam a fiar as barbas do Entrudo, em poucas palavras, é o seguinte:
Naqueles tempos recuados, as mulheres costumavam ficar em casa a fiar, normalmente à soleira das portas, para se distraírem a ver passar os transeuntes, as amigas e as raparigas que andavam em danças pelos caminhos, a bem dizer, e assim poderem conversar um bocado. Ora fiavam em rocas as estrigas de linho, que como tal pareciam barbichas, as tais barbas... Por isso, quem assim procedesse, indo contra o costume estabelecido de não fiar nessas ocasiões, estavam sujeitas a que lhes queimassem as rocas...
Grande abraço do
Armando Pinto


De lena a 15 de Fevereiro de 2010 às 16:57
Olá Soledade!
Acho que já lhe contei que adorei conhecer essa tradição dos Caretos-Podences,e espero ir um dia até Trás-os-Montes para ver ao vivo e a cores.
Brindou-nos com algo bem português que devemos preservar.

Jocas gordas
Lena


De sarrabal a 15 de Fevereiro de 2010 às 23:55
Lena, acho que também já lhe disse que o texto está resumido. No respectivo volume, conto muito mais sobre os «Caretos de Podence». Adoro etnografia e foi um gosto elaborar a colecção «Festas e Tradições Portuguesas». Terminei o oitavo volume com o mesmo entusiasmo com que iniciei o primeiro.

Beijinho igualmente «gordo» para si!

Sol


De Ibel a 16 de Fevereiro de 2010 às 22:18
Mas como eu gostei do diálogo Daniel e Sol. Que de erudição vai neste"lar"!!!!
Beijinhos para os dois.



De sarrabal a 17 de Fevereiro de 2010 às 01:00
Ibel, presumo e desejo que tenha tido umas boas férias. Pelo menos, sei que a neve não faltou ao encontro na Serra da Estrela (vi na TV)!
Ainda bem que gostou do nosso diálogo. O Daniel é um belíssimo professor. Então em latim clássico, é o que leu! Ao contrário de «certos» blogs, aqui, há amizade, respeito, concórdia. Bom, e quando surge uma pergunta, temos sempre uma resposta - pelo menos, até agora...

Beijinho

Sol

PS. Enviei-lhe um e-mail.


De bruno a 6 de Julho de 2016 às 23:57
onde se pode comprar um fato de careto?


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