
A «festa» do segundo ano do Sarrabal continua. Isto é, prossegue com a publicação do poema que me foi enviado aqui para o blog, dentro desta linda caixa, por um dos melhores bloggers que conheço: Rui Vasco Neto, o famoso RVN.
Sete Vidas como os Gatos é o nome que escolheu para o seu blog. Há, no Rui (acho eu), duas personalidades distintas, assim como uma espécie de «dois em um» (ou, até, três). Uma delas bem disposta, com humor, capaz de nos pôr a todos a sorrir. A outra, onde corre um fiozinho de tristeza, bem visível no poema que pode ser lido abaixo. Talvez porque «a Primavera da vida também tem dias de chuva», como diz Rui Veloso na canção. Às vezes é preciso utilizar mais a sombrinha ou o chapéu-de-chuva para não nos molharmos – se é que conseguimos evitar alguns pingos bem frios – do que para nos protegermos do Sol. O Rui sabe disso tão bem quanto eu.
Muito do que escreve tem, como referi, um humor especial, delicado na escolha das palavras, com uma graça tão dele, numa forma tão própria e original que se conhece à légua o estilo dos seus escritos. Aliás, não foi por acaso que o seu blog mereceu dois destaques no
Mas assim como nos faz sorrir ou rir, o Rui é igualmente perito em levar os seus leitores até àquele ponto em que uma emoção ou lagrimazita é muito bem capaz de assomar aos nossos olhos. Pela sensibilidade, pela solidariedade, pela voz que levanta quando fala de problemas, de situações alheias, infelizmente comuns no nosso dia a dia. Diria, uma espécie de porta-voz daqueles que foram vítimas desta nossa sociedade tão implacável quando se trata de julgar o próximo – principalmente, os mais desfavorecidos da sorte.
Sim, a politica também não lhe passa ao lado. Mas há consciência no que escreve. Não afronta, mas defronta, o que não é bem a mesma coisa.
Conheci o Rui, primeiro, ao vê-lo como apresentador de Televisão. Depois, aqui, na blogosfera, como vizinho. Agora, somos amigos pessoais fora da Net. Por muitos anos e bons, espero e desejo.
Além de excelente jornalista, de apresentador de TV e de bom poeta, o Rui ainda consegue ter uma boa voz e cantar bem o fado, sendo autor da música e das letras que canta. É um dotado, este senhor que nos oferece hoje um belo poema. E um Amigo que muito admiro e estimo.
Bom, e lá volto eu a desenrolar a passadeira vermelha e a colocá-la, muito bem esticadinha, aqui no Sarrabal. Rui Vasco Neto, chegou a sua vez de passar. Acompanhado do Gastão, pois claro! Ou pensava que me esquecia dele?
Soledade Martinho Costa
SE, TALVEZ
Gaivota de Audouin (Larus audouini). Foto de: Agostinho Gomes.
Se uma gaivota viesse
trazer-me um céu de cidade
onde o sol não se pusesse
tão cedo na minha idade,
onde a noite acontecesse
com uma naturalidade
que me surpreendesse,
como o faz a liberdade…
se esse céu me acolhesse
(e se no céu eu coubesse)
como nuvem de ilusão,
ou anjo de fantasia,
talvez então eu vivesse
porquanto o meu coração,
perfeito, já não sentia.
Rui Vasco Neto
( A seguir: RICARDO N. do BLOG GOLFINHO ALEGRE)
Querida amiga, são os seus olhos e nada mais, isso e a sua simpatia, pronto, vá lá, que conseguem este milagre de ver em mim o que de todo não chegp a ser, lamentavelmente. Mas fico-lhe grato pela atenção e registo o seu engano, com carinho, na secção de boas vontades. Agora ao que interessa: parabéns Sarrabal!! Está de facto de parabéns, minha amiga, que o seu esforço está à vista e ganha novo relevo em mais este aniversário. Desejo-lhe o melhor, como sabe. E fico ao seu dispor, como sempre, dentr ou fora da blogosfera, neste mundo de letras que nos une antes de mais nada.
De
sarrabal a 9 de Agosto de 2009 às 20:41
Rui:
Não é nada dos meus olhos. Por enquanto, ainda vejo bem. A sua modéstia é que o faz falar, meu Amigo. O seu «retrato», quanto a mim, até está bastante fiel!
Grata pelas palavras que me deixou. Sim, amigos dentro ou fora da blogosfera, para além das letras, evidentemente...
Sol
De Daniel a 13 de Agosto de 2009 às 02:13
Soledade
Isso é uma biografia quase perfeita do Rui. Posso assinar? E com um forte abraço?
Rui
Um "anjo de fantasia"! Homem, entre muitas e belas imagens do poema, esta assenta-te como uma alma. Não sei se tiveste consciência de tal, mas é isso mesmo que tu és. Uma anjo humano, acrescentarei eu. Por isso gosto de ti.
Um abraço.
Daniel
daniel,
vê só o que fizeste, deixas-me corado e sem saber onde pôr as mãos, sem jeito nenhum, grande e desajeitado... Credo, home de Dês! Isto lá tem tarelo?! Anda, vai para dentro, está toda a gente a olhar, a ver que faço eu nesta enrascada, já se sabe. E eu? Abraço-te, muito, muito, olhinho a brilhar de felicidade por este privilégio do teu sincero afecto... e depois tusso grosso, digo duas alarvidades e coço as partes para não dar parte que sou dado a estas mariquices. Tás a ver?
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