Domingo, 2 de Março de 2008

ABRE-LATAS - OS GATOS, FEDORENTOS!?

 
Fedorentos os gatos, meus caros amigos, nunca!
 
Podemos dizer que um porco é um animal fedorento. Porque ele sim, é o fedor em animal. Principalmente, se dermos um giro por essas aldeias bem portuguesas, onde os porcos são criados no «chiqueiro», bem junto das casas dos respectivos donos – e também das casas daqueles que nada têm a ver com o assunto. A não ser, suportar o fedor. Um fedor que empesta, sufoca e faz com que os porcos sejam animais super fedorentos. Não os gatos. Que não se confunda.
 

 

Tão fedorentos são os porcos, que se diz, quando nos abeiramos de alguns locais: «Aqui há porco». Ou, no caso de passarmos de carro numa estrada: «Aqui há uma suinicultura». Resta-nos fechar as janelas do carro, porque o fedor teima em acompanhar-nos ao quilómetro. Quanto a porcos fedorentos, estamos falados.
 
Passemos agora aos bodes. Ora aqui temos outro exemplo de um animal fedorento. Do pior. Quando os bodes (e as cabras) passam por nós ou nós por eles, o fedor é verdadeiramente insuportável. Decerto, já notaram, não? Basta apenas um animal para o fedor ser intenso. Quanto mais quando se trata de um rebanho com bodes e cabras à mistura. Bodes fedorentos são uma realidade comprovada. Mas não os gatos, repito. Adiante.
 
Vamos, então, aos macacos. Fedorentos até dizer chega. Haja alguém que o negue. O fedor dos macacos infesta de tal maneira, que estando nós ainda longe da «aldeia dos macacos», no Jardim Zoológico, já o cheiro fedorento faz adivinhar a localização do seu «habitat». São igualmente fedorentos quer os macacos grandes, os médios, os assim-assim e os pequeninos, os bebés macacos, a mamar nas tetas das macacas mamãs. Todos eles fedorentos, sem margem para dúvidas. Meu Deus, mas os gatos…
 
Bom, e o que me dizem das doninhas? Há lá coisa mais fedorenta do que uma doninha fedorenta? Nem elas aguentam o seu próprio fedor! Ou, então, disfarçam bem. Mas, os gatos, fedorentos? Os gatos!? Por favor… Acho um verdadeiro insulto dirigido aos felinos caseiros e cá estou eu para não deixar passar o ultraje sem uma palavra em defesa dos mesmos.
 
Vocês, grupo de jovens/revelação, não escolheram o nome certo. Escolheram o nome à altura dos vossos conhecimentos de zoologia, que, desculpem-me a franqueza, parecem não ser lá grande coisa. Enfim, digamos que a mais não são obrigados. Eu é que me sinto na obrigação de vos esclarecer. Só isso. Continuemos, pois.
 
Reparem nos cães. Aí está mais um animal fedorento. Refiro-me aos cães que nascem e morrem sem ter havido mão caridosa que lhes tenha dado, ao menos, um único banho. Daí, os cães serem também animais fedorentos. Tentem coabitar com um cão fedorento. É de fugir. O fedor é tanto que não há narina que aguente. Mas meter os gatos no embrulho…  Aliás, sempre se disse «um cão fedorento» e não «um gato fedorento». Agora é que se vai ouvindo a injusta denominação. E porquê? Porque vocês, rapazes, resolveram, em má hora, aparecer com este nome: «Gato Fedorento»!
 
Haja bom-senso: os gatos nunca foram fedorentos. São animais elegantes, brincalhões, dorminhocos, friorentos, miões, noctívagos, fobiaquáticos, larápios (um carapauzito por outro), assanhados (quando é preciso), caçadores. Nunca, mas nunca, fedorentos! Fedorentos só na vossa imaginação, provocação e má fé, sem dúvida...
 
Os gatos, meus amigos, mal acabam uma refeição, ei-los logo a cuidar da sua higiene e aparência. Todos nós sabemos que fazem, até, a sua limpeza orgânica para se livrarem de parasitas internos. Volta não volta, lá estão eles em busca da chamada erva-gateira.  Mais. Os gatos não deixam os seus cocós nos passeios, como deixam os cães – ou os donos deles. Muito pelo contrário. Escolhem o sítio certo, ajeitam-se, e no fim é vê-los a tapar, com a patinha delicada, o «presente» deixado discretamente. Com o chichi, fazem a mesma coisa.
 
Agora, reparem nos cães. Vá de alçar a perna e todo o lugar lhes serve: a base dos candeeiros da rua, muros, portas, canteiros de jardins, pneus dos carros… Ninguém os trava. O pior, é que atrás de um cão, vem logo outro cão fazer mais um chichi exactamente no mesmo sítio. Uma verdadeira praga. E o fedor?
 
Caros «gatos»: aceitem o conselho de uma amiga dos gatos, que não tem gatos em casa. Mudem de nome. Mas não mudem de profissão. Ganham vocês e ganham os pobres dos gatos, que devem andar fartos, fartíssimos de ser injustamente injuriados e humilhados. Vão por mim. Gatos fedorentos, nunca! Tenho dito.
 
Soledade Martinho Costa
    
 
 
 
 
 
publicado por sarrabal às 18:40
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