Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

MANUEL DA FONSECA

 

O Alentejo acende-se no vento
Pede o canto da água
Veste de cal as paredes das casas
Fala de lutas e coragem.
                                            
Tu, escutas o rumor dos passos
O nome dos homens a quem deste voz
Adivinhas a paisagem
Na cor da hortelã e do poejo
No trigo das searas.
                                                                                                                                
Entre ciprestes
Repousas no cimo do cerro maior.
 
Cumpriu-se o teu desejo.
 
 
Soledade Martinho Costa
 
Do livro «O Nome dos Poemas»
publicado por sarrabal às 18:41
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

DO LADO DE CÁ - ROMEIROS

                    

São Lázaro e suas irmãs Marta e Maria Madalena, Capela de São Lázaro, Santilhão, Bragança.                   
 
 
Terminada a grande celebração litúrgica, o povo dá então largas ao seu contentamento, ao seu entusiasmo, à esperança de que as suas preces tenham sido ouvidas. Porque as consciências repousam agora na paz das penitências cumpridas.
 
Esquecem-se os joelhos sangrados e o peso dos círios. Os risos trepam aos olhos onde a comoção, pouco antes, tinha feito poiso. As almas soltam-se. As conversas são outras. Só é preciso ter fé, e essa tem-na o povo.
 
Por isso faz as suas procissões. Recama, por sua mão, com pétalas de flores, os caminhos que pisam os seus santos. Faz e cumpre promessas. Invoca Cristo.
 
Mas sem alegria a devoção não é perfeita. Daí, a necessidade do deslumbramento feérico das luzes a iluminar cansaços de imensa escuridão. Do aconchego das vozes nos ouvidos que poucas falas escutam. Da presença de quem não se conhece e se aceita por companhia e por amigo. Da blusa nova conquistada ao mealheiro. Dos aromas, peregrinos de paisagens, nomes e distâncias. Do pão, a lembrar das mãos os gestos que percorrem as searas. Dos foguetes, sem asas para tocar os céus. Dos abraços, da música, da magia, a envolverem o corpo e o espírito num tule de segredos que ninguém descobre.
 
No mar de gente, como se fora tão-só o mesmo corpo, um único desejo. Quase ingénuo, por tão simples. E tão pouco exigente por tão puro: ver, ouvir, participar – estar presente.
 
Faz-se a reconciliação com o dia-a-dia. Com as horas que o tempo esgota sem compromisso de regresso. Tréguas tão breves, essas. Contudo, as que são permitidas e possíveis. O mundo não é assim. Muito menos a vida.
 
Para esquecer rotinas que obrigam ao retorno, há que viver a festa. Respirá-la. Bebê-la. Como se fora um campo de lilases. Uma fonte que socorre a nossa sede. Ainda que a ilusão dure tão pouco. Que a evasão seja tão breve. Irremediavelmente, por um ou poucos dias.
 
Soledade Martinho Costa
 
 
publicado por sarrabal às 02:52
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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

BEM-VINDA, ALEXANDRA!

                        

A «cegonha» trouxe a minha neta Nayara Alexandra no dia 17 deste mês de Agosto, ao meio-dia em ponto, com o peso de 3 quilos e trezentas gramas. É outra leoazinha a juntar-se à prima Teka(Teresa), que completou 9 anos no passado dia 3.
 
Nayara Alexandra é a mana aguardada, ansiosamente, pela Soli (Soledade Eugénia), com 6 anos, do signo Escorpião, 31 de Outubro.
 
«Três, é a conta que Deus fez». Três meninas, mais o Rafa (Rafael, é evidente), irmão da Teresa, 11 anos feitos no dia 6 de Julho, portanto, do signo Caranguejo.
 
Aumentou o número de netos, mais precisamente, de netas. Bem-vinda ao grupo, Nayara Alexandra (Xana)! Que Deus te faça feliz.
 
Beijinhos aos pais, Laura e Luís Miguel.
  

Avó babada? Com certeza que sim!

 
                                
AVÓS
 
É repetir a essência
Da infância em nossos olhos
Os cuidados, os mimos e o medo.
 
É repetir um segredo
Que a vida há-de contar
Depois da nossa ausência.
 
É repetir o amor.
 
Soledade Martinho Costa
                                   
publicado por sarrabal às 17:32
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

PARABÉNS, SARRABAL! (AGRADECIMENTO)

               

 
E chegámos ao fim deste desembrulhar de «presentes», enviados ao Sarrabal por alguns amigos, a quem agradeço, uma vez mais, as «lembranças». Foi esta a maneira de festejarmos em conjunto os dois anos (e um mês!) que leva de vida este blog – de 23 de Julho a 23 de Agosto.
Agora vou voltar ao trabalho, que o Sarrabal não é, como pareceu durante quatro semanas, um blog colectivo. É um blog individual. Assim irá continuar, a não ser que surja motivo em contrário. De vez em quando gosto de publicar posts dos meus amigos.
Para todos o meu abraço de amizade.
 
Soledade Martinho Costa
publicado por sarrabal às 21:50
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Sábado, 22 de Agosto de 2009

PARABÉNS, SARRABAL! (VALUPI)

                       

 
O meu convidado de hoje na «festa» do Sarrabal (o último), assina os seus textos com um pseudónimo: Valupi, bem conhecido na blogosfera, quer queiram, quer não – alguns não.
 
Tanto quanto sei, por tantas vezes dito e repetido, o pseudónimo tê-lo-à perfilhado a partir do nome de alguém – uma mulher, creio – que muito o sensibilizou ou deslumbrou. O resto, se o há, fica no segredo dos deuses. Valupi é o Valupi do Aspirina B e está tudo dito.
 
Ultimamente na «especialidade» de comentador político, consegue, diariamente, colocar no seu blog textos assinados por si, num ritmo que faz inveja (calculo) à maioria dos nossos bloggers. Abordando temas actuais, pertinentes, escritos numa clareza de ideias e de estilo que deslumbra, principalmente, a quem, como eu, tem a paixão da escrita.
 
Para o Valupi, que considero um consagrado intelectual, o acto de escrever parece ser idêntico ao de respirar. Aliás, é forçoso que o diga, não é de todo fácil para mim elaborar uma introdução como esta, para falar do exemplo brilhante de alguém que parece dar-se por inteiro à tarefa de bem escrever.
 
Tem amigos e inimigos. Seguidores e opositores. Quem lhe dê força para continuar a escrever os posts que escreve, e quem tente que mude o rumo à sua forma de pensar. Assim se consagra como um nome respeitado da nossa praça e nunca derrotado (?) perante argumentos alheios.
 
Com calma, classe, imperturbável, com um certo humor, responde aos comentários mais agressivos. Com calma, classe, imperturbável, com um certo humor, agradece os comentários simpáticos de quem também sabe o que diz.
 
Sempre achei o Valupi uma pessoa de uma inteligência pouco vulgar. Brilhante na erudição dos seus escritos, políticos ou não. Fraterno e amável na lidação com os outros. Assim o foi e é comigo. Se há (houve) alguma dúvida da minha parte, um dos seus textos (já lá vão dois anos) veio mostrar-me que sabe, ao mesmo tempo, guiar-se pela razão e pelo coração. O que não é vulgar.
 
Durante quatro meses (de Março a Julho de 2007) fui colaboradora do Aspirina B. Boas e menos boas recordações. Mas um nome ficou na minha memória afectiva: o do Valupi.
  
Resta-me estender, pela última vez este ano, a passadeira vermelha. Valupi, meu amigo, és tu quem vai encerrar este ciclo de «presentes literários» e de «festa». Podes avançar. O teu texto (e olha que texto) vem já a seguir!
 
Soledade Martinho Costa
 
A PISCINA DA SOLEDADE
  
 
 

A Soledade entrou no Aspirina B pela mão do José do Carmo Francisco. Este, pela mão do Fernando Venâncio. Este, pela minha. E eu, pela do Luis Rainha. Ou, contado de outra forma, o Luis Rainha convidou-me para fazer parte do grupo fundador donde nasceu o Aspirina B. Em Janeiro de 2006, dois ou três meses depois da inauguração, propus a esse grupo fazer-se o convite ao Fernando. Várias pessoas entraram nessa 1ª leva de mudanças no elenco, e o Aspirina B ficou diferente. A sua natureza, poucos meses depois, voltaria a mudar, com várias saídas e entradas. E assim até hoje, com sucessivas alterações na equipa de autores, como é frequente nos blogues colectivos. Para nossa sorte, a Soledade fez parte da casa durante um breve, mas muito intenso, período. Estamos-lhe gratos ― e vaidosos.

 

O que é um blogue? Dependendo da experiência de vida, e da relação com a Internet, cada um terá a sua concepção. Não há consenso, e ainda bem. Mas é frequente, para quem se inicia no meio, encontrar analogia entre os blogues e os jornais ou revistas. Apenas o veículo seria diferente, de suporte digital, mas o estatuto e os objectivos os mesmos, dizem alguns. Outros pensam o contrário: um blogue é um espaço de expressão pessoal, não regulado por qualquer etiqueta, moral ou deontologia. É um espaço informal, não convencional. Ora, quando se juntam antagónicas perspectivas num colectivo, os conflitos são inevitáveis. E foi isso que imediatamente aconteceu com a Soledade, tendo ela recebido um baptismo de blogosfera extremamente animado, feérico. A sua cultura não se conciliava com a cultura do Aspirina B, cada uma com maturidades e horizontes diferentes para explorar, o que veio a revelar-se providencial: o Sarrabal começava a nascer.
 
Alguns dos melhores momentos que passei no Aspirina B estão associados às conversas e brincadeiras que resultaram da presença da Soledade. Como ela sempre alinhou com excelente humor e galhardia, atingiram-se picos de graça inesquecíveis e homéricos. E criou-se um mito à volta de uma entidade ainda hoje misteriosa para o comum dos mortais: a piscina da Soledade. Alguns investigadores afiançam que ela nunca existiu, apenas ilusão de óptica para caminhantes no deserto urbano. Alguns eruditos pretendem ver nessa referência uma alusão simbólica a tesouros escondidos, fontes de juventude. E alguns simples, onde me incluo, sabem que a piscina da Soledade existe sempre que nos atrevemos a mergulhar nas suas plácidas e refrescantes palavras. Que inveja que eu tenho da piscina da Soledade...
 
 VALUPI
 
publicado por sarrabal às 18:15
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

PARABÉNS, SARRABAL! (NILS)

                   

 

Pedro Corrêa (Nils) estava de férias quando lhe deixei o convite para fazer parte dos convidados para a «festa» de aniversário do Sarrabal. Mal chegou e leu o e-mail, apressou-se a enviar-me a sua «prenda/literária» dentro desta caixinha.
 
O nosso relacionamento na Net vem de há tempos atrás, quando um amigo comum precisou de algumas palavras de apoio para ultrapassar algo que muito o perturbou por essa altura. Sim, que a blogosfera, por vezes, até parece uma autêntica fera, quando alguns blogs, nas caixas de comentários (e no anonimato), decidem amesquinhar, ofender, magoar, aqueles que se deixam apanhar, ingenuamente, nas suas teias. Mas tudo já lá vai, embora esse nosso amigo ainda hoje se ressinta do mau bocado que passou.
 
O Nils dirige o blog Diz-me a Verdade Acerca do Amor. Não colectivo, todos os textos são de sua autoria: sobre o amor, evidentemente. Quando recorda a infância, os tempos da adolescência e os dias actuais. O amor, sempre. Mesmo quando as suas histórias nos contam histórias que não são as suas. O homem, a mulher, os nomes femininos, as voltas do amor, o avesso do amor, o amor passado, o amor no presente: tudo isso é o Nils.
 
Agora, pensando bem, o que poderei eu dizer-te acerca do amor? Tudo aquilo que tu já sabes, melhor do que ninguém? A conversa levar-nos-ia longe, tão longe Nils, que não mais sairíamos de considerações. O melhor é ficar por aqui e ir lendo o que tu vais escrevendo sobre este assunto – universalmente debatido e nunca esclarecido de forma concreta. Será que o amor existe, realmente, ou somos nós que o inventamos? Quem souber, que responda. Que nos conte a verdade acerca do amor.
 
Para minha perplexidade, devo dizê-lo, eis que o Nils nos brinda com um curto poema. Sobre o amor? Não. Sobre…D. Sebastião! Coisas dos criativos; não há nada a fazer.
 
E pronto, é tempo de estender a passadeira vermelha. Chegou a tua vez, Nils, de desfilar aqui, no Sarrabal!
 
Soledade Martinho Costa
 
SEBASTIÃO
 
«D. Sebastião», João Cutileiro, Lagos, Algarve.
 
Levavas uma nação
A outras geografias
E sem saber que o fazias
A esperar-te em vão
 
Levavas uma nação
A outro destino
Rei feito menino
Do reino ambição
 
Certo é seres um
Ser quinto
Teu todo
 
Certo é seres nenhum
Ser findo
Teu denodo
 
Pedro Corrêa (Nils)
 
(A seguir: VALUPI do BLOG ASPIRINA B)
 
 
publicado por sarrabal às 19:25
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Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

PARABÉNS, SARRABAL! (DANIEL DE SÁ)

 

              

 

Aqui está mais um presente para celebrar o aniversário do Sarrabal, desta vez enviado dos Açores. Mais precisamente, da Maia, em S. Miguel, de onde é natural e onde vive quem mo envia: o meu Amigo Daniel de Sá.
 
Além de se «estrear», recentemente, como bloguista – aconselho, vivamente, o seu blog O Espólio –, o Daniel é autor de muitos e belíssimos livros. Entre as novelas, contos, crónicas, romances, teatro e ensaios, assina, ainda, os poemas que podem ser lidos em livros, diversas publicações e também em blogues. Não muitos, diga-se de passagem.
 
Trabalhador infatigável da escrita (a receber, continuamente, convites para elaborar obras de carácter histórico e etnográfico sobre os Açores), sensível, amigo do seu amigo e das causas nobres, mas, sobretudo, demasiado modesto, Daniel de Sá foi agraciado no dia 10 de Junho de 2008 com o grau de Oficial da Ordem Infante D. Henrique, em cerimónia realizada em Angra do Heroísmo, Açores – pela primeira vez em separado nas Regiões Autónomas. Exactamente, pelos serviços prestados em prol da cultura, considerando o conjunto da sua obra.
 
No texto que me enviou dentro desta linda caixa, e que publico já de seguida, está explícita (e com lúcida razão) alguma crítica à forma como em certos blogues se utiliza a linguagem escrita. Mas não se trata apenas disso, não é assim, Daniel? Como eu o entendo! Há «histórias» que magoam. Que deixam marcas, principalmente, quando a injustiça se sobrepõe à inteligência, ao discernimento e à tolerância. O melhor é fingir que nada se passou. Ignorar e passar adiante é um bom remédio, creia. Fica-nos a esperança de que o «bem» possa vencer o «mal».
 
Resta-me agradecer as palavras bonitas do seu texto e colocar a passadeira vermelha. Caros amigos, eis o escritor Daniel de Sá!
 
Soledade Martinho Costa
  

 

ESCREVER NO NADA
 
 
Para quem se escreve?...Para uma mãe?...Para os filhos?...Para os amigos de tertúlia?...Para os ignorantes ou para os cultos?...
A escrita ideal terá em conta que se escreve para todos eles. E não deveria envergonhar quem tem mãe de que ela a lesse. Nem envergonhar os filhos de lerem as palavras da mãe ou do pai. A escrita ideal honra os amigos, instrui os ignorantes e agrada aos cultos.
Gosto do cheiro das letras. Entre a possibilidade do ecrã e da página no livro ou no jornal, prefiro a página. Mas a maior parte da escrita que hoje se faz viaja no espaço virtual. Chega a dar a impressão de que se escreve no nada. Talvez por isso haja quem desça nos blogues à mais baixa condição da expressão humana. Sem respeitar valores éticos ou sentimentos morais. Mas há também os espaços virtuais onde a gente se sente à vontade. Aqueles de que se gosta, porque se gosta de quem os faz e das coisas que neles diz. O «Sarrabal» é um desses. Por isso desejo que viva por muitos mais anos. Para nos ajudar a acreditar que a «Rede» sabe distinguir entre o bem e o mal. E que pode servir para exercícios de cultura, de bom gosto e de amizade.
Um abraço de Sol no mês de Agosto!
 
Daniel de Sá.

 

(A seguir: NILS do BLOG DIZ-ME A VERDADE ACERCA DO AMOR)

publicado por sarrabal às 20:51
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Domingo, 16 de Agosto de 2009

PARABÉNS, SARRABAL! (CARLOS EDUARDO FREITAS)

                

  
Este presente, que me chega nesta caixinha, vem do Brasil. Quem mo envia é Carlos Eduardo Freitas. Como ele próprio se define: «brasileiro, palestrante, ilustrador e contista, um amigo de terras além-mar». O Edu é outro convidado para a «festa» do segundo aniversário do Sarrabal.
 
Autor de BD, dirige dois blogs. Um deles o Outerzone Chronicles, que descreve como «uma viagem pelo mundo das ideias e da literatura, com personagens inusitadas e cenários inesperados». Assim é. Nele encontramos Jeremias, Bill Cascata, Tom, Regis ou Macedo. E localidades como Cupim ou Formigas.
 
O outro blog tem o nome  Zona Crepuscular – Nem dia, nem noite…, que Edu esclarece ser um «breve relato de histórias fantásticas e acontecimentos que beiram o surreal. Que vivem a acontecer por tantos seres por aí.». E convida: «entre e leia com cuidado, pois estes fatos podem acontecer com seu vizinho, com sua amiga, com seu colega ou até com você, num determinado ponto da sua vida onde não é dia e muito menos noite…». Aqui, tomamos conhecimento com Raton e Yst (o anjo da asa quebrada), nas tais «histórias fantásticas» em BD.
 
O Edu mora em São Paulo, um dia (quase há dois anos) visitou-me e deixou um comentário. Depois, continuou, com regularidade, a visitar o Sarrabal e a deixar a sua simpática opinião na caixa dos comentários. Ficámos amigos, naturalmente.
 
Agora, aproveito para dizer que os teus blogues andam a precisar de um pouco mais da tua atenção e do teu trabalho. Eu sei, eu sei que o mestrado não te deixa muito tempo livre. Mas, quando puderes…
 
E lá estendo a passadeira vermelha para passar o Edu. Abraço amigo para ti aqui de Portugal!
 
Soledade Martinho Costa
 
SARRABAL QUE SEGUES
 
«Portal do Sarrabal», desenho de Edu Freitas.
 
Que dizer?
Um almanaque a unir países,
Pessoas que se encontram em torno das tuas folhinhas
Curiosas que diariamente
Comumente nos alegra
De tão bem preenchido por sua madrinha
Sol que não sossega!
 
Amo passar por teus portais
Mil castelos sarrabais!
 
Edu Freitas
 
( A seguir: DANIEL DE SÁ, do BLOG O ESPÓLIO)
 
 
publicado por sarrabal às 00:26
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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

PARABÉNS, SARRABAL! (RUY VENTURA)

                        

 
Ao abrir este presente, esta caixinha com laçarote de cetim, dei com o poema que publico abaixo. O seu autor é Ruy Ventura, outro dos meus «convidados» para o aniversário do Sarrabal.
 
O poema consta do último livro do Ruy, intitulado, sugestivamente, «Chave de Ignição». O lançamento da obra, com a chancela da Editorial Labirinto, efectuou-se no dia 16 do passado mês de Julho, na Sala Polivalente da Biblioteca Municipal de Sesimbra.
 
Tive conhecimento, por quem lá esteve (o Ruy sabe a razão da minha não comparência), que o lançamento foi um êxito: sala cheia, bom convívio, boa participação do poeta João Candeias (que não vejo há imenso tempo), a quem coube a apresentação da obra.
 
Conheci Ruy Ventura no lançamento de um livro de Rita Ferro. Poucos anos antes havia ganho o Prémio Revelação de Poesia/2000, atribuido pela Associação Portuguesa de Escritores (contava, apenas, 27 anos de idade).
 
Muitos são já os livros que publicou, dividindo-se o seu trabalho pela poesia, ensaio, crónica e tradução.
 
Mas o Ruy é também um bloguista. São dele os blogs Estrada do Alicerce (um pouco abandonado) e Arquivo do Norte Alentejano. Aqui, com o blog actualizado, podemos admirar, principalmente, boas fotografias do nosso património arqueológico. Ruy Ventura dá-nos a conhecer monumentos e belíssimas fachadas e riquíssimos interiores de muitas das capelas e igrejas espalhadas (pois, com certeza!) por várias localidades alentejanas: Portalegre (terra natal do Ruy), Castelo de Vide, Marvão, Alpalhão, Nisa e outras. Sem dúvida, um blog a visitar.
 
Muito mais havia a dizer, mas é tempo de voltar a pegar na passadeira vermelha e a estendê-la, aqui, no Sarrabal. Ruy Ventura, hoje é a sua vez. Faça o obséquio de passar!
 
Soledade Martinho Costa
 
A ÁGUA SOBREVIVE

  

 

 Rio Sever, Portalegre.

 

a água sobrevive

ao esplendor do mundo.
o assento
desmonta a paisagem.
a primeira dor aproxima-nos,
alimenta a força da corrente
- raiz e crescimento.
 
os arcos abateram.
a biografia reserva-nos
um pouco de sangue
na confluência
do medo
com a memória.
 
recorda-nos que o rio
escreveu
a morte e a viagem.
 
desvia-nos do silêncio.
acompanha o sono
até à nascente.
 
esta manhã não termina.
o assento faz-se. sem pausas.
 
teu nome, junto à foz,
resguarda-me
 
da morte.
 
Ruy Ventura
 
 (A seguir: CARLOS EDUARDO FREITAS, do BLOG OUTERZONE CHRONICLES)
publicado por sarrabal às 00:24
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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

PARABÉNS, SARRABAL! (RICARDO N.)

                 

Continuando a abrir os «presentes» enviados ao Sarrabal neste seu segundo aniversário, publico hoje um pequenino texto do meu amigo Ricardo N., do blog Golfinho Alegre. Trata-se de umas palavrinhas amigas, porque o Ricardo não costuma escrever textos de sua autoria. Apenas se limita a registar e a descrever factos curiosos, além de ter uma imaginação fabulosa para criar uma série de passatempos que acabam por prender e distrair quem visita o Golfinho Alegre.
 
O seu blog, como o nome indica, é um lugar onde a alegria e a boa disposição marcam presença. Além de tratar de assuntos variadíssimos, desde concursos diversos, a jogos e surpresas, o Ricardo, com a sua simpatia, vai buscar nem eu sei onde, notícias extraordinárias, que nos fazem sorrir, ficar perplexos e, mesmo, de boca aberta. Direi que a publicação do que se lê no seu blog faz, num certo sentido, concorrência ao próprio Guiness.  
 
As palavras amáveis que me enviou lembram-me um antigo postalinho de parabéns que registo com agrado. Além de merecer, também, que desenrole a passadeira vermelha.
 
Oi, Ricardo N., cá vai ela. Podes passar!
 
Soledade Martinho Costa

                                                        OI!

                

 

Dois anos de cultura, de saber e consideração;
Em harmonia com as palavras e com grande dedicação;
Amizade e razão fazem parte deste tempo;
Correm sem pressa as palavras e fica esse sentimento.
Mais textos e contos e coisas para ler,
Histórias coloridas e fantásticas para saber,
Outros mais anos virão, com normalidade
Continue o bom trabalho, com verdade e humildade.
 
Muito sucesso!
 
Ricardo N. 
 
 (A seguir: RUY VENTURA DO BLOG ARQUIVO DO NORTE ALENTEJANO)
publicado por sarrabal às 00:02
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