Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

ADAGIO E ALLEGRO

Como ficou prometido, deixo hoje no Sarrabal o segundo poema que me foi enviado por Daniel de Sá. Diz-me o autor ser este «um poema recente, que escreveu quase como comentário a uma senhora brasileira que lhe mandou um livro de poesia seu». Prestigiado escritor, Daniel de Sá, de vez em quando, dá um saltinho até à Poesia. Aqui fica (mais) um exemplo:

 

 

ADAGIO E ALLEGRO

«Onde o artista era a dor» - Deyse de Abreu Teodoro

 

Na parede, um quadro triste,
Na mesa, um vaso vazio.
Em volta a sombra persiste
Mesmo depois da manhã.
E, na ponta do silêncio,
Um «Nocturno» de Chopin.
Numa casa sem amor,
Onde o artista é a dor.
 
Vieste. Mudaste o tema:
Trazias dois girassóis
E a «Garota de Ipanema».
Abriste a janela ao dia,
Puseste vinho nas taças.
Foi a «Ode à Alegria».
E agora só há amor
Onde o artista era a dor.
 
Daniel de Sá
 

 

publicado por sarrabal às 23:20
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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

COISAS DA TERESINHA - UMA TERRA CHAMADA NARIZ

 
Estávamos na casa do Bom Velho de Cima e resolvemos ir até Coimbra. Pouco depois, seguimos para Aveiro, onde almoçámos. No regresso, ao fim da tarde, o carro passou por uma terra com um nome invulgar, que nos surpreendeu: «Nariz», dizia na placa toponímica. «Nariz!? Tem graça!» – Comentámos.
- Que nome! – Diz a Teresa. E logo, no tom que lhe é habitual:
- Deve haver por aqui muitas constipações!
Mas não contente com este comentário acrescenta:
- E muitos «macacos» também!
A seguir lança uma pergunta:
- Digam-me lá como é que se chamam as pessoas de Nariz?
Momentaneamente, ficámos sem resposta. Arriscar seria tarefa ingrata.
- Tu sabes? – Perguntou a mãe.
- Sei. – Responde a Teresinha. – Chamam-se narigudos!
 
É esta a Teresa de resposta na ponta da língua. O desembaraço em pessoa. A menina que nos faz rir ou sorrir. Parecida com a prima, a Soli, que não lhe fica muito atrás. Mas noutro género. O Rafael, irmão da Teresa, leva as coisas mais a sério. Os assuntos, para ele, são analisados e falados de outro modo. Mas acha graça à irmã e à prima. Geralmente, ri-se e abana a cabeça. Os seus (agora) dez anitos dão-lhe o direito a sorrir dos «disparates» das meninas com oito e seis anos, respectivamente. Além disso, é «um homem» e reage como tal – sem motivo para dúvidas, digo eu.
 
Confesso que por achar o nome da terra curioso – à semelhança de muitos outros nomes inusitados de terras por este nosso País fora – tentei, dias depois, saber um pouco mais sobre a sua origem. Não consegui apurar quase nada, quer falando para a Junta de Freguesia, quer com o próprio pároco. Ninguém sabe a origem do nome. Supõe-se, isso sim (e é óbvio), que deriva de São Pedro de Náris, padroeiro da terra. O pároco também pouco adiantou, embora «tenha tentado saber alguma coisa, mas sem resultado».
 
É provável que o povo, ao longo dos tempos, tenha feito a apropriação da palavra Náris, alterando-a para Nariz. Daí à palavra escrita, bastou suprimir o acento e mudar a última letra. Sobre o santo  também não consegui até agora apurar qualquer informação. Ah! mas sei que às pessoas de Nariz se dá o nome de Narienses! A Teresinha estava completamente enganada. Como era suposto.
 
Soledade Martinho Costa
                                                             
 
publicado por sarrabal às 20:54
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

SÃO MARTINHO - CASTANHAS E A OUTRA FACE DO MOSTO

 

 
Chamado o Apóstolo das Gálias, São Martinho ficou conhecido pela sua extrema caridade. A ele pertence o episódio de Amiens que relata ter-se apeado certa manhã do seu cavalo, no rigor do Inverno, para rasgar com a espada e repartir com um mendigo a sua capa, que trazia sobre os ombros. Mais tarde o mendigo ter-lhe-à aparecido em sonhos como sendo Jesus Cristo.
 
Morre em Candes (França) a 11 de Novembro de 397, com oitenta anos, tendo o seu corpo sido levado para Tours e sepultado no cemitério à entrada da cidade – onde foi ordenado e sagrado bispo por Santo Hilário em 371.
 
Ao longo dos séculos foi considerado o santo mais popular da Europa Ocidental. Durante a Idade Média eram constantes as peregrinações ao seu túmulo, só comparáveis às que eram feitas aos sepulcros dos apóstolos em Roma, tal a fama dos seus milagres. Não se lhe conhece, todavia, qualquer ligação ao vinho. A sua celebração resultará, supostamente, da apropriação ou réplica cristã das festividades greco-romanas dedicadas a Baco, deus romano e grego do vinho, que tinham lugar em Roma e na Grécia por altura da abertura nas adegas do vinho novo (9 de Outubro).
 
 
 
 
CASTANHAS
 
No dia 11 de Novembro, se o tempo o permite, continua a ser costume em certas localidades as pessoas deslocarem-se ao campo ou a um lugar convencionado para aí assarem as castanhas, comidas neste dia, acompanhadas pelo vinho, a água-pé e a geropiga, nos tradicionais magustos comunitários de São Martinho.
 
Magusto, Marmelete, Monchique, Algarve.
 
De acordo com o preceito, espalham as castanhas em terreno limpo cobrindo-as com mato e gravetos, a que lançam fogo.
 
 Vila Cova, Barcelos, Braga.
 
Quando supõem que as castanhas estão assadas voltam a tapá-las, agora com ramos verdes de pinheiros, de modo a evitar que fiquem encruadas («carneiras») ou que arrefeçam.
 
 Marmelete, Monchique, Algarve.
 
Este processo de assamento continua a ser praticado comunitariamente, escolhendo-se, de preferência, um terreno plano, sendo inevitável que as cascas das castanhas se apresentem, praticamente, reduzidas a carvão. Daí, que a tradição e a diversão assente nas costumadas enfarruscadelas entre os convivas, feitas com as mãos enegrecidas, a dar motivo aos risos de quem toma parte na brincadeira ou apenas de quem assiste.
 
Marmelete, Monchique, Algarve.
 
Nas grandes cidades, a opção é o assador de castanhas caseiro.
 
 
Ou as castanhas compradas ao vendedor, «sempre quentinhas e boas».
 
 
  
A OUTRA FACE DO MOSTO
 
 
Mosto

 

Para a composição da apreciada água-pé, depois de retirado o vinho do tanque, espalham-se sobre o engaço (parte verde e lenhosa dos cachos, que ficou no fundo) alguns quilos de açúcar, de preferência mascavado (amarelo) e uma determinada quantidade de água, na proporção de vinte litros para cerca de cinco quilos de açúcar.
 
 
Após o engaço calcado, deixa-se «ferver» durante uma noite e retira-se a água-pé para os respectivos pipos, devendo ficar em repouso entre um mês e meio a dos meses, após o que está pronta a ser consumida.
 
Adega, Águas Frias, Chaves.
 
Há quem utilize menor quantidade de açúcar e mesmo quem o dispense na composição da água-pé. Também nem sempre se respeita o mesmo espaço de tempo para a sua produção.
 

 

O engaço que ficou no tanque é levado a uma prensa para ser espremido, dizendo-se, quando está seco, que «está enxuto». Mete-se em sacos, para se conservar em boas condições, servindo depois para o fabrico da aguardente, que resulta da sua destilação, obtida por evaporização e condensação até à saída do álcool – operação efectuada no alambique, quando se trata de pequenas porções, ou na destiladeira, no caso de grandes quantidades. A borra que restou no tanque – chamada «a mãe do vinho» – é igualmente utilizada, sempre em pouca quantidade, para o fabrico da aguardente, isolada ou juntamente com o engaço.
 
 
Para a jeropiga, bebida aguardentada a que se dá na Beira Baixa o nome de «ingelica», é retirada no início da pisa (quando o engaço se encontra bastante doce, antes de começar a «ferver») uma determinada quantidade de vinho mosto, que se limpa de impurezas, à qual se adiciona aguardente na proporção de metade. Deita-se de seguida a jeropiga em vasilhas bem tapadas, para «cozer» (embora não «ferva») durante não menos de dois meses – também aqui, por vezes, não sendo o prazo rigorosamente cumprido.
 
Soledade Martinho Costa
 
 
Do livro “Festas e Tradições Portuguesas”, Vol. VIII
Ed. Círculo de Leitores
publicado por sarrabal às 00:55
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Domingo, 2 de Novembro de 2008

O CULTO DOS MORTOS

 
A primeira referência às comemorações por intenção dos defuntos, efectuada anualmente e em data fixa associada à Festa de Todos os Santos, é atribuída a Santo Isidoro de Sevilha no século VII, conquanto se deva a Santo Odilão de Cluny a introdução do ritual no seu mosteiro entre 1025 e 1030, daqui se estendendo a festividade litúrgica aos demais mosteiros da ordem e depois a toda a Igreja.
 
Em 1915, por concessão de Bento XV, através da bula Incruentum, foi autorizado a todos os sacerdotes da Igreja Católica celebrarem três missas no dia dos Fiéis Defuntos. Este privilégio já havia sido concedido a Portugal, Espanha e América Latina pelo papa Benedito XIV em 1748 – devido à influência desse antigo e piedoso costume verificado na Igreja de Aragão –, enquanto Leão XIII estende a concessão a toda a Igreja, pedindo que «no último domingo de Setembro todos os sacerdotes celebrem uma missa pro defunctis, extensiva aos sacerdotes falecidos.
 
O Ofício de Defuntos é difundido pelos mosteiros a partir do século XIII, embora, desde os tempos apostólicos possam encontrar-se textos alusivos à oração pelas almas.
 
 
                  
                 «Alminhas» do Vale, Carrazeda de Ansiães, Bragança.
                            
«ALMINHAS»
 
 
Independentemente das celebrações piedosas pelos defuntos, refira-se um outro culto que, desde há séculos, se presta às almas do Purgatório. Manifesta-se pela existência de pequenos altares ou nichos construídos em pedra ou cimento, guarnecidos por pequenas imagens religiosas, esculpidas em pedra ou barro, ou pintadas de forma singela em azulejo, alusivas a santos ou ao Purgatório.
 
«Alminhas» de Freixinho, Sernancelhe, Viseu.
 
Trata-se das «Alminhas», designação pela qual são conhecidos popular e piedosamente estes altares propiciatórios em favor e memória dos defuntos, sendo frequente depararmos com estas pequenas construções erguidas à beira das estradas, nos caminhos, nas encruzilhadas, ou mesmo no meio dos campos, quer em locais ermos ou habitados. A revelar, quase sempre, o acto de mão piedosa, dado pela deposição de algumas flores, ou pelo acender de uma vela, lamparina ou candeia de azeite, cuja chama, a alumiar a noite, nos faz lembrar os que já não se encontram entre nós.
 
«Alminhas» no lugar de Eirós, Ventosa, Vieira do Minho.
 
Localidades há onde são entregues aos habitantes «correndo a roda às casa», a fim de que todos possam contribuir para a sua preservação, limpeza e alindamento. Aquele que a tiver a seu cargo deverá alumiá-la todas as noites até findar o seu mandato. Daí, o uso, em certos lugares, de se realizarem «peditórios de azeite para as alminhas», ou proceder-se à entrega dele em cumprimento de promessa. É também usual, principalmente pela Quaresma, efectuar-se uma novena, em que durante esses nove dias a pessoa que fez a promessa vai alumiar as «alminhas» e fazer orações.
 
«Alminhas» do Pontão, Moimenta, Vinhais, Bragança.
 
Símbolos da religiosidade e do sentido piedoso do povo, deve-se às confrarias das almas, no século XVII, a sua contribuição para a divulgação das pinturas do Purgatório nelas representadas. No século XVIII as irmandades e confrarias das almas espalham-se de norte a sul do País.
 
«Alminhas» de Lagoa, Aboim da Nóbrega, Vila Verde, Ponte da Barca.
 
Nas suas inscrições, pedem apenas a quem por elas passar, uma breve oração em seu favor, ou tão-só, um pensamento piedoso por sua intenção.
 
«Alminhas», Marmeleira, Rio Maior, Santarém. 
 
«Irmão, lembrai-vos das Almas que estão no Purgatório com um Pai-Nosso e uma Ave-Maria», ou «Ó vós que ides passando/Lembrai-vos das almas que estão penando», ou ainda «Ó vós que aqui vindes tão descuidados de nós/Lembrai-vos das almas/Que nós nos lembramos de vós», são alguns dos dizeres afixados nesses altares.
 
«Alminhas» da Bazanca, Padornelo, Paredes de Coura.
 
Em Sesimbra, por tempos idos, as «alminhas» eram lembradas naquela vila (devido às terríveis epidemias de cólera e de febre-amarela que dizimaram a população em 1856 e 1857), praticando-se o piedoso culto de se subir ao Calvário, local situado no Forte de Santa Cruz, onde as vítimas foram enterradas por não haver espaço nos cemitérios, para colocar junto à cruz ali existente lanternas com azeite para «alumiar as almas».
 
Soledade Martinho Costa
 
 
Do livro “Festas e Tradições Portuguesas”, Vol. VIII
Ed. Círculo de Leitores
publicado por sarrabal às 11:48
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Sábado, 1 de Novembro de 2008

LOUVOR AOS SANTOS

 

   

Designado, primitivamente, dia de Nossa Senhora dos Mártires, esta data foi celebrada durante mais de dois séculos no dia 13 de Maio com um ofício próprio, enquanto por volta de 737 passa a ser incluída no cânone da missa uma alocução dedicada a todos os santos. Ainda no século XVIII (741), Gregório III manda erigir na Basílica de São Pedro, em Roma, uma capela dedicada ao Divino Salvador, a Sua Santíssima Mãe, aos Apóstolos e a todos os mártires e confessores dando-se assim um maior impulso à Festa de Todos os Santos.
 
No século IX (835), a data desta festa religiosa é então fixada no dia 1 de Novembro pelo papa Gregório IV, que de há muito vinha pressionando Luís I, o Piedoso, rei de França, de modo a emitir um decreto que oficializasse a celebração. A partir de 837, por decreto real, a data da festividade no dia 1 de Novembro torna-se universal, constituindo uma das maiores solenidades para toda a Igreja Cristã.
 
No final do século X, Santo Odilão ou Odilon, quarto abade de Cluny (994 – 1048), junta às celebrações em louvor dos santos algumas orações em favor do descanso eterno dos defuntos. Esta introdução levou mais tarde a que se procedesse à separação das duas datas, vindo o dia 1 de Novembro a ser consagrado a todos os santos da Igreja Católica, enquanto o dia 2 passou a ser dedicado, exclusivamente, aos fiéis defuntos. Autores há que defendem constituírem as duas celebrações do dia 1 e dia 2 de Novembro uma única festa, expressa e directamente ligada ao culto dos mortos.
 
 
 
                                                                         Aljezur
 
 
No dia 1 de Novembro tinha lugar na freguesia de Nossa Senhora da Alva, em Aljezur (Algarve) a tradicional festa em louvor de São Luís, festa que deixou de realizar-se desde 2005. A razão de mais este “atentado” contra o nosso património cultural e etnográfico faz-se, como de costume, em nome do progresso. Neste caso, progresso urbanístico. A informação que me chega é a de que o terreno onde o gado se concentrava após a bênção (zona da Barrada ou zona da Feira) «foi urbanizado e as construções até já começaram, não se encontrando outro local para a concentração dos animais».
 
Fraca desculpa, parece. A vontade, a consciência e o dever de preservar o pouco que vai restando de festividades como esta, deveria obrigar a encontrar soluções de modo a não deixar empobrecer um património etnográfico que se vai perdendo a cada ano que passa. De características rurais e religiosas, onde o povo se manifestava para louvar um santo da sua devoção e crente nas benesses da bênção do seu gado, aqui fica um apontamento sobre a Festa de São Luís, tal como se efectuava ainda há três anos atrás:
 
 
      São Luís de Toulouse, Piero della Francesca, Igreja Católica, Roma.
 
 
Celebração centenária, embora se desconheça a data a que remonta, foi interrompida em 1978, sendo reatada somente em 1998, dando grande alegria aos Aljezurenses que a recordavam com saudade e aos devotos de São Luís em geral.
 
Igreja da Misericórdia, Aljezur
 
Da pouca informação existente sobre esta celebração, regista-se num escrito datado de 14 de Agosto de 1605, inserto no Livro das Visitaçois da Ordem de Sanctiago feitas na Igreija Matriz da Villa de Aljasur, que, «por haver algumas esmolas juntas, se pretendia autorização para solicitar outras aos criadores de gado da vila e seu termo, de modo a poder edificar-se uma ermida ou altar para ali ser colocada a imagem do Bem-Aventurado São Luís».
 
A vila de Aljezur vista do castelo.
 
Com o pedido salientava-se «a muita devoção que os moradores do lugar tinham ao santo devido aos muitos milagres que por sua intercessão eram atendidos por Deus em favor daqueles que a si recorriam, graças essas que se estendiam em benefício do seu próprio gado». Concedida a respectiva autorização, com ela principiou a construção de uma capelinha de invocação a São Luís, erigida na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Alva, padroeira de Aljezur. A data para a realização das solenidades em sua honra – Dia de Todos os Santos –, ninguém sabe ao certo o porquê da escolha.
 
Relíquias de São Luís de Toulouse, Museu de Cluny, França.
 
As cerimónias comportavam celebração de missa, cuja liturgia era dirigida ao Dia de Todos os Santos, mas integrando a figura e o louvor a São Luís, e procissão com o andor de São Luís e de São Sebastião, sempre com grande acompanhamento de fiéis, quer do próprio concelho, quer de concelhos mais distantes, casos de Monchique, Odemira, Vila do Bispo e Lagos. Junto à igreja, o pároco procedia depois à bênção do gado, proveniente de explorações agrícolas locais. Os animais, concentrados no cimo da vila, ou largo da feira, costumavam apresentar-se caprichados, com os respectivos chocalhos (vacas, cabras e ovelhas) e as carroças dos muares muitas delas enfeitadas.
 
 
Festividade estritamente religiosa, nem sequer contava com a participação da banda filarmónica na procissão. A festividade era organizada pela paróquia de Nossa Senhora da Alva.
  
                                                 Mitra
 
No que se refere a São Luís, aponta para que seja São Luís d’Anjou ou de Brignoles, bispo de Toulouse e sobrinho-neto de São Luís, rei de França. A imagem, em madeira pintada – datada de 1764 e que se julga ter vindo da antiga matriz, destruída pelo terramoto de 1755 –, apresenta-o, efectivamente, paramentado de pontífice, com mitra, segurando na mão esquerda um báculo e fazendo com a direita o gesto de abençoar.
Era o santo da devoção do rei D. Dinis.
 
Soledade Martinho Costa
 
                                                  Báculo
 
publicado por sarrabal às 13:24
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