Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

CALENDÁRIO - AGOSTO

 

Aprende

O verde da rã
A margem do riacho.
 
As abóboras
Assomam
Ao bordo dos telhados
Viajam as raposas
A senda dos trigais.
 
A sede
Das roseiras
Demora-se em Agosto.
 
Repetem-se nos figos
As asas dos pardais.
 
 
Soledade Martinho Costa 
                                        
 
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 CARTA ABERTA A JOÃO PEDRO COSTA (ASPIRINA B)
 
 
Passou um mês e até agora nem uma palavra de João Pedro da Costa sobre o que afirmou sobre mim no “Aspirina B” (3 de Julho, 11: O7): “…de assumir múltiplas personalidades para auto-elogiar os meus textos" – embora eu lhe tivesse exigido, várias vezes, que o provasse, nas caixas de comentários do referido blogue, ou mesmo num poste.
 
Quem se julga o garotelho para vir, gratuitamente, enxovalhar o meu nome e o meu trabalho literário com falsos testemunhos e mentiras!? Mas os cobardes “brincalhões” não têm voz. As falsidades não têm respostas. São mudas. Assim, aqui fica o “retrato” perfeito da moralidade da personagem. Nada mais tenho a acrescentar sobre o assunto. Tudo foi e ficou dito. Da parte de JPC todos ficamos, também, perfeitamente elucidados quanto à pessoazinha que realmente ele é.
 
Juntamente com alguns dos seus colegas, só os posso classificar de doentes, ordinários, falsos, recalcados e pedantes. Meus caros, há coisas que não se aprendem nos livros. E, realmente, “não há fumo sem fogo”. Muitos de vocês não gostam, efectivamente, de mulheres. Quase todos os comentários que fui lendo ao longo do tempo em que colaborei no “Aspirina B”, apontam para isso. E vê-se. Talvez se eu mudasse de sexo, quem sabe?
 
Entretanto, alguma coisa “aprendi” no “Aspirina”. Por exemplo: que estamos “lá” para nos divertirmos, para brincar uns com os outros, para não levar as coisas demasiado a sério, para gozar a liberdade de dizer o que nos der na real gana. Mesmo os mais ordinários e abjectos dos palavrões. Sim, porque, afinal, isto é só a Net! 
 
Mas aprendi também (num comentário que não me foi dirigido) que: “…não nos podemos esquecer dum princípio já velho: não dar vozes a gaiteiros”. Nunca tinha ouvido esta sapiente frase. Na verdade, a voz do povo tem sempre razão. É preciso saber ouvi-la. E muito mais saber cumprir, à letra, o que a sabedoria popular nos ensina. 
 
Se pensaram que me atingiram com as vossas grosserias e insultos, estão tão enganados… Gostei de vos ver nessa esteria colectiva, afanosamente empenhados em agredir-me. Em ridicularizar o meu trabalho poético (que já mereceu alguns prémios literários, um deles tendo como júri David Mourão-Ferreira, o outro Ary dos Santos).
 
Desta vez, fui eu que ri da vossa ingenuidade e estupidez. Da vossa boçalidade e da raiva que vos cegou ao ponto de não vos deixar enxergar o ridículo a que se expuseram. Quem, a não ser um bando de poetas ou de escritores castrados (que só publicam “a sua obra” em blogues), se atreveria a escrever o verso que transcrevo (a negro), como comentário ao meu poema “Às Portas de Beirute” (publicado em poste no “Aspirina B” do dia 19/7/07): “Cada criança fumega feita cagalhão!
 
Tal a loucura a que estes pobres diabos chegaram, no intuito de me ofenderem. Não repararam que só atingiram as pessoas mais sensíveis e agrediram com o comentário torpe e desumano as crianças que todos os dias fumegam no meio dos destroços de uma guerra!? Para os pedófilos, provavelmente, uma criança também não passa de um cagalhão! (peço desculpa pelas palavras que nunca usei em toda a minha vida de autora!)
 
Dignidade é vocábulo que, no “Aspirina”, não tem significado. Decoro é coisa que desconhecem. Os leitores que lêem os comentários que ali se fazem, podem ajuizar por si próprios. Muitos os têm contestado. Sinto-me envergonhada por ter colaborado nesse blogue durante quatro meses.
 
Chegou e bastou! Os senhores do “Aspirina” ficam felizes, porque já não têm quem lhes faça sombra. Neste país de medíocres, os medíocres querem-se uns com os outros. A qualidade destoa. Dá nas vistas. Põe a nu a mediocridade que reina por aí. Por isso, o enxovalho. O insulto. A provocação barata e reles. Por isso, a intenção, o empenhamento conjunto da “matilha” para que a “vítima”, finalmente, sucumba. E desista. Porque se tornou incómoda.
 
O caminho é todo vosso, meus caros (embora vocês sejam tão poucos) . O que vos vale são os muitos pseudónimos que utilizam, atrás dos quais se multiplicam e se escondem como “cartas anónimas”. Por isso permitem-se ser ridículos e nojentos nos insultos e ainda ordinários e cobardes nas provocações! Conspurquem (e conspurquem-se) à-vontade. Já vi que não têm qualquer acanhamento em mostrarem-se, exactamente, como são. Chego a ter pena de vocês. Nunca lidei com gente de tão baixo nível moral. E acreditem que no chamado meio intelectual (onde conheço meio-mundo) sempre fui respeitada e o meu trabalho reconhecido.
 
Sapientes palavras as de João Pedro Costa no seu comentário de 22 de Julho: “Soledade […] Você não passa de uma vítima: toda a gente percebe isso.” Ainda bem que o confessa JPC. Julguei que se tratava de “mania da perseguição” da minha parte! Com as suas palavras fiquei mais descansada…E vocês ainda mais bem vistos! Quanto a mim, respiro, agora, o ar puro a que estava habituada.
 
Soledade Martinho Costa
 
 
 
FERNANDO VENÂNCIO:
 
Não fica bem a um senhor professor doutor universitário (mesmo que esteja há longos anos em Amesterdão) dizer o que me disse nos dois comentários que me dirigiu (22 de Julho/07). Posso dizer-lhe que ficou muito mal no “retrato”. A sua posição (ou a que pretende ter), não fez com que saísse nada dignificado. Muito pelo contrário (algumas pessoas do seu próprio meio comentaram o seu deslize, que não foi pequeno). Mas entendo. Estava a defender os seus amigos e colegas de blogue. Desejo que “os primos” (como se tratam entre si) se divirtam a menosprezar e enxovalhar alguns dos vossos colaboradores, que se deixam amolentar ou acomodar sem dar resposta aos vossos insultos.
 
Disse-lhe uma vez que não esperaria nunca que me mostrasse o cartão vermelho. O resto da história, já a sabe. Só tive pena por faltarem apenas 10 dias para sair do “Aspirina B” – e ter saído antes. Você ganhou o jogo. Mas não merecia ser o “vencedor”. Em consciência, você sabe que tenho razão.
 
Por isso, não me sinto na obrigação de agradecer-lhe (a hipocrisia) de ter publicado todos os postes que lhe enviei. Não me dei ao trabalho de contá-los. Mas foram muitos. E publicou-os todos. Porque seria? Nós nem nos conhecemos…
 
Desta vez, “com o maléfico sorriso” de que tanto se orgulha, não pode “de-le-tar” este meu longo texto. Paciência, meu caro. Nem sempre temos a sorte a nosso favor. Quem sabe se não aparecerá por aí outra autora tão ingénua como eu fui? É uma esperança. Ficam com outra vítima para substituição!
 
Mas fique-se com esta FV: muitos leitores do seu blogue vão sentir a minha falta. Pessoas como eu, são sempre necessárias, porque são leais, directas e humanas. Sou de carne e osso, não sou de plástico. Não calo aquilo que outros gostam de manter em silêncio por conveniência. Não faço parte de “grupinhos” nem de “capelinhas”. Desde sempre. E assim hei-de continuar
                                                                                                                       
Soledade Martinho Costa
 
publicado por sarrabal às 16:01
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1 comentário:
De nils a 15 de Outubro de 2007 às 13:02
Cara Soledade, ou Soli
Parece que, como indicavam alguns comentários nos posts do Aspirina, a história já não era nova e repetia-se. Agradeço a simpatia que me dirigiu no meu blogue e tenho para si uma palavra de apreço porque, apesar de não saber o que sucedeu no seu caso, penso que ninguém deve ser enxovalhado publicamente a pretexto do HTML.
Penso também que, ao sentir-se humilhada fez muito bem em abandonar o barco e em confrontar o grupo com a sua versão da história. Não os pretendo julgar porque, Graças a Deus?, nem os conheço... e agora até me cheira que nem quero!


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