Brincaram os meninos
Uma vez mais
Com seus corcéis de sonho
Imaginados.
Lá
Onde o vento fustiga
A claridade
E se retalham em prantos
As palavras.
Brincaram com archotes apagados
Com punhais de espuma transparentes
Num barco e mar e onda
Imaginados.
Lá
Onde os velhos sem nome
Se amontoam
Com a solidão escorrendo pelos corpos
E os jovens sem rota
Se perguntam
Em filas que cerra o horizonte.
Soledade Martinho Costa
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