Terça-feira, 13 de Julho de 2010

TRÊS PALAVRINHAS AOS MEUS TRÊS NETOS

 

Era impossível. Não podia deixar passar em claro este acontecimento que me torna tão feliz: a vossa passagem de ano escolar.

  

E vou começar por ti, Rafael. Sabes que, sem desprimor (ou menos amor, se preferires) para com a tua irmã Teresinha e as tuas duas primas, és o meu neto primeiro, aquele que veio ocupar um espaço ainda disponível de amor, de deslumbramento, de espera, no meu coração. Continuas a ser o «meu imperador», como gosto de te chamar. Estás com 12 anos feitos. O teu aniversário passou no dia 6 deste mês de Julho. Começas a deixar de ser um menino, para principiares a ser um rapazinho. Ainda por cima, um rapazinho muito bonito!

  

Foste o aluno brilhante de sempre. Não o digo por vaidade (tu também não a tens), mas pelo mérito que te pertence. Pela alegria que nos dás, a nós e aos teus professores. Não esqueço aquela emocionada frase da professora que te acompanhou desde o 1º ano do Ensino Básico, quando passaste para o 5º ano do 2º Ciclo e deixaste a escola, mudando para outra: «E agora, Rafael, como é que vou passar sem ti?» Foi um elogio. Dos maiores que um aluno deve guardar, vindo de uma professora. Porque os professores sentem-se igualmente felizes quando têm bons alunos, como tu.

 

Talvez  não estudes demasiado. Talvez tenhas, até, dias (eu sei!) em que não te apetece fazer os trabalhos de casa. Mas Deus deu-te toda a capacidade. Todo o interesse por tudo aquilo que te rodeia. Toda a inteligência que só os muito dotados como tu, Rafa, se podem orgulhar de possuir. Por isso, deves agradecer o dom que contigo nasceu. Tu bem o sabes, querido.

  

Estás, agora, no 7º ano do 2º Ciclo. Continuas no «Quadro de Honra». Acontece que, além dos «excelentes» que tiveste a todas as disciplinas, conseguiste conquistar uma nota única e inusitada, que só uma professora sensível aos teus dotes de bom aluno, te poderia dar: um «Excelente Mais»! Coisa impensável e que não conta, como é evidente, para as tuas notas. Foi uma prova de carinho e de admiração por ti, vinda de uma das professoras que te ensina e acompanha. Que conhece a tua ânsia de conhecimento e de competência naquilo que fazes. Que nunca a desiludas, Rafa. Nem aos professores que se vão seguir durante o teu percurso escolar e académico. No fundo, cumpres com a tua obrigação, meu amor. Mais brilhantismo, menos brilhantismo, cada qual é como é. Só tenho pena dos que possuem capacidades e não as aproveitam. Mas eu sei que tu, sem imposições de ninguém, vais continuar a ser o Rafa de sempre, o meu «imperador», com todas as outras qualidades que tens: um rapazinho amigo do seu amigo, leal, solidário, sensível, que «ama a poesia» – e um bocadinho namoradeiro, verdade?

  

Parabéns, meu amor. Muitos beijinhos da Avó Soledade!

 

 

As segundas palavrinhas, vão para ti, Teresinha. Passaste para o 5º ano do 2º Ciclo, ainda com 9 anos!Farás os 10 no dia 3 de Agosto. Lá para Setembro, irás fazer companhia ao teu irmão, transitando para o Externato João Alberto Faria em Arruda dos Vinhos. Uma escola belíssima, muito bem situada, rodeada de árvores, relvados e flores, numa vila muito bonita, muito agradável.

 

Como estudante, não ficas aquém do teu irmão Teka, sabes disso. Em todas as disciplinas recebeste a nota máxima: 5. És inteligente, mas aplicada. Uma menina muito responsável. Alegre (tanto!), brincalhona (demais!), mas no que respeita aos estudos, dás uma reviravolta e eis uma Teresinha agarrada aos livros e aos deveres escolares. Sem necessidade de te chamarem a atenção. De te dizerem: «Teresinha, vai estudar!» Continuas a ser a boa aluna de sempre. É verdade que tens em casa o teu irmão, o Rafa, um estudante excepcional. Mas tu não gostas de ocupar um segundo plano. E fazes por isso. A verdade, meu amor, é que consegues. Sem espírito de competição, eu sei. Mas há o prazer de acompanhar o mano. De receber, igualmente, o elogio e o carinho das tuas professoras. Quando entraste para a escola, o Rafa iniciava o 3º ano. Gerou-se alguma expectativa, extensiva às próprias professoras: «Vai entrar a irmã do Rafael? Será a Teresinha uma boa estudante? Sairá ao irmão? Terá dificuldade em aprender? Será diferente?»

 

Depressa as dúvidas se dissiparam perante os resultados. Mostraste desde logo ser uma menina aplicada, interessada em aprender, inteligente. Também tu, Teka, deves agradecer o dom das capacidades que tens. Nunca agradecerás o suficiente.

 

Continuas a ser a «minha primeira imperatriz», como sabes. A minha segunda neta. Estás linda, Teresinha! Desejo ainda que continues a escrever aquelas histórias bonitas, com muita imaginação (duas delas já publicadas, aqui, no Sarrabal), que tanto gostas de inventar. Gostaria que seguisses o caminho que foi o meu. Será que vai ser assim? O futuro o dirá, minha querida…

 

Parabéns por tudo aquilo que és, meu amor. Com muitos beijinhos da Avó Soledade.

 

 

As terceiras palavrinhas são para ti, Soledade Eugénia. Prima da Teka e do Rafa. Não deixaste o resultado dos estudos por mão alheia, Soli! Cheia de brios, passaste para o 3º ano do Ensino Básico recebendo «Bons» e «Muito Bons»! Ainda por cima, tens apenas 7 aninhos, minha querida! Só no dia 31 de Outubro próximo completas os 8 anos. Uma façanha, Soli! («O que é isso, avó?»,  estou já a ouvir-te perguntar). Neste caso, Soli, uma façanha é um acto, uma atitude (também pode ser um feito, uma proeza) de uma menina que passou o ano e fez um brilharete. Embora eu saiba que nem sempre foste aplicada, Muita preguicinha, por vezes, no que toca aos trabalhos de casa. Bom, para o ano veremos.

 

Irás continuar na mesma escola, mas agora sozinha. A tua prima Teresinha vai fazer companhia ao irmão, na escola de Arruda dos Vinhos (a matrícula já foi aceite!).

 

Quero dizer-te ainda que todos ficámos felizes com o teu sucesso. Sim, durante o ano lectivo, podias ter sido um bocadinho mais aplicada. Mas o resultado final, minha querida, é o que conta. Não quero netos prodígios. Quero netos responsáveis perante o seu dever: o de estudar e dar à Família e aos professores (e tu tens uma óptima professora!), os melhores resultados no final de cada ano escolar. És uma menina especial, muito bonita (para as avós os netos são sempre lindos!), bondosa e gostas de repartir e de ajudar. Tens sempre uma palavra amiga para desculpar os outros, sejam crianças ou adultos – o que mostra, da tua parte, um grande poder de tolerância.

 

Sabes também que és a «minha segunda imperatriz», verdade, minha querida? E que a Avó te ama muito, certo, certinho? Que gosta da tua companhia para ir às compras, porque tu és uma menina observadora e com um sentido de orientação fora do comum numa menina tão pequena – sentido de orientação que a Avó não tem, como muito bem sabes. Por isso, és tu a minha «guia» preferida, minha querida.

 

Parabéns, meu amor. Muitos beijinhos da Avó Soledade.

 

 

Não vou falar da Nayara Alexandra (Xana), a minha «terceira imperatriz», porque não entra nesta «história». No dia 17 de Agosto próximo fará 1 aninho de idade! Em contrapartida, vou deixar para os meus três «imperadores» uma história que nos fala de amizade e de solidariedade. Duas palavras que as crianças devem aprender desde muito cedo. Uma história toda verde, cor da esperança que tenho em que a história lhes agrade. O Rafa já está crescidinho, mas eu sei que continua a ler e a gostar das histórias da Avó. A Histórinha é também dedicada a todo os meninos que passaram o ano e, porque não? A todos aqueles que não tiveram a felicidade de passar. Para o ano vão conseguir. Ora reparem na história, e digam-me depois se não tenho razão:

 

 

HISTÓRINHA – O VENTO SUDOESTE

 

 

 

A Rã Verdinha andava preocupada. O charco onde vivia estava tão seco que receava a todo o momento não conseguir ficar submersa, quando mergulhava para refrescar a pele.

«Isto vai mal. Vai mesmo muito mal!» – pensava, de olhinhos presos na linha do horizonte à espera de ver no céu prenúncio de chuva.

O Verão tinha chegado há já algum tempo e tão seco se mantinha como a Primavera, que havia sido, também ela, avara de dias chuvosos.

- A mim, não me faz grande diferença! – Costumava dizer o Lagarto Verdoso. – Sem chuva e com este calor, faço ricas sestas deitado ao Sol. Mas que reparo na sua preocupação, dona Rã, lá isso, reparo.

- E não é para reparar, amigo Lagarto? Se o charco seca de vez, que será de mim?!

- Temos de arranjar uma solução! – Disse, certo dia, o lagarto na sua voz pausada.

- Mas qual solução, compadre Lagarto? – Perguntou a rã, numa grande ansiedade.

- Sei lá, ir por aí fora. Talvez à procura do Vento Sudoeste!

- Vento Sudoeste?! E quem iria oferecer-se para fazer uma tão grande viagem?!

- Realmente, é uma viagem longa e arriscada. – concordou o lagarto. – Mas se descobrirmos alguém, tínhamos o caso arrumado. O Vento traria a chuva que encheria o charco!

- O melhor é pensarmos bem no assunto. Pode ser que nos ocorra o nome de alguém que se preste a fazer esse grande favor… – suspirou a rã.

E seguiu, aos saltinhos, para dentro do charco, enquanto o lagarto se meteu na toca.

 

 

Assim se passaram alguns dias, até que, certa manhã, a rã se acercou do muro onde morava o lagarto.

- Eh, amigo Lagarto Verdoso, já descobri! – Gritou ela, muito animada. – Já sei a quem pedir para ir buscar o Vento Sudoeste!

O lagarto esticou logo a cabecinha pelo buraco da toca.

- E quem é o escolhido, dona Rã? – Perguntou ele.

- Então, quem havia de ser, compadre?! O Gafanhoto Verde, já se vê!

- Tem razão. O Gafanhoto Verde é viajado, novo, robusto, rápido…Assim aceite a proposta! – Disse o lagarto.

E lá foram, à procura do gafanhoto, que ouviu os dois vizinhos com muita atenção.

- Fiquem descansados. Hoje mesmo irei procurar o Vento Sudoeste! – Prometeu ele. – Sim, porque os amigos são para os bons e os maus momentos, não é verdade?

E com estas palavras, sábias e sensatas, o gafanhoto pouco depois, seguiu viagem.

 

 

Cheio de pressa, pois não havia tempo a perder, subiu montes, desceu montes, voltou a subir, voltou a descer, sempre a perguntar:

- Alguém sabe dizer-me onde posso encontrar o Vento Sudoeste? Alguém sabe dizer-me onde posso encontrar o Vento Sudoeste?

O pior, é que os dias iam passando e ninguém sabia responder à sua pergunta.

Mas o gafanhoto não desanimava, continuava a perguntar aos insectos como ele, às aves, às flores, às estrelas, à Lua cheia, às nuvens que viajavam pelo céu:

- Alguém sabe dizer-me onde posso encontrar o Vento Sudoeste?

Sempre à procura, atravessou aldeias, vilas e cidades, até que um dia, no cimo de uma montanha, uma pequena ave de linda plumagem verde respondeu, finalmente, à sua pergunta:

 

 

- O Vento Sudoeste chega hoje de viagem. Ao fim da tarde já podes falar com ele!

Assim foi. Horas depois, o Sol escondeu-se por detrás de grandes nuvens, e o vento sudoeste fez ouvir a sua voz, forte e assobiada, tão subitamente que o gafanhoto verde teve apenas tempo para se abrigar no tronco de uma árvore.

- És tu, Vento Sudoeste? – Gritou ele, o mais alto que pôde.

- Sou eu, sim. Que me queres? – Perguntou o vento.

- Venho pedir-te ajuda! – Gritou outra vez o gafanhoto. – Venho pedir-te ajuda para a Rã Verdinha, que é minha amiga, e vive num charco que está quase a secar!

- E para me fazeres esse pedido vieste de muito longe, suponho.

- Oh! Sim! De muito longe! – Confirmou o gafanhoto.

- És um bom amigo. – Disse o vento. – Podes regressar tranquilo. Amanhã mesmo, meto-me a caminho. Só tens de me dizer onde fica o charco da Rã Verdinha.

Depois de dar todas as informações e de agradecer ao vento sudoeste, o gafanhoto verde repousou um pouco e só no dia seguinte iniciou a viagem de regresso.

 

  

  

O vento sudoeste, entretanto, já levava grande avanço, Quando chegou ao sítio que lhe pareceu indicado, soprou com toda a força, empurrou as nuvens no céu, e não tardou que uma chuva de pingos grossos viesse refrescar e alimentar a terra e as plantas, dar de beber aos animais, encher os rios, os riachos, as lagoas e os charcos.

Durante alguns dias o lagarto, de cabecinha fora da toca, pensava satisfeito: «Não há dúvida que o Gafanhoto Verde falou com o Vento Sudoeste!»

A rã, por seu lado, regalada a olhar o charco a encher-se de água, pensava também:

«Esta chuva é a prova de que o amigo Gafanhoto pediu ajuda ao Vento Sudoeste!»

Quanto ao gafanhoto verde, só dias depois regressou ao prado. Reparou, imediatamente, que o vento sudoeste cumprira a sua promessa. As flores, as árvores e as plantas estavam viçosas e bonitas. A terra cheirava ainda a terra molhada e respirava-se uma grande frescura. Ao longe, por entre as canas e os juncos, o charco da rã brilhava na luz doirada da tarde como se fosse um grande espelho. Sobre a pedra do muro, o lagarto verdoso apanhava o último raiozinho de Sol. À beira do charco, a rã verdinha, a coaxar alegremente, preparava-se para dar mais um mergulho.

«Irei visitá-los ainda hoje!» – Pensou o gafanhoto, a imaginar a alegria do reencontro. Saudoso e feliz voltou a olhar o prado. Nesse dia, a sua cor de gafanhoto verde confundia-se ainda mais com a cor verde da Natureza.

 Soledade Martinho Costa

 

                                                                   

 

 

Do livro «Seis Histórias numa História de Todas as Cores»

Ed. CEBI (Fundação José Álvaro Vial)

 

 

publicado por sarrabal às 14:10
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7 comentários:
De Rafael e Teresa a 13 de Julho de 2010 às 18:57
Adorei Vózinha. És a melhor ninguém escreve melhor que tu. Até me comovi, a sério, adorei. Muito obrigado e muitos beijinhos. Gostei imenso das tuas palavras e das tuas frases encantadoras.


De Soli a 14 de Julho de 2010 às 15:38
Eu também adorei e gostei muito do que a avó disse dos meus primos. Eu não tenho todas as notas muito bom, mas não fiquei muto contente por ficar sem a minha prima na escola. Gosto muito de ti vó, um beijinho
Soli


De sarrabal a 18 de Julho de 2010 às 01:28


Querida Soli, há uma frase no teu comentário que me encheu de orgulho e de ternura, esta: «…gostei muito do que a avó disse dos meus primos.» Nestas palavras dizes tudo, minha querida: da tua bondade, do teu sentido de família, do amor que sentes pelos teus primos. E mostra que não sentiste nem uma pontinha de ciúme (coisa tão feia!) do Rafa e da Teka, devido às palavras que lhes dediquei. Muito bonito e muito nobre da tua parte Soli!
Quanto às tuas notas escolares, foste, igualmente, honesta e corajosa ao lembrar que não tiveste só «muito bons». Pois não. Mas as tuas notas foram óptimas! Para o próximo ano, quem sabe se não serão melhores? Pensa nisso, meu amor.
A pena que sentes pela Teresinha mudar para outra escola, também não é motivo para te sentires triste. Daqui por dois anos serás tu a mudar. Quem sabe se não irás fazer companhia ao Rafa e à Teka na escola de Arruda dos Vinhos? Já pensaste nisso?
Já agora, adorei que tivesses adorado as «Três Palavrinhas aos meus Três Netos»!
Para ti, mais mil beijinhos da avó Sol


De sarrabal a 18 de Julho de 2010 às 01:19

Queridos netos Rafael e Teresa:

Que surpresa quando li o vosso comentário! Pela primeira vez, resolveram (os dois) comentar um post da avó! Sendo o meu texto bem mais longo, são muito mais comovedoras e encantadoras essas vossas poucas palavrinhas – que sei muito sinceras.
Aproveito também para vos dizer que adorei o nosso jantar de hoje, juntamente com a vossa mãe. Fazia falta em Alverca do Ribatejo um restaurante assim: o Gougas. Um local aprazível, um ambiente acolhedor e onde se come muitíssimo bem – para quem aprecia comida italiana, como nós.
Rafa, continuas um fã incondicional da tua irmã! Pudera! Uma menina que «não pode perder tempo, porque as férias passam a correr» e por isso leva consigo o computador, para «alinhar» umas frases, após o jantar, deve merecer a nossa admiração. O projecto dela é ambicioso: está a meio do primeiro volume de uma colecção de aventuras! Mas que o tema é interessante e criativo, lá isso, é. Basta ouvi-la expor as ideias que fervilham na sua cabecinha! Além disso, continua a ser a «bailarina» de sempre. Não deixou de nos oferecer uma expressiva «exibição» depois do jantar, no jardim que circunda o restaurante. Que consigas ser tudo aquilo que desejas, meu amor. A arte, o sonho e a vontade, fazem milagres, minha querida!
Pela primeira vez escrevo um comentário que mais parece um post, já repararam?
Desejo-vos umas boas férias no Algarve a partir da próxima segunda-feira. Que Deus e todos os Anjos vos protejam, queridos netos!
Beijinhos mil da Avó Sol


De sarrabal a 18 de Julho de 2010 às 01:42
Meus amores:

A avó tentou várias vezes colocar as respostas aos vossos comentários de acordo com a sua sequência. Isto é: primeiro respondia ao comentário do Rafael e da Teresa e depois ao da Soli. Acontece, por qualquer coisa que se passa no computador, primeiro respondi à Soli e só depois ao Rafael e à Teresa. O que vale é que os meus netos não se atrapalham por tão pouco e vão ler tudo muito direitinho. A avó é que não gostou nada desta maroteira do computador.

Agora, um recadinho para a Soli. Estás convidada para um jantarinho no Gouga. Aceitas minha «segunda imperatriz»? (Amanhã falamos!)

Mais beijinhos para os quatro - a Xana também conta, ora essa!

Avó Sol


De garatujando a 19 de Julho de 2010 às 12:51
Sou fiel frequentador do SARRABAL pelo apreço que tenho pela qualidade do seu diversificado conteúdo, pelos ensinamentos que nele colho, pelo prazer que me dá ler quer a sua prosa no estilo escorreito que a caracteriza, quer a sua poesia em que a autora demonstra, para além duma rara sensibilidade, a singular qualidade de dizer muito em poucas palavras.
Sempre que possível é com imenso gosto que deixo um comentário acerca do que aqui leio
Contudo, por motivos de vária ordem, ultimamente faço a habitual visita ao blog mas não tenho deixado comentário.
Hoje com alguma disponibilidade, ao tentar faze-lo deparei-me com a dificuldade de ter que optar por um dos vários posts para nele inscrever estas palavras de regresso.
É que, sendo diferentes entre si, todos e cada um me suscitam a vontade de os comentar.
Sem desmerecimento para os restantes posts acabei por optar por este. Talvez pela afinidade de ser também avô e muito querer aos meus netos.

"TRÊS PALAVRINHAS PARA OS MEUS NETOS" é, todo ele, um verdadeiro hino de amor pelos netos da autora. Nele revela, com toda a sensibilidade, a acrisolado afecto de uma AVÓ pelos seus netinhos, Rafael, Teresinha e Soledade Eugénia.
Para os três a AVÓ SOLEDADE encontrou a forma certa, simples como é seu timbre, para lhes dar uma carícia em cada palavra, um incentivo em cada referência ao aproveitamento escolar de cada um, uma imensa ternura que perpassa por todo o texto.
As deliciosas histórias com que termina o seu post, transcritas do livro «Seis Histórias numa História de Todas as Cores» são o remate feliz para um texto feliz.
E porque este comentário já vai longo terminarei por referir que os netos da autora lhe são caros a tal ponto de os mencionar no seu próprio endereço electrónico. E isso diz tudo.
Abraço amigo, SOLEDADE

Carlos Ferreira


De sarrabal a 19 de Julho de 2010 às 13:44
Que dizer, Carlos, de tantas palavras tão gentis, tão amigas, tão generosas? Fiquei sensibilizada. Aliás, como sempre ao ler os comentários que deixa aos meus posts. Por outro lado, bem-vindo de novo ao Sarrabal! Que a sua saúde e todo o resto permitam comunicar comigo virtualmente, pois é sempre um prazer ler aquilo que me escreve.
Como Avô, acredito que me saiba entender na perfeição. Somos «pais duas vezes», mas a ternura, o amor, os cuidados , estão, em nós (talvez), mais apurados, mais fortes do que nunca. Os meus dois filhos continuam a ser «os meus meninos». Mas os meus quatro netos, esses sim, são o meu Sol!

O abraço muito grato de sempre

Sol


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