Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

ABRE-LATAS - ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ESCRITORES - FILHOS E ENTEADOS (II)

  

A dar continuidade ao post anterior, devo confessar que nestes últimos tempos (três meses) tenho andado às voltas, a pensar no verdadeiro motivo que terá levado a Associação Portuguesa de Escritores, na pessoa do seu presidente da Direcção José Manuel Mendes, a não divulgar pelos associados a existência da petição «Eu não sou Cúmplice – Meninos Escravos do Gana». Se a Associação divulga o apelo da Cruz Vermelha (Haiti), ou o pedido de livros para Timor, porque razão cala a petição a favor dos meninos do Gana?!
 
Pensei, voltei a pensar, até que tive um palpite. Palpite que me leva até 2003. Posso mesmo dizer, sem margem para erro, que se trata não de um palpite, mas de uma certeza. Porque mais do que simples dedução, estou em crer que a não divulgação da petição não passou de pura retaliação sobre a minha pessoa. Porquê? Ora, vejamos:
 
Nunca fiz da ida às escolas uma segunda profissão – ao contrário de uma conhecida autora juvenil, que afirmou, publicamente, visitar cerca de 300 escolas por ano. Mas tenho prestado o meu contributo como autora convidada em escolas e bibliotecas, fomentando junto das crianças e adolescentes o gosto pela leitura, pela escrita, o amor aos livros e a divulgação de nomes de autores que lhes têm dedicado parte ou a totalidade da sua obra. O último, o de Irene Lisboa (tão esquecido!), cuja biobibliografia dei a conhecer aos mais jovens em seis sessões repartidas por seis bibliotecas da capital a convite da Câmara Municipal de Lisboa.
 
Colaborei com as Câmaras Municipais de Vila Franca de Xira, Loures, Lisboa, Condeixa, Pombal, e Santiago do Cacém. Digo colaborei, porque o tempo é escasso e eu tenho prioridades: trabalhos em mãos por terminar, músicas à espera das letras, a família e, principalmente, os meus quatro netos – além de não me encontrar sempre no mesmo local: umas vezes estou em Alverca do Ribatejo, outras na aldeia do Bom Velho de Cima (Condeixa) e outras ainda no Algarve.
 
Considero a ida às escolas um trabalho importante, gratificante, mas que nos «rouba», por vezes, um dia inteiro. Principalmente, quando se trata, quer numa escola ou numa biblioteca, de realizar uma sessão de manhã e outra à tarde. Assim, resolvi «meter férias».
 
Estas sessões desde há anos que são pagas. Tempo houve, em que o não eram. Nesses anos os escritores «deviam sentir-se honrados com o convite e a divulgação das suas obras», ficando por aí a recompensa da sua colaboração – quase sempre com a escola ou a biblioteca visitada a aguardar a oferta de, pelo menos, um livro desse autor.
 
Um grande nome da nossa Literatura contou-me ter sido convidada para efectuar uma palestra em certa universidade. No final, ofereceram-lhe…um ramo de flores! «Com o trabalho que tive e a viagem, foi uma decepção. Os escritores não vivem do ar!» desabafou.
 
Entretanto, as Câmaras Municipais decidiram começar a pagar honorários aos escritores. Medida justa e que se impunha. Trata-se da prestação de um serviço cultural. Por norma, o autor é pago no final da sessão, ou das sessões, sempre que efectua duas sessões no mesmo dia – embora, neste caso, o pagamento não seja a dobrar. Em troca do recibo verde, o cheque é entregue por alguém destacado pela respectiva Câmara para acompanhar a sessão de animação de leitura.
 
Falta dizer que colaborei, também, com a Câmara Municipal de Sintra. É aqui que quero chegar. É aqui que se fundamenta o meu palpite. Mais exactamente, a minha certeza quanto ao motivo da não divulgação da petição «Eu não Sou Cúmplice – Meninos Escravos do Gana» pelos associados da APE.
 
De há uns anos a esta parte (não tenho a informação de datas), a Câmara Municipal de Sintra estabeleceu um protocolo com a Associação Portuguesa de Escritores. Esse protocolo («Os Escritores vão à Escola») implica que fique a cargo da APE convidar autores com obra destinada à infância para visitarem as escolas desse concelho.
 
Com outros autores, fui convidada pela Associação em 2002 e 2003. Em 2002 visitei quatro escolas entre Março e Abril. Em 2003 visitei três no mês de Janeiro. Ao contrário do ano anterior, achei por bem receber os meus honorários após efectuadas as três visitas. Já com o recibo verde enviado, acontece que não os recebi. Tempo depois informei-me junto da APE. Que sim, iria receber o cheque que me era devido. O tempo passou. Foi passando. Insisti. A dada altura a secretária da APE informou-me que «o senhor doutor (José Manuel Mendes) decidira pagar quando TODOS os escritores terminassem as visitas». Isto queria dizer que os primeiros escritores que se deslocaram às escolas de Sintra (o meu caso) teriam de esperar alguns meses até que o seu trabalho fosse pago.
 
Achei a ideia de José Manuel Mendes pouco aceitável. Menos ainda quando fui informada pela Câmara Municipal de Sintra que pagava à APE, antecipadamente e na totalidade, o valor da verba destinada ao trabalho dos escritores que se deslocavam ás escolas do seu concelho – exactamente, para que fossem pagos a tempo e horas.
 
Protestei. Exigi o pagamento. Várias vezes. Fiz barulho. Só não fiz o cálculo aos juros a vigorar nessa altura... Enfim, enfrentei José Manuel Mendes. Mas este levou a sua atitude ditatorial por diante. Embora com a verba cativa, só recebi o cheque meses depois. Como é evidente, caí no seu desagrado. Por outras palavras, passei a fazer parte da sua «lista negra» de estimação. Não voltei a receber convites da APE desde 2003. Os pequenos (e os grandes) ditadores, não gostam de ser contrariados.
 
Quando me lembrei deste incidente, fez-se luz. Daí, o tal palpite, a tal certeza. Estava encontrada a explicação. Como «persona non grata», ao assinar os e-mails enviados ao presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Escritores, em nome da Comissão da petição, o desfecho só podia ser um: a não divulgação da mesma pelos associados, conforme era pedido. Pouco interessou o seu teor humanitário, o importante era que se fizesse retaliação sobre a minha pessoa. E foi feita.
 
Conheço mal José Manuel Mendes. Não conheço, sequer, a sua obra. Mas sei que a sua actividade se divide (e multiplica) por diversíssimos cargos e tarefas. Da única vez que nos cruzámos, recordo um episódio com alguma graça passado em Condeixa-a-Nova. Durante os meses de Verão realizavam-se ali as «Noites Culturais de Condeixa» que, entretanto, passaram a ter lugar em Conímbriga. Numa delas, José Manuel Mendes deslocou-se a Condeixa para efectuar um recital de poesia. O espaço que a Câmara disponibiliza para este género de iniciativas situa-se num bonito pátio interior da própria Câmara, onde são colocadas as cadeiras destinadas à assistência.
 
Além da população da pequena e rural vila de Condeixa, acorrem a este tipo de eventos pessoas provenientes das aldeias em redor. Nessa noite o programa incluía música e bailado. Por fim, o recital. José Manuel Mendes começou por dizer poemas de diversos autores, incluindo os seus, e terminou com a leitura de poemas…em francês! Não sendo a assistência, propriamente, a mais indicada, não será difícil adivinhar o resultado.
 
Se refiro aqui este episódio, não o faço como represália (acredite quem quiser), mas por ter achado e continuar a achar essa escolha de autores franceses absolutamente descabida e pretensiosa. Não tive a oportunidade de me manifestar na altura. Tenho a oportunidade de o fazer agora. Não a perdi. Fica a pergunta: será esse o caminho que José Manuel Mendes, enquanto presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Escritores – portanto no que concerne à Literatura – preconiza para a tão apregoada descentralização cultural no nosso país? Provavelmente. Se calhar eu é que estou errada. Ou, então, ando distraída. Acontece.
 
Soledade Martinho Costa
 
publicado por sarrabal às 23:06
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16 comentários:
De Lena a 2 de Março de 2010 às 10:59
Olá Soledade!
Bem,li o seu post.Se for verdade, esse Sr. está a ser muito pouco tolerante,para nao usar termos incorrectos. Mesmo tendo tido uma "zanga" ou um diferendo consigo, o importante é sempre ajudar os outros e fazer valer a solidariedade.Será que nele prevaleceu o sentimento de vingança e rancor? Era mesmo pena se tal fosse...

Força para si, Soledade!
Jocas gordas
Lena

Ah, os vencedores da blogagem de Fevereiro são revelados hoje. A de Março está quase aí.O tema é Onde cresceu o meu pai. Se quiser participar e puder claro, está à vontade. Já sabe: é so enviar um texto de 25 linhas,1 foto, o título,o link do blog para aminhaldeia@sapo.pt até dia 8/03.


De sarrabal a 3 de Março de 2010 às 00:24
«Se for verdade», escreve a Lena?! No primeiro post é a verdade por inteiro. Neste segundo, como digo, não é um palpite, é uma certeza. Se não tivesse a prova disso, não afirmava. Há raivinhas que o tempo não apaga - infelizmente.

Apenas deixei um comentário no seu blog (logo no início da publicação dos textos do Carnaval) porque tenho muita dificuldade em lá entrar. Ora apaga tudo, ora não anda, ora desaparecem alguns textos e fotos, o que se passa?
Veremos, então, quem foram os vencedores...
Desta vez não participo, mas agradeço o convite e a sua simpatia. O meu tempo é sempre limitado, principalmente quando estou em Lisboa. Prometo colaborar uma outra vez, valeu?
Se puder, pode ler no Sarrabal o post «DIA DO PAI - CARTA ABERTA AOS MEUS DOIS PAIS» , publicado a 19 de Março de 2009.

Outro beijinho para si da Sol


De PRISCILLA a 2 de Março de 2010 às 20:02
Oi! Tem um site muito bacana que possui mais de 50.000 acessos ao dia e fazem parceria com blogs/sites, vale a pena! Eu já fiz o meu!Só lembrando que como se trata de uma parceria você tem que colocar o selo deles também no seu blog/site, que você pode pegá lo no mesmo link abaixo!Senão você não receberá acessos!

Aí vai o link: http://www.guiademulher.com.br/enviar_blog.php

Um abraço!


De sarrabal a 3 de Março de 2010 às 00:34
Priscilla:

Grata pela visita e por ter gostado do meu blog. Agora, o que me pede, deixou-me baralhada. Não entendi muito bem essa do selo e da parceria. Realmente, tenho pouca experiência nesse tipo de coisas. Outros blogs já me atribuiram selos, não sei se será o mesmo. Se não lhe der muito trabalho explicar...

Outro abraço da Sol


De Ibel a 2 de Março de 2010 às 22:50
Soledade,

Conheço o Zé Manel desde há muitos anos.Fomos colegas e éramos amigos, mas agora ignora-me e não sei porquê. Os ares da capital perturbarão a visão? Tenho-me feito esta questão várias vezes.
O Zé Manel dizia muito bem poesia e sempre gostou da língua francesa, tendo publicado, julgo, poemas em francês.
Se o que a Sol conta for verdade, é profundamente lamentável e ignóbil. Espero que não o seja, porque as crianças do Volta já têm mágoas que cheguem, não precisam de acrescentar outras tão tristes.
Beijinho.
Beijinho


De sarrabal a 3 de Março de 2010 às 01:09
Pois é, Ibel, Portugal é mesmo pequenino!
Tal como a Lena escreve no comentário de cima, também a Ibel repete: «se for verdade»... A minha resposta só pode ser uma: aquilo que escrevi neste post não é um palpite, é uma certeza. Uma certeza que corresponde, infelizmente, a uma verdade. Não há outra explicação. Certas pessoas «ditam leis» e não admitem ser contrariadas. Enfrentei o JMM, fiz barulho, denunciei uma situação de puro totalitarismo, só tinha que sofrer as consequências do meu «atrevimento». Lembre-se, Ibel, que a Câmara de Sintra paga à APE, antecipadamente e na totalidade, a verba destinada aos escritores. Para não serem pagos depois de terem efctuado o seu trabalho, esta medida não tem qualquer cabimento.
Acredito, sinceramente, que se os e-mails tivessem sido enviados por outra pessoa, a petição tinha sido divulgada.
Se José Manuel Mendes continuar à frente da Associação Portuguesa de Escritores, no próximo ano já não pago as quotas e saio da APE (como tantos outros escritores têm feito). Voltarei com outro presidente. Sei de alguém (um advogado, também escritor) que andou meses e meses atrás de JMM para assinar um (ou mais) documentos do interesse da Associação e que nuna conseguiu essa assinatura. E trabalhou de graça. É claro que deixou a APE.

Beinho também para si da Sol


De sarrabal a 3 de Março de 2010 às 01:14
E que tal este «beinho», Ibel? Volta não volta, lá temos as nossas gralhazinhas a darem um ar da sua graça!

Beijinho!

Sol


De sarrabal a 3 de Março de 2010 às 01:26
Ibel, sobre os poemas ditos em francês pelo JMM, ainda hoje algumas pessoas falam disso em Condeixa.

Outra coisa: o aniversário do Daniel de Sá passou ontem ou eu entendi mal? Deixei mensagem no «Espólio». Se não estou errada, fez muito bem em dizer-me. Quem falou em «ousadia»?!

Mais um beijinho da Sol


De Lena a 3 de Março de 2010 às 17:56
Olá Soledade!
Primeiro queria dizer-lhe que não coloquei a frase "se for verdade" por duvidar de si. Pu-lo por uma questão de imparcialidade e neutralidade da minha parte. Pois não conheço o senhor em questão, nem ao vivo, nem virtualmente. Nem estou dentro desse assunto. Mas claro que entendo a situação da Soledade e a atitude tomada por esse senhor não terá sido correcta. Segundo li por alto o comentária da bloguista Ibel, parece-me que já será feitio desse senhor ignorar as pessoas quando lhe convém... Enfim...
Soledade, entendo e respeito a sua decisão de não participar, pois todos nós temos vidas super preenchidas e há alturas em que o tempo dá e outras que não dá mesmo. Por isso,não há problema.Será sempre convidada e só participará quando o desejar e puder claro :)

Jocas gordas para si e para a Soli (lembrei-me dela, dê notícias sobre essa sua neta querida e esperta :) )


De sarrabal a 4 de Março de 2010 às 19:51
Lena:

Ainda bem que se lembrou da Soli. Falei-lhe em si e ela quis ler as suas «jocas gordas» e acho graça. Se quiser conhecê-la melhor, leia algumas crónicas com o título «Crónicas de Porcelana - Soli...» ( e o resto do título). Gosto, particularmente, de Soli e a
Estátua.

Notícias dela? Agora que vim do Algarve e estou em Alverca do Ribatejo, almoça comigo todos os dias A comida na escola é de muito fraca qualidade e ela adora estar com a avó, que lhe dá o que lhe faz bem e muitos miminhos! A prima, a Teka (Teresinha) vem às terças e às quintas feiras (está na mesma escola). A Soli (Soledade Eugénia) tem 7 anitos, a Teka tem 9. Tenho o Rafa (Rafael) com 11 (irmão da Teka) e a Xana (Nayara Alexandra) com 6 meses (irmã da Soli). No Sarrabal publiquei textos do próprio Rafa («O Meu Menino é D'Oiro»). Por estes dias vou publicar uma história escrita pela Teka (tenho crónicas sobre ela com o título «Coisas da Teresinha»). Só falta a Soli! Bom, a Xana, logo se
vê... Por aqui, Lena, não falta quem escreva !

Beijinhos da Sol


De Daniel de Sá a 4 de Março de 2010 às 00:44
Caríssima Amiga
Eu é que não saio da APE. Porque nunca lá entrei, por razões que precisariam de umas quantas linhas para explicar.
Quanto ao 2 de Março, sim, querida Amiga. há um ror de anos que faço anos nesse dia.
Um abraço.
Daniel


De sarrabal a 4 de Março de 2010 às 20:03
Caro Daniel:

Fez-me rir, sabe, com essa do «há um ror de anos que faço anos nesse dia»! Que continue por muitos e bons!

Tenho lido os «plágios» no seu Espólio. É incrível como as pessoas não têm um pingo de dignidade. Dizia-se (ou diz-se) dos críticos literários que «são escritores castrados». O que se dirá de quem assina textos que possuem legítimos autores?! Também tenho as «minhas histórias» sobre esse assunto. Um destes dias pego no tema...

Abraço da Sol


De Daniel de Sá a 4 de Março de 2010 às 23:15
O Sttau Monteiro dizia que era crítico quem não sabia escrever...
Histórias de plágios há muitas, e algumas de nos deixarem absolutamentes estupefactos. Outras vezes, há coincidências espantosas. Pouco depois de publicada a minha novela mais recente, uma amiga minha de Santa Catarina, no Brasil, ouviu contar uma história absolutamente semelhante, e por alguém que nem sabia que eu existia!
Um abraço.
Daniel


De sarrabal a 4 de Março de 2010 às 23:55
Por ter falado em Brasil, dei por mim, há uns anos, a descobrir o segunte: fui muito amiga de Sidónio Muralha, a residir no Brasil e a vir a Portugal todos os anos. O Sidónio era, por sua vez, muito amigo do escritor brasileiro Walmir Ayala. Por seu intermédio, começámos ambos a trocar correspondência e livros. Ao enviar-me um livro seu para a infância, que ganhou o Prémio Monteiro Lobato em 1960, logo a capa me fez lembrar um outro, publicado em 1983, por um escritor português, muito conhecido e com vastíssima obra para crianças. As capas eram idênticas: uma ave dentro de uma gaiola e um manequim. Título da obra brasileira: «O Canário e o Manequim». Título da obra portuguesa: «O Manequim e o Rouxinol»! Bom, e a história semelhante. Nunca A.T. poderia imaginar que passados mais de 20 anos (azar seu!) eu me tornasse amiga do escritor que vivia lá em Curitiba e que tinha plagiado!

Histórias de autores para crianças...Há muitas!

Outro abraço, Daniel.


De emprestimo a 28 de Janeiro de 2011 às 19:06
Adorei o blog, conteúdo muito bem escrito, layout bacana com cores amigáveis. Vou aproveitar e adicionar o blog nos meu favoritos. bjs! Maria Cecilia


De sarrabal a 29 de Janeiro de 2011 às 00:07
Maria Cecília, grata pelas palavras. Ainda bem que gostou! Não consegui visitar o seu blog. Com o nome de emprestimo », fico com dúvidas... Se puder, dê uma ajuda, de modo a retribuir a visita!

Abraço da Sol


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